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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Exxon soma 1,8 bilhões de barris de reserva em 2011




RESERVAS  A petroleira ExxonMobil (EUA) comunicou nesta quinta-feira a adição de 1,8 bilhões de barris de óleo equivalente às suas reservas provadas durante as campanhas exploratórias de 2011. O resultado representa a compensação de 107% da produção daquele ano – segundo nota da companhia, excluindo-se o impacto causado por venda de ativos, a compensação de reservas é de 116%. A Exxon encerra 2011, então, com 24,9 bilhões de barris de óleo equivalentes de reserva, dos quais 49% são de óleo equivalente líquido e os outros 51%, gás.
DEMANDA  Na nota, o presidente da Exxon, Rex W. Tillerson, comemorou o resultando afirmando que, pelo 18º ano consecutivo, a companhia recupera 100% ou mais da produção anual de óleo equivalente – significando um aumento de reservas.  O executivo afirmou que a adição de reservas permite à Exxon atender à futuras demandas pela commodity  e a sustentação do crescimento econômico mundial.  
PANORAMA Do total de 1,8 bilhão. 1 bilhão de barris de óleo equivalente foram provados em campanhas exploratórias no Canadá. O restante é oriundo das atividades da Exxon mundo afora com destaque, segundo a companhia, para Estados Unidos, Nigéria, Noruega, Indonésia e Malásia. As descobertas de óleo equivalente líquido recuperaram 166% desta reserva, em 2011. Enquanto as descobertas de gás representaram uma recuperação de 49%.
BRASIL  A empresa é a maior petroleira, em valor de mercado do mundo. Os papéis da companhia negociados na bolsa de Nova York valiam, ao todo, mais de US$ 410 bilhões em janeiro deste ano. No Brasil, a empresa está presente há 100 anos com as marcas Esso e Mobil – de distribuição de combustíveis e lubrificantes.  No setor de exploração e produção, a Exxon tem participação de 40% e opera um bloco na Bacia de Santos. As co-participantes são Petrobras e Hess Brasil Petróleo.
Fonte: NN
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Prospecção submarina



O desafio na perfuração submarina é transferir todo o petróleo e o gás natural do ponto A ao ponto B sem perdê-lo e sem poluir o oceano. Como escavar um túnel ao fundo da Terra sem que ele seja invadido pela água ou o petróleo escape para o mar?

oil rig at night
istockphotos
Uma enorme plataforma offshore ilumina o céu noturno ao longo da costa da Noruega
Para garantir perfuração correta, os engenheiros conectam o local da escavação à plataforma por meio de um molde de escavação submarina. Em termos básicos, ele exerce função semelhante ao dos padrões traçados em um papel para ajudar a escavar um rosto em uma abóbora (em inglês). Embora a forma possa variar dependendo das condições exatas do piso oceânico, o molde de perfuração basicamente representa uma grande caixa metálica com furos que marcam o local de cada poço de produção. 
Como os poços de produção muitas vezes precisam descer quilômetros pela crosta da Terra, a broca consiste em múltiplos tubos de escavação com comprimento de nove metros, que são parafusados juntos e formam umconjunto de perfuração (nesse sentido, eles se assemelham a estacas de barraca). Uma plataforma giratória permite a rotação do conjunto de perfuração e, na ponta oposta, uma broca esmaga e penetra na crosta da Terra. A ponta consiste em uma broca simples dotada de diamantes industriais ou de um trio de brocas interligadas dotadas de dentes de aço. Nas semanas ou meses de trabalho requeridos para chegar a um depósito de petróleo, a ponta pode perder o corte e requerer substituição. Entre a platafo­rma e o piso do oceano, todo o equipamento desce por um tubo flexível conhecido como ascensor marítimo.
À medida que o buraco da escavação se aprofunda, os operadores enviam um constante fluxo de lodo de prospecção pelo canal escavado, na direção da broca. Depois, esse lodo reflui na direção da plataforma. O espesso fluido consiste em argila, água, baritina e uma mistura de produtos químicos especiais. O lodo de perfuração lubrifica a broca, sela as paredes do poço e controla a pressão em seu interior. Além disso, à medida que a broca despedaça rochas, os fragmentos resultantes ficam suspensos no lodo e deixam o poço com o refluxo. Na superfície, um sistema de circulação filtra o lodo antes de enviá-lo de volta poço abaixo.
O lodo de perfuração serve como primeira linha de defesa contra as altas pressões subterrâneas, mas continua a haver risco de erupção de fluido no poço. Para impedir que isso aconteça, as empresas petroleiras usam umsistema de prevenção de erupção (BOP) no piso do mar. Caso o óleo pressurizado e o gás subam pelo poço, o BOP os sela com válvulas hidráulicas e aríetes. Em seguida, o fluxo de fluidos é redirecionado para sistemas especiais de contenção. 
O processo de perfuração acontece em fases. O buraco de superfícieinicial, de cerca de 45 centímetros de diâmetro, estende-se de algumas centenas a alguns milhares de metros. Depois, os engenheiros removem o conjunto de perfuração e enviam segmentos ocos de tubos metálicos conhecidos como revestimento. Assim que o revestimento está cimentado no lugar certo, o tubo condutor reveste o buraco e impede desabamento e vazamentos. Na fase seguinte, uma broca de 12 centímetros escava ainda mais fundo. Depois, o conjunto de perfuração é revestido uma vez mais e orevestimento de superfície é instalado. O trecho final, ou buraco inferior, é revestido com revestimento intermediário. Ao longo do processo, um aparelho conhecido como compactador percorre o poço, expandindo-se contra as paredes para garantir que todo o trajeto esteja selado.
Fonte: Howstuffworks
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Petróleo em alta tem mais crédito para prospecção no Brasil



A prospecção de petróleo no Brasil é uma das indústrias em crescimento
Os preços do petróleo abriram em queda no mercado de Nova York e em alta na bolsa de Londres nesta quinta-feira. No mercado norte-americano, o barril abriu cotado a US$ 106.27, registrando uma queda da ordem de 0.01% em relação ao fechamento desta quarta-feira. Em Londres, o barril abriu cotado a US$ 125.54, experimentando uma alta de 1.71%, igualmente em relação ao fechamento desta quarta-feira.
Ainda no setor petrolífero, a Caixa Econômica Federal anunciou, nesta manhã, que prevê liberar R$ 12 bilhões em operações de crédito para a área de óleo e gás este ano. Segundo a instituição financeira este valor representa a soma dos projetos em análise pelo banco. De acordo com balanço divulgado na véspera, as operações de crédito da Caixa para o setor em 2011 somaram R$ 10 bilhões.
Cerca de R$ 600 milhões foram emprestados a grandes grupos empresariais para financiamento de investimentos estruturantes. Além disso, R$ 371 milhões do Fundo da Marinha Mercante (FMM) foram aplicados no projeto de barcaças para o transporte de etanol pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, no Rio Tietê, em São Paulo.
No crédito a pessoas físicas, o banco informou ter dobrado no ano passado os empréstimos aos petroleiros. Os destaques foram os créditos para a conta salário, financiamentos imobiliários e empréstimos consignados. As operações do Portal Progredir, que permite a fornecedores da Petrobras e da cadeia produtiva ligada à estatal receber pagamentos com antecedência, somaram R$ 675 milhões.

Fonte: Correio do Brasil
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Royalties do petróleo: Ministro do STF arquiva ação de parlamentares


O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento (arquivou) ao mandado de segurança com base no qual o senador Magno Malta (PR-ES) e os deputados federais Suely Vidigal (PDT-ES), Lauriete Almeida (PSC-ES) e Filipe Pereira (PSC-RJ) pretendiam impedir a tramitação do projeto de lei do Senado que  prevê novas regras de distribuição dos royalties sobre a exploração de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos entre os estados brasileiros e a União.
No seu despacho, Lewandowski afirma que “os impetrantes não lograram êxito em demonstrar de que forma o ato impugnado nesta via mandamental afrontou os procedimentos legislativos previstos na Carta da República, o que, como já mencionado, autorizaria a excepcional intervenção do Poder Judiciário”.
De acordo com o ministro, os parlamentares partiram da premissa de que a redução dos royalties devidos aos estados produtores — sobretudo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo — e sua destinação a estados não produtores violaria a autonomia daqueles. E, assim, constituiria afronta ao princípio federativo.
Mas, segundo ele, “da simples leitura da Carta Maior depreende-se que o limite constitucional imposto ao legislador derivado, previsto em seu artigo 60, parágrafo 4º, que impediria, inclusive, a própria tramitação do processo legislativo em curso, diz respeito tão somente a propostas de emenda ao texto constitucional”.
No caso presente, entretanto, conforme observou o relator, trata-se de “mero projeto de lei, não havendo falar, pois, de aplicação do referido preceito à espécie”.
Fonte: Jornal do Brasil
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Exportações de petróleo impulsionam investimentos em Angra dos Reis


SALDO  As exportações fluminenses cresceram 47% e as importações 14%, o que resultou no saldo comercial três vezes superior ao registrado em 2010. Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), entre todas as cidades do país, Angra dos Reis alcançou o maior volume de exportações no ano, com US$ 987 milhões. No ano passado, a cidade havia liderado o ranking de exportações e o produto mais destacado na exportação de Angra dos Reis é o petróleo. Além disso, a cidade registrou o maior superávit em janeiro de 2012 entre todas as cidades do Brasil, com US$ 749,2 milhões.
CENÁRIO  Procurado pelo NN, o secretário Municipal de Fazenda, Jorge Irineu Costa, respondeu sem surpresas os últimos resultados do município. “Angra vem batendo recordes de exportação ao longo dos últimos anos, o que favorece nosso município no Índice de participação e distribuição do ICMS”, disse. Sobre o cenário atual da indústria petrolífera na cidade, Jorge Irineu, ressaltou a proximidade com a Bacia de Santos. “Temos um cenário favorável à atividade Offshore que vem sendo alvo de interesse das empresas que prestam esse tipo de serviço”.
INVESTIMENTOS  Para o secretário, Angra tem espaço para abrigar mais empresas com a ascensão da economia e do setor de petróleo e gás. “Nesse ramo existe muita atividade direta e indireta. Em nosso município ainda poderão se instalar várias dessas atividades, pois ainda estamos em desenvolvimento”, disse. Em razão dessa localização favorável, a francesa Tecnip, instalou-se no Porto que está executando o Projeto de ampliação da área para atendimento offshore. De acordo com Jorge Irineu, atualmente em Angra, destacam-se na indústria petrolífera, a empresa Nava, de energia nuclear, a construção civil e o turismo.
EMPREGOS  Para concluir, o secretário fez questão de ressaltar que os moradores são os que mais ganham com esses investimentos na cidade e com a economia em alta . “A importância maior é a geração de empregos diretos e indiretos”, conluiu. As vendas da indústria fluminense praticamente dobraram frente a 2010, desenvolvimento de quase 95%, desempenho superior às negociações de petróleo, que apresentaram alta de 34%. Essas duas áreas foram recordes em 2011, cada uma arrecadando US$ 9 bilhões e US$ 20 bilhões, respectivamente.
Fonte: NN
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Os royalties do pré-sal


O Brasil é o País dos contrastes. Necessitando de tantas reformas necessárias, urgentes e inadiáveis, os políticos estão voltados mais especificamente na divisão do imaginável bolo que surgirá com a exploração do petróleo em águas profundas. A euforia e o interesse são tão grandes nos Estados que, inclusive, já levou à aprovação de leis para dividir os royalties do petróleo, que somente poderão ser produzidos em escala plena daqui a cinco ou dez anos.
Trata-se de um tipo de exploração a uma média de três quilômetros de profundidade e mais de 200 quilômetros da costa. É trabalho desafiante e perigoso. Por que não redirecionamos todos esses esforços às marchas a Brasília, concentrações e protestos, para exigirmos as reformas tributária e fiscal?        

Esquecem que o Brasil cobra taxas altíssimas de impostos e juros, comparado com outros países. Deixando o povo e a economia enfraquecidos. Pune os produtores e consumidores, bens e serviços ao mesmo tempo de forma excessiva e sem exceção.

O governo arrecada cada vez mais e entrega menos de volta ao povo, em educação, saúde, segurança e infra-estrutura. O dia-a-dia comprova isso cruelmente.

Por que não esquecer o pré-sal e concentrar no congresso e exigir as reformas?

Até quando vamos pagar juros criminosos de 250% até 1.000% a.a, incluindo os cartões de crédito? Os bancos aqui chegam a ter 15 bilhões de lucros anuais. Pode?

Será que é certo enfatizar essa discussão pelo rateio dos lucros do pré-sal, ainda quase inexistente quando, por falta de decisão do congresso, pagamos impostos exuberantes na bebida, na comida e no remédio. Onde não se tem escapatória tudo é taxado. Enquanto isso, temos um Estado perdulário, incompetente, arrogante no trato com os cidadãos e na aplicação dos seus impostos.

O pré-sal pode continuar a ser discutido, mas a prioridade deve ser as reformas fiscal e tributária, não temos dúvidas. Vamos aprová-las porque em 2012 o mundo, segundo a profecia, poderá se acabar, e já começou conforme as grandes tragédias que acontecem diariamente.

Vamos aproveitar o tempo que nos resta.

Fonte: Correio da Paraíba - Francisco Evangelista
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Perfuração prospectiva



Mesmo que você envie ondas sonoras de choque pelo piso do oceano o dia inteiro, chegará o momento em que será necessário escavar um pouco, se deseja determinar a presença de petróleo explorável. Para cuidar da tarefa, as empresas petroleiras enviam uma plataforma móvel de prospecção para reali­zar perfurações prospectivas no local. Algumas delas são instaladas em navios, outras precisam ser rebocadas ao local por embarcações.
Uma plataforma de perfuração prospectiva normalmente escava quatropoços de prospecção no local de um suposto depósito, cada qual requerendo de 60 a 90 dias de trabalho. Os geólogos escavam inicialmente para obter uma amostra de núcleo. O princípio é semelhante ao de enfiar um tubo oco em um bolo de aniversário e removê-lo. Seria possível examinar o cilindro e descobrir de que são feitas as diferentes camadas do bolo. Essa é uma maneira de descobrir sem cortar uma fatia. 
Os geólogos petroleiros procuram sinais de petróleo, o que eles denominam de show. Assim que descobrem um show, a perfuração pára e os geólogos conduzem testes adicionais para garantir que a qualidade e a quantidade de petróleo disponíveis justificam trabalho adicional. Em caso positivo, eles escavam poços adicionais para substanciar as descobertas. 
Assim que os geólogos estabelecem o valor de um depósito de petróleo, é hora de escavar um poço de produção e começar a extrair a riqueza. Um poço médio dura de 10 a 20 anos antes que deixe de ser lucrativo, de modo que as plataformas offshore são construídas para longas estadias. Elas geralmente são fixadas diretamente ao piso oceânico por fundações de metal ou concreto e cabos de amarração. Elas precisam ficar o mais estacionárias possível durante as perfurações, não importa a instabilidade do clima.
Petróleo
©iStockphoto.com
Navios de escavação como esse são usados para escavar poços de prospecção em locais de potenciais depósitos petroleiros 
 
Uma plataforma pode servir para explorar até 80 poços, ainda que nem todos fiquem em posição vertical. A perfuração direcional permite que plataformas de petróleo criem poços em diagonal no piso do oceano, a fim de explorar depósitos a quilômetros de distância. Se você assistiu ao filme  "Sangue Negro", de 2007, sabe que o método é conhecido como "eu bebo o seu milk-shake". No filme, um empresário petroleiro maníaco se vangloria de que, com perfuração direcional, é capaz de explorar o petróleo localizado sob terras vizinhas. A questão também surge na exploração offshore. Por exemplo, na Califórnia, o Estado tem autorização de escavar novos poços se conseguir provar que poços em águas federais adjacentes estão explorando petróleo de posse do Estado.
Mesmo depois que os poços se esgotam, as plataformas de produção offshore freqüentemente encontram vida nova como centro logístico para plataformas próximas, que enviam petróleo para a lá a fim de ser armazenado ou processado. 
Fonte: Howstuffworks
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