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sexta-feira, 16 de março de 2012

Quer o Brasil companias estrangeiras na área do pré-sal?



A pergunta foi feita pela revista inglesa The Economist, após a punição da Agência Nacional do Petróleo (ANP) à americana Chevron, de não mais poder abrir poços no Brasil: o país quer ou não estrangeiros no pré-sal? A norte-americana Forbes comentou que o impacto do vazamento havia sido mínimo e o rigor do governo, excessivo. Em recente palestra, Raphael Vianna, de CRT Advogados, tratou de mostrar questões sobre a responsabilidade dos empresários na operação de navios e de plataformas. Pareceu dizer que uma coisa é dirigir um carro de casa ao escritório e outra é conduzir um navio pelo Triângulo das Bermudas ou operar uma plataforma em mar revolto.
Especificamente sobre a responsabilidade do armador, Vianna lembrou tratar-se de engenho flutuante, com exercício habitual em águas marítimas, com aptidão a enfrentar riscos do mar e com autonomia de condução. Diz Vianna: "O armador faz jus a limitação de responsabilidade, pois desenvolve atividades em ambiente que oferece muitos riscos". Em relação a plataformas, cita que, em 1988, na Escócia, acidente na Piper Alpha gerou 167 mortes. Em seguida, abordou o caso da BP no Golfo do México, com liberação de 4,9 milhões de barris, dos quais 10% foram para a costa, atingindo 1.600 km de praias. No Brasil, o vazamento da Chevron foi de 3 mil barris e não chegou às praias. Diante da punição da ANP à Chevron, Vianna questiona se o Brasil realmente quer estrangeiros no pré-sal. O vazamento da Chevron correspondeu a 0,06% do da BP.
Em verdade, não há como o Brasil bancar o pré-sal por conta própria. Até mesmo para encomenda de navios-sonda, a Petrobras foi obrigada a abrir mão de prerrogativas. Em vez de comprar as 28 sondas - cada uma por volta de US$ 700 milhões - cedeu a vez às operadoras Sete Brasil e Ocean Rig, que serão as donas dos equipamentos e as alugarão para a estatal.
A Sete ainda tem participação da Petrobras e do fundo Petros, mas a maioria do capital pertence a outros fundos e a bancos nacionais e até estrangeiros, como Santander. Já a Ocean Rig pertence a um particular: German Eframovich. No caso de plataformas fixas, o povo pensa tratarem-se de unidades verde-e-amarelas, mas cada plataforma na verdade é uma sociedade de propósito específico registrada na Holanda que, invariavelmente conta com financiamento internacional, não se sabe se parcial ou mesmo total.
Um estudo de 2009 da renomada consultoria americana Booz & Co estimou em US$ 650 bilhões os gastos totais para exploração do pré-sal. Diante da descoberta de novos campos, da necessidade de ousadas soluções tecnológicas para extração e transporte a partir de campos distantes 300 km da costa, da inflação mundial e dos salgados preços cobrados pelos poucos fornecedores mundiais de equipamentos do setor, admite-se que o investimento do pré-sal pode facilmente superar US$ 1 trilhão. E pode subir ainda mais, com a necessidade de maior prevenção contra desastres ambientais.
É uma quantia fantástica, que, como no caso dos navios-sonda ou das plataformas, inevitavelmente irá contar com dinheiro externo, seja através de empréstimos diretos ou de participação nos empreendimentos. Portanto, Palácio do Planalto, ANP, Ministério de Minas e Energia e Petrobras devem traçar um planejamento para o pré-sal com os pés no chão e manter uma política séria em relação aos estrangeiros, pois eles já participam e certamente vão participar ainda mais da exploração do pré-sal, seja na exploração direta ou, no mínimo, no financiamento das operações.
Fonte: Sérgio Barreto Motta
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quarta-feira, 14 de março de 2012

Petrobras teve 1.606 acidentes em Campos em 2011



A Petrobras teve 1.606 acidentes de trabalho em 2011 somente na Bacia de Campos, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Foram praticamente quatro ocorrências por dia. Alguns casos resultaram em mortes. De acordo com o sindicato, 129 trabalhadores morreram enquanto trabalhavam na Bacia de Campos desde 1998, sendo 85 terceirizados e 34 efetivos da Petrobras. Procurada pelo O GLOBO, a Petrobras alegou que trabalha preventivamente para que não ocorram acidentes e que investiu US$ 5,2 bilhões em segurança, meio ambiente e saúde no ano passado.

A falta de segurança para a operação de plataformas de petróleo também prejudicou o desempenho financeiro da companhia. Só em 2011, interdições de plataformas por problemas de segurança fizeram com que a empresa deixasse de ganhar US$ 116 milhões, segundo estimativas de Rodrigo Pimentel, técnico do Dieese.

A divulgação desses dados tem como objetivo reforçar as reivindicações do sindicato por maior investimento em segurança, já que nesta quinta-feira, dia 15 de março, faz 11 anos que morreram 11 petroleiros no naufrágio da P-36, na Bacia de Campos.

Nesta terça-feira, houve um caso de risco aos trabalhadores de plataformas de petróleo. Um incêndio causou o adernamento da plataforma de perfuração SS-39 (Alaskan Star) da empresa Queiroz Galvão Óleo e Gás, que presta serviço para a Petrobras. Mas nenhum dos 102 trabalhadores embarcados ficou ferido.

— Não aparecem nesse levantamento os acidentes que aconteceram e as empresas não registraram. É preciso investir mais na segurança do trabalhador — ressalta José Maria Rangel, coordenador-geral do Sindipetro-NF.

Foram interditadas quatro plataformas na Bacia de Campos em 2011, de acordo com o sindicato. A P-15 ficou parada por sete dias; a P-20, por 19 dias; a P-37, por dez dias e a Cherne-2, por 34 dias. Com isso, a empresa deixou de produzir pouco mais de um milhão de barris de petróleo — ou 163 milhões de litros — neste intervalo, pelos cálculos do Dieese. São esses dias de paradas que resultam nas perdas de US$ 116 milhões, segundo estudo de Pimentel.

— Embora para o resultado global seja uma pequena perda de produção, mostra um descompasso com o volume de investimentos — ressalta o técnico do Dieese.

De acordo com dados do sindicato, existem atualmente 15 mil funcionários efetivos da Petrobras na Bacia de Campos e outros 45 mil terceirizados que prestam serviço para a empresa. Procurada, a petrolífera não quis se manifestar.

Em nota, a Petrobras informou que “adota rígidos padrões de segurança e com práticas que permitem ao trabalhador parar em caso de dúvida” e que “os procedimentos adotados pela Petrobras atendem integralmente às exigências feitas pelos órgãos reguladores”.
Fonte: O Globo, Economia.
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Eike e Petrobrás se associam pela primeira vez em acordo de US$ 1,6 bi

 



OSX, empresa do grupo de Eike Batista, deve fechar nas próximas semanas um acordo com a empresa Sete Brasil, da qual a Petrobrás é sócia, para a construção de duas sondas para o pré-sal

RIO - A Petrobrás e o empresário Eike Batista devem se associar pela primeira vez, nas próximas semanas, num contrato de fornecimento de equipamentos para exploração do pré-sal. O elo será a OSX, empresa de serviços offshore do grupo, que negocia a construção de duas sondas de perfuração, num valor estimado em US$ 1,6 bilhão, com a Sete Brasil, empresa de investimentos da qual a Petrobrás é sócia. 

Posteriormente, as sondas construídas pelo grupo de Eike devem ser afretadas (alugadas) para a própria Petrobrás. "A Sete Brasil está em fase de negociação com o estaleiro OSX e acredita muito no interesse comum entre as empresas de tornar este projeto possível", disse à Agência Estado João Carlos Ferraz, presidente da Sete Brasil. 

O negócio selará uma nova fase de relacionamento de Eike com a Petrobrás, antes marcado pela disputa por investidores e pelo recrutamento de executivos da estatal. Desde a criação da petroleira concorrente, a Petrobrás viu estrelas de seus quadros serem contratadas a peso de ouro por Eike - como é o caso do próprio diretor-geral da OGX, Paulo Mendonça. 

Dificuldades. Em 2005, Eike também teve atritos com a companhia por causa de uma térmica no Ceará. O empresário construiu a usina e contava com a Petrobrás como cliente para fechar as contas até a maturação do projeto. Eike não recebeu um dos pagamentos e ameaçou entrar na Justiça por quebra de contrato. A térmica acabou sendo vendida posteriormente. 

Os atritos, no entanto, parecem ter ficado no passado. O empresário fez questão de demonstrar isso prestigiando, no mês passado, a posse de Graça Foster na presidência da Petrobrás. Segundo uma fonte do grupo, a associação agora é possível diante do crescimento da OSX, que já atende às necessidades da OGX e conquista capacidade para oferecer serviços também fora do conglomerado. 

Além do negócio de US$ 1,6 bilhão para a construção das sondas, o possível afretamento delas não custaria à Petrobrás menos de US$ 1 milhão por dia. Os últimos contratos de afretamento fechados pela estatal em fevereiro foram de até 15 anos e ultrapassaram este valor.

Perguntado sobre a possibilidade de afretamento das sondas à Petrobrás, Ferraz respondeu: "Por que não?". 

Um megaequipamento desse tipo não fica pronto em menos de três anos, no melhor dos cenários. As sondas seriam construídas na Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu, ao lado do Superporto do Açu), mais um estaleiro que pode ser enquadrado na denominação "virtual". Ou seja: as sondas precisam começar a ser montadas com o estaleiro ainda em construção. 

Perfil

A possibilidade de Eike construir as sondas e depois afretá-las à Petrobrás, em vez de usá-las dentro de casa, na OGX, faz sentido se for mantido o atual perfil de sua petroleira. Hoje, 92% dos ativos de petróleo e gás da companhia estão em águas rasas ou em campos terrestres. 

As sondas alvo da negociação são para águas ultraprofundas, com até 2 mil metros, perfil do pré-sal. Os blocos marítimos da OGX ficam em lâminas d’água cerca de 20 vezes menores que na área do pré-sal da Bacia de Santos, onde a Petrobrás atua. 

As duas sondas alvo das conversas com a OSX são as únicas das 30 do portfólio da Sete Brasil ainda sem contrato de afretamento com a Petrobrás. Todas as outras 28 sondas prestarão serviço à estatal.

"A Petrobrás é uma gigante que está em todas as áreas, e a EBX, um grupo de grande complexidade. É natural que as duas passem a ser ao mesmo tempo parceiras e concorrentes. Para a OSX, com a exigência de conteúdo nacional da Petrobrás, abre-se um mercado enorme", diz Ricardo Corrêa, analista de petróleo da corretora Ativa.

Fonte:Sabrina Valle, de O Estado de S. Paulo
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Plataforma de perfuração inclina no Campo de Albacora após incêndio em uma de suas colunas



A plataforma de perfuração SS-39 (Alaskan Star), da construtora Queiróz Galvão, que opera no Campo de Albacora, na Bacia de Campos, na região norte fluminense, apresentou pequena inclinação hoje (13) por volta das 14h30. A plataforma está a 193 km da costa de Macaé e foi atingida por um incêndio em uma de suas colunas de sustentação.

A Petrobras informou, em nota, que não houve vítimas entre os 102 profissionais embarcados e nem vazamento de óleo. O fogo foi rapidamente controlado. O sistema de segurança da plataforma acionou o fechamento automático do poço. A estatal declarou ainda que a plataforma está estabilizada e que as autoridades foram notificadas oficialmente e instaurou comissão técnica para investigar as causas do incidente.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) disse que tomou conhecimento hoje à tarde do adernamento de aproximadamente 3 graus da Alaskan Star. De acordo com a ANP, o poço foi fechado com segurança e a plataforma está estabilizada, mas que houve vazamento de uma pequena quantidade de fluído de perfuração, que já foi controlado. A agência também vai investigar as causas da ocorrência.
Fonte Agência Brasil
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terça-feira, 13 de março de 2012

VAGAS OFFSHORE PARA VITÓRIA

Logo Saipem 

Oportunidades na Saipem do Brasil

COORDENADOR DE SMS

FORMAÇÃO: ENGENHEIRO DE SEGURANÇA NO TRABALHO

RADIO OPERADOR

FORMAÇÃO: ENSINO MEDIO

REQUISITOS: CBSP.HUET,GMDSS,ANATEL , CNSO14 E INGLÊS FLUENTE

TÉCNICO DE INSTRUMENTAÇÃO

FORMAÇÃO: TÊC. INSTRUMENTAÇÃO/AUTOMAÇÃO

REQUISITOS:CBSP, HUET, ESPAÇO CONFINADO, INGLÊS INTERMEDIARIO, DESEJAVEL EXPERIENCIA EM FPSO.

MARINHEIRO DE MAQUINAS

FORMAÇÃO:MARITIMO STCW

REQUISITOS:CBSP, HUET, ESPAÇO CONFINADO

TODAS ESTAS OPORTUNIDADES SÃO PARA VITÓRIA-ES

CURRICULOS PARA:
priscila.rosa@saipem.com


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Wilson Sons assina contrato com Petrobras para 4 embarcações



As quatro embarcações serão construídas no estaleiro da companhia, no Guarujá (SP), e serão entregues até 2015
As contratações fazem parte do Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam).
A Wilson Sons Limited informou que a Wilson, Sons Ultratug Offshore (WSUT) assinou contrato com a Petrobras para a construção e operação de quatro embarcações do tipo PSV 4500 (Platform Supply Vessel).
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as embarcações serão financiadas com recursos provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM).
As quatro embarcações serão construídas no estaleiro da companhia, no Guarujá (SP), e serão entregues até 2015. A WSUT – empresa da qual a Wilson Sons Limited detém 50% de participação – estima que terá uma frota de mais de 30 OSVs (Offshore Support Vessels) em 2017.
A estratégia da WSUT é de construir um mix adequado de embarcações que atenda à demanda das companhias nacionais e internacionais de petróleo no Brasil.
De acordo com o plano estratégico da Petrobras, quase 300 novas embarcações de apoio marítimo serão necessárias até 2020 para atender a demanda criada pela exploração e produção das reservas de pré e pós-sal.
Fonte: Brasil Econômico


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AHJ lança curso sobre convivência entre estrangeiros embarcados






Rio de Janeiro -   O aquecimento das atividades da indústria petrolífera tem levado diversas empresas do setor a investir na qualificação da mão-de-obra especializada e contratação de profissionais de outros países. Em destaque no cenário econômico mundial, o Brasil se converte em pólo de atração de mão de obra, resultando na concessão de autorização de trabalho a imigrantes. Somente em 2010, foram 50 mil.
Neste contexto promissor para as atividades de óleo e gás no país, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK) e a  Goingplaces, empresa especializada em Consultoria Intercultural promovem, no dia 27 de março, o curso Gafes Interculturais num ambiente de plataforma, no Hotel Royal Macaé, em Macaé.
O objetivo do encontro é mostrar como as diferenças entre idiomas, culturas e hábitos podem ser superados, principalmente nas plataformas de petróleo, quando estrangeiros e brasileiros convivem diariamente com profissionais de diversas nacionalidades.
Para Hanno Erwes, diretor executivo da Câmara Brasil-Alemanha do Rio, a entidade vem estimulando a realização de seminários e cursos iguais a esse, tornando-se uma grande fonte de consultas para as empresas alemãs que desenvolvem projetos para reforçar sua presença no País trazendo profissionais do exterior.
“Além disso, a Câmara está atenta para o grande fluxo de mão de obra estrangeira para o Brasil e vai continuar trabalhando nesse tema ao longo do ano para facilitar cada vez mais a contratação de profissionais alemãs”, conclui Hanno.
Vivian Manasse Leite, que vai ministrar o curso, é diretora e fundadora da  Goingplaces, pioneira nesta especialidade na América Latina, que ao longo de 11 anos já capacitou mais de 1500 profissionais de diferentes nacionalidades e empresas para atuar no mercado internacional e regional.
O curso começa às 08h00 e vai até às 11h00 e será dividido em quatro painéis, abordando os seguintes temas: “Consequências Jurídicas”; “Clima de Trabalho”, “Performance e Resultado”; e “Apresentação de cases e soluções adotadas”.
Serviço
Gafes Interculturais num ambiente de plataformaData: 27 de março
Horário de início: 8h da manhãLocal: Hotel Royal Macaé, em Macaé 



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