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sexta-feira, 16 de março de 2012

Chevron tem novo vazamento e é autuada pela ANP


Chevron tem novo vazamento e é autuada pela ANP

RIO DE JANEIRO, A Chevron identificou nova fonte de vazamento de petróleo no campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ) nesta quinta-feira, e foi atuada mais uma vez pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) por não adotar medidas para evitar novo incidente.
A região é a mesma onde as atividades exploratórias da empresa norte-americana já haviam causado um derramento em novembro do ano passado, informaram a empresa e o órgão regulador brasileiro nesta quinta-feira.
A Chevron Brasil, confirmou por nota que identificou o novo vazamento durante monitoramento do Campo de Frade. A empresa informou, no entanto, que apenas “algumas pequenas bolhas foram vistas na superfície” nesta quinta-feira.
A empresa informou que “dispositivos de contenção foram imediatamente instalados para coletar gotas, pouco frequentes… a Chevron Brasil está investigando a ocorrência”.
ANP
O novo vazamento deve estar vindo de fissuras no fundo do mar e não do poço da Chevron que foi abandonado após o acidente ocorrido em novembro, afirmou à Reuters a assessoria de imprensa do órgão regulador brasileiro.
A ANP ainda não informou o volume do óleo que vazou no local, mas pondera que deve ser uma pequena quantidade, dado o tamanho da mancha que surgiu na região.
Após a confirmação do vazamento, a ANP voltou a autuar a petroleira, informando que a empresa não havia atendido notificação da agência na apresentação de medidas necessárias para evitar novo vazamento por fissuras no fundo do oceano.
QUESTÃO DE MESES
A companhia pediu à agência reguladora para suspender temporariamente as operações em Campo de Frade.
Em entrevista coletiva, um executivo da companhia disse nesta quinta-feira que espera que a suspensão das operações no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ), seja uma “questão de meses”.
A Chevron, porém, não alterou nenhum plano de investimento no Brasil, afirmou Rafael Jaen Williamson, diretor de assuntos corporativos da companhia norte-americana.
A assessoria de imprensa da ANP informou que a agência vai verificar se a Chevron cumpriu adequadamente todos os procedimentos de cimentação do poço onde houve vazamento.
Fonte: Reuters Por (Sabrina Lorenzi e Jeb Blount)
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Santos teme ‘invasão estrangeira’ no pré-sal



Na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, estrangeiros ocuparam diversas vagas de trabalho no setor de petróleo
"As vagas no setor do pré-sal são promissoras, porém, é preciso ter cuidado para que essas vagas não sejam destinadas para pessoas de outras cidades e até mesmo de outro país como ocorreu na Bacia de Campos. O que ocorreu lá foi uma invasão de estrangeiros e os brasileiros ficaram no centro da pobreza". A afirmação é do coordenador da pós-graduação e coordenador adjunto do curso de Engenharia de Petróleo da Unisanta, Áureo Pasqualeto.
Segundo ele, Santos e região precisam se movimentar para que o mesmo não ocorra por aqui. "O pré-sal vai trazer uma grande riqueza, mas é preciso qualificação em todos os setores".
“Como não há acordo entre a Petrobras e as terceirizadas para contratar um percentual de trabalhadores da região, grande parte do pessoal que foi para a Bacia de Campos é de outras cidades e de outros países", confirmou o secretário geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Emanuel Cancela.
O coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Ademir Parrela, garante que o mesmo já está ocorrendo na Bacia de Santos. “Hoje, nós temos18 plataformas na Bacia de Santos e 80% desses trabalhadores são de fora da nossa região. Tem algumas plataformas que mais de 60% dos trabalhadores são estrangeiros. Muitos deles são filipinos, americanos e holandeses".
Fonte: Band
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11 campos de petróleo começaram a produzir em 2011



Além de Mexilhão, no mar, dez áreas de exploração em terra entraram em atividade
O Brasil iniciou a exploração comercial de onze campos de petróleo em 2011, de acordo com o balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). Além do campo marítimo de Mexilhão, da Petrobras, na bacia de Santos, dez são campos terrestres na bacia Potiguar, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo. Na área de exploração e produção de óleo e gás, 16 obras monitoradas pelo PAC foram concluídas (veja quadro), assim como 11 em refino e petroquímica e quatro em gás natural.
Ano passado, foram iniciados 236 poços exploratórios (107 em terra e 129 no mar), do Pré e Pós-sal, dos quais 151 foram concluídos. Houve ainda a perfuração do primeiro poço na área da Cessão Onerosa que confirmou o potencial do campo de Franco; e a declaração de comercialidade de Sapinhoá (antiga área de Guará), no Pré-sal da bacia de Santos, com um volume de óleo recuperável estimado em 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente.
Os investimentos em exploração, em 2011, resultaram na identificação de óleo de boa qualidade nos poços de Carioca Nordeste, Macunaíma, Iara e Abaré, assim como novas acumulações no campo de Sapinhoá e no poço exploratório Tinguá, todos no Pré-sal da bacia de Santos.
Também foram feitas descobertas no Pré-sal da bacia de Campos, no campo de Albacora e nos poços exploratórios de Gávea e Pão de Açúcar.
No Pós-sal, nos poços exploratórios de Quindim, Pé de Moleque e Brigadeiro, na Bacia do Espírito Santo, e na confirmação do potencial do poço de Barra, em Sergipe Mar.

Fonte: Pantanal News - Governo Federal
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Quer o Brasil companias estrangeiras na área do pré-sal?



A pergunta foi feita pela revista inglesa The Economist, após a punição da Agência Nacional do Petróleo (ANP) à americana Chevron, de não mais poder abrir poços no Brasil: o país quer ou não estrangeiros no pré-sal? A norte-americana Forbes comentou que o impacto do vazamento havia sido mínimo e o rigor do governo, excessivo. Em recente palestra, Raphael Vianna, de CRT Advogados, tratou de mostrar questões sobre a responsabilidade dos empresários na operação de navios e de plataformas. Pareceu dizer que uma coisa é dirigir um carro de casa ao escritório e outra é conduzir um navio pelo Triângulo das Bermudas ou operar uma plataforma em mar revolto.
Especificamente sobre a responsabilidade do armador, Vianna lembrou tratar-se de engenho flutuante, com exercício habitual em águas marítimas, com aptidão a enfrentar riscos do mar e com autonomia de condução. Diz Vianna: "O armador faz jus a limitação de responsabilidade, pois desenvolve atividades em ambiente que oferece muitos riscos". Em relação a plataformas, cita que, em 1988, na Escócia, acidente na Piper Alpha gerou 167 mortes. Em seguida, abordou o caso da BP no Golfo do México, com liberação de 4,9 milhões de barris, dos quais 10% foram para a costa, atingindo 1.600 km de praias. No Brasil, o vazamento da Chevron foi de 3 mil barris e não chegou às praias. Diante da punição da ANP à Chevron, Vianna questiona se o Brasil realmente quer estrangeiros no pré-sal. O vazamento da Chevron correspondeu a 0,06% do da BP.
Em verdade, não há como o Brasil bancar o pré-sal por conta própria. Até mesmo para encomenda de navios-sonda, a Petrobras foi obrigada a abrir mão de prerrogativas. Em vez de comprar as 28 sondas - cada uma por volta de US$ 700 milhões - cedeu a vez às operadoras Sete Brasil e Ocean Rig, que serão as donas dos equipamentos e as alugarão para a estatal.
A Sete ainda tem participação da Petrobras e do fundo Petros, mas a maioria do capital pertence a outros fundos e a bancos nacionais e até estrangeiros, como Santander. Já a Ocean Rig pertence a um particular: German Eframovich. No caso de plataformas fixas, o povo pensa tratarem-se de unidades verde-e-amarelas, mas cada plataforma na verdade é uma sociedade de propósito específico registrada na Holanda que, invariavelmente conta com financiamento internacional, não se sabe se parcial ou mesmo total.
Um estudo de 2009 da renomada consultoria americana Booz & Co estimou em US$ 650 bilhões os gastos totais para exploração do pré-sal. Diante da descoberta de novos campos, da necessidade de ousadas soluções tecnológicas para extração e transporte a partir de campos distantes 300 km da costa, da inflação mundial e dos salgados preços cobrados pelos poucos fornecedores mundiais de equipamentos do setor, admite-se que o investimento do pré-sal pode facilmente superar US$ 1 trilhão. E pode subir ainda mais, com a necessidade de maior prevenção contra desastres ambientais.
É uma quantia fantástica, que, como no caso dos navios-sonda ou das plataformas, inevitavelmente irá contar com dinheiro externo, seja através de empréstimos diretos ou de participação nos empreendimentos. Portanto, Palácio do Planalto, ANP, Ministério de Minas e Energia e Petrobras devem traçar um planejamento para o pré-sal com os pés no chão e manter uma política séria em relação aos estrangeiros, pois eles já participam e certamente vão participar ainda mais da exploração do pré-sal, seja na exploração direta ou, no mínimo, no financiamento das operações.
Fonte: Sérgio Barreto Motta
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quarta-feira, 14 de março de 2012

Petrobras teve 1.606 acidentes em Campos em 2011



A Petrobras teve 1.606 acidentes de trabalho em 2011 somente na Bacia de Campos, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Foram praticamente quatro ocorrências por dia. Alguns casos resultaram em mortes. De acordo com o sindicato, 129 trabalhadores morreram enquanto trabalhavam na Bacia de Campos desde 1998, sendo 85 terceirizados e 34 efetivos da Petrobras. Procurada pelo O GLOBO, a Petrobras alegou que trabalha preventivamente para que não ocorram acidentes e que investiu US$ 5,2 bilhões em segurança, meio ambiente e saúde no ano passado.

A falta de segurança para a operação de plataformas de petróleo também prejudicou o desempenho financeiro da companhia. Só em 2011, interdições de plataformas por problemas de segurança fizeram com que a empresa deixasse de ganhar US$ 116 milhões, segundo estimativas de Rodrigo Pimentel, técnico do Dieese.

A divulgação desses dados tem como objetivo reforçar as reivindicações do sindicato por maior investimento em segurança, já que nesta quinta-feira, dia 15 de março, faz 11 anos que morreram 11 petroleiros no naufrágio da P-36, na Bacia de Campos.

Nesta terça-feira, houve um caso de risco aos trabalhadores de plataformas de petróleo. Um incêndio causou o adernamento da plataforma de perfuração SS-39 (Alaskan Star) da empresa Queiroz Galvão Óleo e Gás, que presta serviço para a Petrobras. Mas nenhum dos 102 trabalhadores embarcados ficou ferido.

— Não aparecem nesse levantamento os acidentes que aconteceram e as empresas não registraram. É preciso investir mais na segurança do trabalhador — ressalta José Maria Rangel, coordenador-geral do Sindipetro-NF.

Foram interditadas quatro plataformas na Bacia de Campos em 2011, de acordo com o sindicato. A P-15 ficou parada por sete dias; a P-20, por 19 dias; a P-37, por dez dias e a Cherne-2, por 34 dias. Com isso, a empresa deixou de produzir pouco mais de um milhão de barris de petróleo — ou 163 milhões de litros — neste intervalo, pelos cálculos do Dieese. São esses dias de paradas que resultam nas perdas de US$ 116 milhões, segundo estudo de Pimentel.

— Embora para o resultado global seja uma pequena perda de produção, mostra um descompasso com o volume de investimentos — ressalta o técnico do Dieese.

De acordo com dados do sindicato, existem atualmente 15 mil funcionários efetivos da Petrobras na Bacia de Campos e outros 45 mil terceirizados que prestam serviço para a empresa. Procurada, a petrolífera não quis se manifestar.

Em nota, a Petrobras informou que “adota rígidos padrões de segurança e com práticas que permitem ao trabalhador parar em caso de dúvida” e que “os procedimentos adotados pela Petrobras atendem integralmente às exigências feitas pelos órgãos reguladores”.
Fonte: O Globo, Economia.
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Eike e Petrobrás se associam pela primeira vez em acordo de US$ 1,6 bi

 



OSX, empresa do grupo de Eike Batista, deve fechar nas próximas semanas um acordo com a empresa Sete Brasil, da qual a Petrobrás é sócia, para a construção de duas sondas para o pré-sal

RIO - A Petrobrás e o empresário Eike Batista devem se associar pela primeira vez, nas próximas semanas, num contrato de fornecimento de equipamentos para exploração do pré-sal. O elo será a OSX, empresa de serviços offshore do grupo, que negocia a construção de duas sondas de perfuração, num valor estimado em US$ 1,6 bilhão, com a Sete Brasil, empresa de investimentos da qual a Petrobrás é sócia. 

Posteriormente, as sondas construídas pelo grupo de Eike devem ser afretadas (alugadas) para a própria Petrobrás. "A Sete Brasil está em fase de negociação com o estaleiro OSX e acredita muito no interesse comum entre as empresas de tornar este projeto possível", disse à Agência Estado João Carlos Ferraz, presidente da Sete Brasil. 

O negócio selará uma nova fase de relacionamento de Eike com a Petrobrás, antes marcado pela disputa por investidores e pelo recrutamento de executivos da estatal. Desde a criação da petroleira concorrente, a Petrobrás viu estrelas de seus quadros serem contratadas a peso de ouro por Eike - como é o caso do próprio diretor-geral da OGX, Paulo Mendonça. 

Dificuldades. Em 2005, Eike também teve atritos com a companhia por causa de uma térmica no Ceará. O empresário construiu a usina e contava com a Petrobrás como cliente para fechar as contas até a maturação do projeto. Eike não recebeu um dos pagamentos e ameaçou entrar na Justiça por quebra de contrato. A térmica acabou sendo vendida posteriormente. 

Os atritos, no entanto, parecem ter ficado no passado. O empresário fez questão de demonstrar isso prestigiando, no mês passado, a posse de Graça Foster na presidência da Petrobrás. Segundo uma fonte do grupo, a associação agora é possível diante do crescimento da OSX, que já atende às necessidades da OGX e conquista capacidade para oferecer serviços também fora do conglomerado. 

Além do negócio de US$ 1,6 bilhão para a construção das sondas, o possível afretamento delas não custaria à Petrobrás menos de US$ 1 milhão por dia. Os últimos contratos de afretamento fechados pela estatal em fevereiro foram de até 15 anos e ultrapassaram este valor.

Perguntado sobre a possibilidade de afretamento das sondas à Petrobrás, Ferraz respondeu: "Por que não?". 

Um megaequipamento desse tipo não fica pronto em menos de três anos, no melhor dos cenários. As sondas seriam construídas na Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu, ao lado do Superporto do Açu), mais um estaleiro que pode ser enquadrado na denominação "virtual". Ou seja: as sondas precisam começar a ser montadas com o estaleiro ainda em construção. 

Perfil

A possibilidade de Eike construir as sondas e depois afretá-las à Petrobrás, em vez de usá-las dentro de casa, na OGX, faz sentido se for mantido o atual perfil de sua petroleira. Hoje, 92% dos ativos de petróleo e gás da companhia estão em águas rasas ou em campos terrestres. 

As sondas alvo da negociação são para águas ultraprofundas, com até 2 mil metros, perfil do pré-sal. Os blocos marítimos da OGX ficam em lâminas d’água cerca de 20 vezes menores que na área do pré-sal da Bacia de Santos, onde a Petrobrás atua. 

As duas sondas alvo das conversas com a OSX são as únicas das 30 do portfólio da Sete Brasil ainda sem contrato de afretamento com a Petrobrás. Todas as outras 28 sondas prestarão serviço à estatal.

"A Petrobrás é uma gigante que está em todas as áreas, e a EBX, um grupo de grande complexidade. É natural que as duas passem a ser ao mesmo tempo parceiras e concorrentes. Para a OSX, com a exigência de conteúdo nacional da Petrobrás, abre-se um mercado enorme", diz Ricardo Corrêa, analista de petróleo da corretora Ativa.

Fonte:Sabrina Valle, de O Estado de S. Paulo
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Plataforma de perfuração inclina no Campo de Albacora após incêndio em uma de suas colunas



A plataforma de perfuração SS-39 (Alaskan Star), da construtora Queiróz Galvão, que opera no Campo de Albacora, na Bacia de Campos, na região norte fluminense, apresentou pequena inclinação hoje (13) por volta das 14h30. A plataforma está a 193 km da costa de Macaé e foi atingida por um incêndio em uma de suas colunas de sustentação.

A Petrobras informou, em nota, que não houve vítimas entre os 102 profissionais embarcados e nem vazamento de óleo. O fogo foi rapidamente controlado. O sistema de segurança da plataforma acionou o fechamento automático do poço. A estatal declarou ainda que a plataforma está estabilizada e que as autoridades foram notificadas oficialmente e instaurou comissão técnica para investigar as causas do incidente.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) disse que tomou conhecimento hoje à tarde do adernamento de aproximadamente 3 graus da Alaskan Star. De acordo com a ANP, o poço foi fechado com segurança e a plataforma está estabilizada, mas que houve vazamento de uma pequena quantidade de fluído de perfuração, que já foi controlado. A agência também vai investigar as causas da ocorrência.
Fonte Agência Brasil
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