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terça-feira, 20 de março de 2012

Barra Energia anuncia nova descoberta de óleo leve no Bloco BM-S-8 da Bacia de Santos


 
A Barra Energia anunciou a ocorrência de uma nova acumulação de óleo de boa qualidade no Bloco BM-S-8, em reservatórios do pré-sal em águas ultra profundas da Bacia de Santos. A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço 4-SPS-86B (4-BRSA-971-SPS), informalmente denominado Carcará, localizado a 232 km do litoral do estado de São Paulo.

O resultado foi comprovado por meio de amostragens de petróleo de 31º API, um dos mais leves encontrados no pré-sal da Bacia de Santos até agora, em reservatórios situados a 5.750 metros de profundidade.

O poço continua em perfuração buscando determinar o limite inferior dos reservatórios bem como identificar outras possíveis zonas de interesse.

Carcará é o terceiro poço perfurado na área do Plano de Avaliação da Descoberta do 1-BRSA-532A-SPS (Bem-te-vi), situado numa lâmina d’água de 2.027 metros.

“Este resultado confirma a presença de um sistema petrolífero efetivo nesta parte do bloco e nossa estratégia para construir um portfolio de ativos de exploração e produção no Brasil”, comentou Renato Bertani, CEO da empresa.

“Estamos muito satisfeitos com o potencial exploratório do bloco e com os encorajadores resultados preliminares de Carcará”, indicou João Carlos de Luca, diretor presidente da companhia.

O Consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a avaliação da área, conforme o Plano de Avaliação aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).

Fonte: TN Petróleo
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Segurança da indústria do petróleo terá que se reinventar para a exploração do pré-sal



Para especialista, tolerância com vazamentos e pequenos acidentes não pode se repetir. Engenheiro da USP afirma que estudos não garantem 100% de conhecimento sobre a área dos poços
“A pergunta que o mercado e a comunidade internacional se fazem é: como o Brasil pretende proteger o mar, para explorar os 4 milhões de barris do pré-sal”, afirma Ronaldo Seroa da Mota
O segundo vazamento descoberto no Campo de Frade, na Bacia de Campos, põe em xeque muito mais que a operação da Chevron e a exploração naquele pedaço da costa brasileira. A forma como são gerenciados os riscos ao longo do litoral, às vésperas do início da exploração da camada do pré-sal, são, para o economista Ronaldo Seroa da Mota, coordenador de Estudos Ambientais do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o X da questão para esse setor da economia. A sequência de acidentes recentes – desde novembro, quando ocorreu o primeiro desastre da Chevron, o Brasil registrou pequenos vazamentos todos os meses – não deixa dúvida, para o especialista, de que o padrão de segurança atual não atende ao mínimo necessário para a camada do pré-sal.
“A pergunta que o mercado e a comunidade internacional se fazem é: como o Brasil pretende proteger o mar, para explorar os milhões de barris do pré-sal”, afirma Seroa da Mota. “Se há algo de bom no caso dos vazamentos da Chevron, acredito que seja a oportunidade de colocar em xeque o sistema regulatório da plataforma marítima. Mesmo que os vazamentos de agora sejam pontos fora da curva, sinalizam que podemos ter um desastre de grandes proporções sem um marco regulatório ambiental efetivo”, defende.
Estabelecer um patamar seguro da exploração offshore vai muito além do dimensionamento do aparato de segurança. Para extrair petróleo de reservatórios situados quilômetros abaixo do solo, o país e as empresas que vão operar na camada do pré-sal terão que se adequar a um nível de controle de risco ainda inexistente. “Isso implica em um conceito completamente diferente do que é segurança na exploração offshore. A comparação que podemos fazer é com os níveis de segurança da aviação civil, que recorre a vários sistemas de backup, redundância e um erro estatístico zero. A mudança é necessária porque, no caso do pré-sal, não há como atingir de forma rápida, nem identificar facilmente as origens de um possível acidente. Ou seja: não dá para considerar que, em caso de vazamento, a empresa faz um trabalho de dispersão e considera que parte do óleo será absorvido pela natureza. Nas dimensões do pré-sal, isso não é mais aceitável”, explica o economista.
O vazamento informado publicamente pela Chevron no último dia 15 foi descoberto no dia 4. A suspeita, no momento, é de que uma fissura em uma região próxima ao poço onde ocorreu o primeiro problema, no Campo de Frade, seja a origem do afloramento do óleo. Baseado em uma fonte que acompanha o caso, a edição desta segunda-feira do jornal O Globo aponta para a existência de um afundamento do solo e de fissuras na rocha em um raio de 3,5 quilômetros no entorno da plataforma. A reportagem indica a possibilidade de ocorrer uma série de vazamentos no local.
Ricardo Azevedo, professor do departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da USP, afirma que os estudos feitos pelas empresas antes de iniciar a perfuração, por mais complexos que sejam, não dão garantias totais no momento de furar a rocha. Há pesquisas realizadas sobre o solo da Bacia de Campos que já chegaram a custar 70 milhões de dólares em casos extremos. “É preciso ter o máximo possível de informações, mas não dá para ter 100% delas. São camadas de rocha, uma sobre a outra. É impossível recolher amostras de todos os pontos”, explica Azevedo. A Chevron informou que decidiu suspender a exploração no Campo de Frade por precaução, por tratar-se de "uma área complexa". A empresa pretende conhecer melhor o terreno, de onde já retira 61.500 barris de petróleo por dia.
As rochas perfuradas na exploração do petróleo foram formadas por deposição de matéria e podem ter quilômetros de extensão. O estudo feito pelas empresas recolhe amostras dessa rocha para estimar como ela é. A dificuldade está no fato de que ela pode ser estável em um ponto e apresentar fraturas e instabilidade em outro. “A fratura na rocha pode provocar migração de fluidos, redistribuição de pressões. Se a rocha tiver direção preferencial de ‘fraturamento’ (onde ela é mais frágil), pode continuar se fraturando naquela direção por longos trechos”, diz Azevedo.
Quando se faz uma perfuração, são injetados fluidos de perfuração que têm por finalidade manter a estabilidade do poço. A pressão desses fluidos é outra questão complexa. Se for colocada uma pressão muito baixa, o fluido da rocha pode entrar no poço. No caso inverso, de pressão mais alta, a rocha pode rachar. “Você não sabe exatamente o que vai encontrar. Às vezes a rocha é mais mole, mais dura, mais fraturada, mais ou menos resistente à pressão”, diz Azevedo.
A Chevron tem até esta terça-feira (20/03) para apresentar ao Ibama informações detalhadas sobre as ações mitigadoras do impacto ambiental. Na quarta-feira, Marinha, Ibama e ANP se reunirão para avaliar o material entregue pela empresa.
Fonte: Veja
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Terminologia Offshore - LETRA A



Letra A

A A.A.O.D.C. (AMERICAN ASSOCIATION OF OIL-WELL DRILLING CONTRACTORS) - ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE EMPREITEIROS DE PERFURAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO - Esta organização é dedicada à pesquisa, educação, prevenção de acidentes e outros assuntos de interesse de empreiteiros.
ABANDON - ABANDONAR - Cessação ou paralisação dos trabalhos em um poço que se tornou improdutivo, vedação do poço com plugs de cimento e aproveitamento do equipamento recuperável.
ABANDONED WELL - POÇO ABANDONADO - Poço que deixou de proporcionar uma produção economicamente viável.
ABRASION DRILLING - DESGASTE POR PERFURAÇÃO - Quando a broca ou comando se desgastam durante a perfuração do poço.
ABSORPTION - ABSORÇÃO - Geofísica: Processo pelo qual a energia radiante é convertida em outras formas de energia. Química: Penetração de moléculas ou íons de uma substância no interior de um sólido ou líquido.
ACCELERATOR - ACELERADOR - Comando utilizado para dar movimento à mesa rotativa. Também são as substâncias químicas que reagem com o cimento usado no revestimento de colunas ou vedação em geral, para redução do tempo de secagem da pasta de cimento. Tais substâncias são o cloreto de cálcio e o cloreto de sódio.
ACCUMULATOR - ACUMULADOR - Unidade elétrica com a finalidade básica de uma bateria.
ACID BOTTLE - BULBO DE ÁCIDO - Um tudo de vidro colocado em uma abertura do container de aço para registrar o desvio da vertical. Neste tubo encontra-se o ácido hidrofluórico que ataca o vidro em qualquer variação gravando assim este ângulo.
ACIDIGE - ACIDIFICAÇÃO - Técnica para aumento da produção de um reservatório com formação calcária, de baixa permeabilidade, através da injeção de ácido na formação. Este bombeio geralmente é feito de bordo de um navio de estimulação de poços de petróleo com o uso de ácido clorídrico.
ACOUSTIC POSITIONING - POSICIONAMENTO ACÚSTICO - Tipo de posicionamento utilizado para identificar um poço ou locação no fundo do mar. Utiliza transponders posicionados próximos à cabeça do poço. A localização é determinada pela utilização de ondas acústicas (Doppler, sonar).
ACOUSTIC LOG - PERFIL ACÚSTICO - Termo genérico que engloba todos os registros feitos para medir uma ou mais características, de uma onda acústica que se propaga em um poço preenchido por fluido, tais como: tempo de trânsito intervalar, amplitude de parte de uma onda acústica, trem de ondas acústicas, tempo de trânsito e amplitude da energia acústica refletida.
ACOUSTIC RELEASE - LIBERAÇÃO ACÚSTICA - Sistema para liberar bóia ou equipamento submerso. Normalmente usado para liberar transponders.
ACOUSTIC TRANSPONDER - BALIZA EMÉTRICA - Equipamento utilizado para localização no fundo do mar. Normalmente em número de quatro com rastreador na plataforma.
ACTIVE PIT - POÇO ATIVO - Poço que foi explorado e está produzindo.
ACYCLICS HYDROCARBONS - HIDROCARBONETOS ACÍCLICOS - Hidrocarbonetos acíclicos, abertos e alifáticos; forma química estrutural de um hidrocarboneto; composto orgânico acíclico ou aberto. São os alcanos, alcenos, alcadienos e alcinos.
ADDITIVE - ADITIVO - Componente químico utilizado em formulações químicas.
AERATION - AERAÇÃO - Geologia: Processo de suprimento de ar ou gases para os poros de um solo ou rocha.
AFTER COOLER - RESFRIADOR - Utilizado após ou por ocasião do aquecimento excessivo em um comando de perfuração.
AFT THRUSTER - PROPULSOR LATERAL DE RÉ - Veja STERN THRUSTER. A. H .
DRUM - TAMBOR DE MANUSEIO - Tambor de estivagem do cabo de manuseio de âncoras em um guincho de reboque e manuseio.
AIR-CUSHION VEHICLE - VEÍCULO A COLCHÃO DE AR - Veículo que utiliza colchões de ar em seu deslocamento, sendo o mais comum o Hovercraft.
AIR CUTTING - CORTE A AR - Forma de se cortar objetos rígidos a base de ar.
AIR GUN - CANHÃO A AR - Geofísica: Tipo de fonte sísmica que injeta uma bolha de ar comprimido, por alta pressão, na água. O espectro de freqüência depende da quantidade de ar da bolha, da pressão do ar e da profundidade da água (ou pressão da água). Arranjos de canhões de diferentes tamanhos são usados para ampliar o espectro de freqüência gerado. Também podem ser usados em poços.
AIR LIFT - ELEVAÇÃO PNEUMÁTICA - Técnica de injeção de ar comprimido dentro de uma coluna fluida num poço para estimulação do fluxo do fluido.
AIR TUGGER - EMPURRADOR A AR - Meio utilizado para mudar objetos submersos de posição através de ar comprimido.
ALICYCLIC HYDROCARBONS - HIDROCARBONETOS ALICÍCLICOS - Hidrocarbonetos alicíclicos, cíclicos ou fechados; forma química estrutural de um hidrocarboneto; compostos orgânicos cíclicos ou fechados que não contêm o anel benzênico, exceto os aromáticos.
ALKANE - ALCANO - Hidrocarbonetos de ligação simples; compostos binários de carbono e hidrogênio, saturados, acíclicos; hidrocarbonetos saturados. Fórm. (Cn H2n). Produzem ácidos orgânicos quando submetidos a um agente oxidante na presença de um catalisador. São insolúveis em solventes fortemente polarizados (água), e solúveis em solventes apolares (benzeno) e em solventes fracamente polarizados (álcool), e, muito utilizados em reações de combustão e substituição (halogenação, nitração, sulfonação).
ALKENO - ALCENO - Alcenos; hidrocarbonetos de dupla ligação; composto binário de carbono e hidrogênio, acíclico, insaturado; alqueno; olefina. Fórm. (Cn H2n). São incolores, inodoros, insolúveis em água e solúveis em álcool, éter, benzeno. Formam reações de adição, oxidação e polimerização, produzindo ácidos, cetonas e diálcool.
ALKINE - ALQUINO - Alquinos, alcinos; hidrocarbonetos de ligação tripla; composto binário de carbono e hidrogênio, acíclico. Fórm. (Cn H2n - 2). São incolores, inodoros, insolúveis em água e solúveis em álcool ou éter, entretanto, o acetileno, que é um alquino, tem cheiro agradável e é parcialmente solúvel em água. Formam reações de adição, oxidação e polimerização produzindo alcanos, halenos, cetonas, aldeídos, ácido carboxílico e polímeros.
ALKYLATION - ALQUILAÇÃO - Introdução de uma alquila em uma molécula orgânica, isto é, é a introdução, em uma molécula orgânica, de um radical obtido pela retirada de um hidrogênio de um hidrocarboneto alifático.
AMINE - AMINA - Aminas; compostos orgânicos nitrogenados obtidos do gás amoníaco (NH3) pela substituição de um ou mais de um de seus hidrogênios por radicais hidrocarbônicos. São incolores; as líquidas são tóxicas e apresentam cheiro de peixe e as sólidas são inodoras.
ANALYSIS (CORE) - ANÁLISE DE TESTEMUNHOS - É o exame laboratorial de amostras de rocha e/ou sedimentos (testemunhos) retiradas de uma perfuração de poço. Na indústria de petróleo, o principal objetivo do exame é determinar a capacidade da formação de conter petróleo/gás, a facilidade de passagem dos mesmos pela formação pela formação e o grau de saturação de petróleo/gás/água da mesma. Também são analisadas as características petrográficas, estratigráficas e paleontológicas dos testemunhos.
ANCHOR - ÂNCORA - âncora ou ferro - Instrumento de fixação de objetos móveis (tais como plataformas, navios, barcaças, etc.) ao fundo do mar por sua penetração e sustentação através de cabos de aço ou amarras. A mais usada por plataformas semi-submersíveis é a do tipo stevfix.
ANCHOR - TUBULAÇÃO PERFURADA - Técnica de ancoragem da coluna de perfuração em um poço em exploração para teste da sua velocidade de fluxo.
ANCHOR (DEAD LINE) - LINHA FIXA CHUMBADA - As guarnições que chumbam a linha fixa do cabo de içamento, que acomoda as cargas manipuladas pelo guincho (unidade de içamento). Essa chumbagem (ancoragem) é geralmente munida de um mostrador em frente ao perfurador que indica as cargas manipuladas pelo equipamento de içamento.
ANCHOR BOLSTER - ÂNCORA SUPORTE DE APOIO - Tipo de âncora utilizada para estaiar e nivelar estruturas submersas.
ANCHOR CHAIN - AMARRA DE ÂNCORA - Corrente formada por elos onde é conectada a âncora. O peso do seio (catenária) também trabalha como âncora ou amortecedor.
ANCHOR CRADLE - BERÇO DA ÂNCORA - Veja CRADLE. ANCHOR HANDLING - MANUSEIO DE ÂNCORA - Operação realizada por uma embarcação especializada (AHTS/RAS) e consiste na colocação ou retirada da âncora de uma unidade através do guincho da embarcação de apoio.
ANCHOR HANDLING AND TOWING SHIP - EMBARCAÇÃO DE REBOQUE E MANUSEIO DE ÂNCORAS - Embarcação destinada à operação de reboque e manuseio de âncoras através de guincho especial instalado em seu convés e capacidade de manobra bastante desenvolvida, bem como um alto valor de força de tração estática (Bollard Pull).
ANCHOR PATTERN - PLANO DE ANCORAGEM - Plano preestabelecido para ancoragem de uma unidade, de acordo com as restrições no fundo da nova locação.
ANCHOR PILLING - PERFILAGEM DE ÂNCORAS - Processo de ancoragem onde se usam duas ou mais âncoras enfileiradas (pig-back).
ANCHOR SHANK - HASTE DA ÂNCORA - Corpo, estrutura central de uma âncora onde normalmente são fixados seus acessórios.
ANCHOR SLIPPING - GARRAR - Quando a tensa, tipo de fundo, não é adequada à penetração da âncora, a mesma desliza (garra).
ANGLE BUILD-UP - AUMENTO DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO - Termo utilizado quando uma coluna de perfuração se inclina.
ANGLE DROP-OFF - DIMINUIÇÃO DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO - Termo utilizado quando uma coluna de perfuração diminui sua inclinação.
ANGLE OF DEVIATION - ÂNGULO DE DESVIO OU DECLINAÇÃO - É a declinação ou desvio do vertical absoluto que um poço poderá sofrer por acidente ou em conformidade com o projeto.
ANYDRITE - ANIDRITA - Substância derivada de um ácido pela eliminação de uma ou mais moléculas de água.
ANILINE POINT - PONTO DE ANILINA - Trata-se de método de análise.
ANNULAR BLOWOUT PREVENTER - PREVENTOR ANULAR DE EXPLOSÃO - Válvula anular que bloqueia automaticamente o retorno da pressão da formação.
ANNULAR SPACE - ESPAÇO ANULAR - É o espaço entre a coluna de perfuração e a parede do poço ou, entre a coluna de revestimento e a parede do poço.
ANNULUS - ESPAÇO ANULAR - Forma arredondada que a broca delineia ao fender a formação.
ANNULUS PRESSURE RESPONSIVE (ARP) - SENSOR DE PRESSÃO ANULAR - Sensor utilizado para determinar pressões que retornam pelo comando de perfuração.
ANNUNCIATOR - ANUNCIADOR - Equipamento que anuncia, via comando de perfuração, a formação de gás ou óleo, ou também excesso de pressão na formação.
ANTICLINE - ANTICLINAL - Em geologia, indica uma dobra com flancos para baixo e convexidade para cima, contendo rochas estratigraficamente mais antigas em seu núcleo.
ANTI-POLLUTION MEASURES - MEDIDAS ANTI-POLUIÇÃO - Medidores que informam os limites máximo e mínimo de poluição por gás ou óleo. Também chamados de explosímetros, de uso comum para verificação do percentual de gás tóxico nocivo à saúde determinando as condições FREE FOR MAN ou FREE FOR FIRE.
A.P.I. (AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE) - INSTITUTO AMERICANO DE PETRÓLEO - É uma associação americana para comércio de petróleo. O API é o instituto líder na padronização de equipamentos de perfuração e produção para campos petrolíferos.
APPRAISAL WELL - POÇO DE AVALIAÇÃO - Poço perfurado para fins de avaliação de um reservatório.
ARC-PLASMA TORCH - MAÇARICO A ARCO-PLASMA - Tipo de maçarico usado em soldagem submersa.
ASSOCIATED GAS - GÁS ASSOCIADO - Gás natural que ocorre associado com óleo tanto sob forma de gás livre como em solução.
A.S.T.M. (AMERICAN SOCIETY FOR TESTING MATERIALS) - SOCIEDADE AMERICANA PARA ENSAIOS DE MATERIAL - Esta sociedade também promulgou um grande número de normas e códigos relacionados aos equipamentos da área petrolífera e dos materiais usados em suas fabricações.
ATAPULGITE CLAY - COBRIR COM LAMA - Maneira de rebocar a formação perfurada com fluido a base de lama.
AUTOMATED SHUTDOWN - FECHAMENTO AUTOMÁTICO - Funcionamento do preventor de explosão (BOP) quando a pressão excessiva sobe pelo comando de perfuração.
AUTOMATIC GAS DETECTOR - DETETOR AUTOMÁTICO DE GÁS - Sensores componentes do sistema de segurança da plataforma.
AZIMUTHAL THRUSTER - LEME-PROPULSOR - Ou hélice azimutal, consiste em um hélice de passo controlável dentro de um tubulão (tubo Kort) com capacidade de girar 360º. Sistema comum para propulsão de plataformas e de grupos de posicionamento dinâmico.
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Solo próximo ao campo da Chevron no Rio pode afundar


 

O governo estaria trabalhando com a hipótese de novos vazamentos de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no Rio, e de afundamento do solo, com o surgimento de novas fissuras no fundo do mar por onde o óleo pode escapar.

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) avaliam a hipótese de que a perfuração realizada pela empresa Chevron na região, que levou ao vazamento de petróleo em novembro do ano passado, pode ter comprometido uma área com raio de 3,5 quilômetros a partir do poço que vazou e foi concretado em 2011.
De acordo com especialistas, a situação é preocupante. Ainda não há tecnologia para enfrentar o problema. Com o segundo vazamento de óleo por uma fissura, comunicado pela Chevron na semana passada, a empresa diz que a suspensão da produção “é uma medida de precaução e visa a realização de um amplo estudo técnico para o melhor entendimento da estrutura geológica do campo”.
No vazamento de novembro escapou o equivalente a 2,4 mil barris de petróleo. No segundo, a empresa estima 5 litros, mas segundo a Polícia Federal, o volume pode ser maior. Os especialistas temem que a pressão do óleo faça surgir novas fissuras e novos pontos de escape de óleo numa área de 7 quilômetros de diâmetro do campo da Chevron. Os dirigentes e principais técnicos da empresa estão impedidos de sair do País, conforme decisão da justiça brasileira.
Fonte: Terra
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Brocas de Perfuração – Conheça alguns detalhes


 

A broca de perfuração é a peça que corta a rocha quando estamos perfurando um poço de petróleo ou gás, na Indústria do Petróleo. Localizada na ponta da coluna de perfuração, abaixo do drill collar e do drill pipe, a broca é um dispositivo giratório que geralmente consiste em dois ou três cones, fabricados com materiais de extrema dureza, como aço, carboneto de tungstênio e/ou diamantes naturais ou sintéticos. Nesses cones temos dentes afiadíssimos que cortam as rochas e sedimentos no poço.
Diferentemente da perfuração de percussão, que consiste em bater com uma coluna pesadíssima no poço para ir quebrando a rocha, a perfuração rotativa usa uma broca girante para triturar, cortar, raspar e esmagar a rocha até o fundo do poço de petróleo. A escolha mais comum em termos de equipamentos de perfuração para poços de petróleo e gás inclui o conjunto formado por broca, colar, fluido, equipamento rotativo e equipamento “impulsionador”, prime mover, ou simplesmente gerador.
 
Top Drive
O “prime mover” é a fonte de energia para a perfuração, que alimenta o equipamento de içamento faz o serviço de içar e arriar os tubos de perfuração (drill pipes) para descê-los ou retirá-los do poço. O equipamento rotatório mantém o sistema em movimento. No início do século passado o equipamento de perfuração era girado por tração animal, usando-se basicamente gado para girar uma roda de madeira, mas hoje o equipamento rotatório é girado por uma mesa rotativa, conectada a uma haste oca e quadrada, chamada Kelly.
Em sondas mais modernas, usamos simplesmente o Top Drive ou um Power Swivel, que não são exatamente a mesma coisa, apesar de muita gente na Perfuração dizer que são. Conectado a Kelly, temos o Colar de Perfuração, que exerce pressão e peso sobre a broca de perfuração, fazendo-a passar pelas rochas e sedimentos. Fechando a coluna de perfuração temos a broca de perfuração e dando suporte ao processo de perfuração temos o fluido de perfuração (lama de perfuração) que auxilia na flutuabilidade da broca de perfuração, lubrifica os componentes e remove os sedimentos do poço, sedimentos esses que são retirados do fluido (lama) nas peneiras de cascalho, chamadas pro muitos de peneiras de lama (shale shakers), o que não é um termo muito correto, apesar de aceitável.
 
Broca de Diamante Sintético
Existem diversos tipos de brocas de perfuração. As rotativas com dentes de aço (Steel Tooth Rotary Bits) são as mais comuns, enquanto as Insert Bits são brocas com dentes de aço com pastilhas de carboneto de tungstênio. As brocas compactas de diamante policristalino usam diamantes sintéticos em conjunto com as pastilhas de carboneto de tungstênio. Cerca de 40 a 50 vezes mais fortes que as brocas de aço, as brocas de diamante têm diamantes industriais implantados em sua estrutura, o que as permite perfurar superfícies extremamente duras. Para trabalhos mais específicos são usadas brocas híbridas, que misturam diferentes componentes e características diferentes em sua estrutura.
 
Broca do Tipo Fishtail
Vários designs diferentes são usados nos equipamentos de perfuração para que se obtenha diferentes resultados, e com as brocas não é muito diferente. Temos brocas específicas para fazer o logging do poço, brocas de usinagem (mill bits), que ajudam a remover os resíduos do poço e as brocas do tipo cauda de peixe, ou rabo de peixe (fishtail), que aumentam o diâmetro do furo acima da broca.
Configurações diferentes trabalham melhor em diferentes formações. Assim, podemos usar diversos tipos de brocas num mesmo poço. Adicionalmente, as brocas de perfuração precisam ser trocadas devido ao desgate e corrosão. Os Engenheiros de Perfuração escolhem as brocas de acordo com fatores como os tipos de formações encontradas, se a perfuração é direcional ou não, temperatura do poço e se está sendo feito o logging ou não.
 
Broca de Perfuração Gasta
Quando uma broca de perfuração precisa ser trocada, os tubos de perfuração são retirados do poço, até que a toda a coluna de perfuração seja removida. Uma vez trocada a broca, toda a coluna é recolocada no poço e a perfuração continua.
Espero ter, de alguma forma, ajudado na divulgação do conhecimento sobre a Perfuração.
Caso tenham alguma observação, ou até mesmo correção, sintam-se à vontade para comentarem aqui.
Por Rodrigo Cintra

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Fluido de perfuração


 
Fluidos de perfuração são fluidos utilizados durante a perfuração de poços de petróleo, que possuem algumas funções básicas: manter as pressões de formação sob controle; carrear os cascalhos até asuperfície; manter a estabilidade mecânica do poço; resfriar a broca; transmitir força hidráulica até a broca; manter os cascalhos em suspensão quando sem circulação; entre outros. Também são conhecidos como lama de perfuração.
Tipos de fluido de perfuração
Podem ser base água, óleo ou sintéticos.
Fluidos à base de base água:
§  Convencionais: são basicamente constituídos de água (industrial, água do mar e salmoura), bentonita (argila ativada), controladores de pH e adensantes. São fluidos que apresentam baixíssimo preço de produção sendo amplamente utilizados durante as fases iniciais de perfuração (Spud Mud). Dados os componentes utilizados, estes fluidos apresentam baixa toxicidade podendo ser descartados sem problemas em operações offshore. Contudo, em operações onshore o descarte fica limitado a várias condições sendo a principal a necessidade de atender as regulações ambientais de descarte de efluentes.
§  Poliméricos: constituídos basicamente de água (industrial, água do mar e salmoura), polímeros (viscosificantes, redutores de filtrado, inibidores de argila, encapsuladores) e adensantes.
Fluidos à base de óleo (Oil-Based Mud - OBM): são aqueles cujo fluido base é um produto de petróleo como diesel, querosene ou n-parafinas. Fluidos à base de óleo são utilizados por muitas razões tais como melhor característica de lubricidade, maior inibição de xisto e maior capacidade de limpeza com menor viscosidade. Além disso, também possuem melhor estabilidade a temperaturas elevadas. A escolha pela utilização de fluidos à base de óleo deve levar em consideração aspectos como financeiros e ambientais.
Fluidos de base sintética (Synthetic-Based Fluids - SBM): trata-se de um fluido cuja base principal é um óleo sintético. É o tipo de fluido mais utilizado em plataformas de perfuração offshore, já que possuem propriedades semelhantes à dos fluidos à base de óleo, porém seus vapores apresentam grau de toxicidade inferiores. Isse fato é de grande relevância no caso de manuseio em espaços fechados, como normalmente ocorre em plataformas de perfuração offshore.
A perfuração offshore é hoje, o maior metodo produtor no Brasil. 
Fonte : Wikipédia

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Prazo para pedido de isenção para inscrição nos cursos do Prominp é prorrogado

PROMINP 2012 PROMINP 2012   INSCRIÇÕES, EDITAL, CURSOS 

Foi prorrogado para a próxima quarta-feira (21) o prazo para pedido de isenção da taxa de inscrição no processo seletivo que oferecerá mais de 11 mil vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional para o setor de petróleo e gás. Os cursos são oferecidos pelo Prominp - Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural.
 
 
Pode solicitar isenção da taxa quem tiver Número de Identificação Social (NIS) e comprovar renda familiar mensal de até três salários mínimos. Os pedidos devem ser feitos no ato da inscrição no processo seletivo, através do site do Prominp (www.prominp.com.br). Não há necessidade de envio de documentos para solicitar a isenção, basta inserir no formulário eletrônico as seguintes informações: a) Número de Identificação Social (NIS) no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico, nos termos do Decreto nº 6.135/2007;  b) comprovação de que é membro de “família de baixa renda”, ou seja, que possui renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo, ou que possui renda familiar mensal de até três salários mínimos (Decreto nº 6.135/2007).
 
 
Para aqueles que não atenderem os critérios de isentos, a taxa é de R$ 25,00 para candidatos a cursos de nível básico; R$ 42,00 para níveis médio e técnico, e R$ 63,00 para as categorias de nível superior. O processo seletivo do Prominp encerrará o período geral de inscrições em 12 de abril.
 
 
Prazos para deferimento
 
 
O simples preenchimento dos dados do pedido de isenção não garante que o candidato fique isento do pagamento da taxa de inscrição. As informações serão submetidas à analise da Fundação Cesgranrio, entidade responsável pela organização do processo seletivo. A relação dos candidatos que tiverem o pedido deferido será divulgada em 3 de abril, nos sites da Cesgranrio e  do Prominp. Nos dias 3 e 4 de abril, os que não concordarem com a avaliação poderão pedir nova análise. Em 10 de abril, será publicada a relação final dos pedidos de isenção de taxa deferidos. A partir desta data, o pagamento da taxa se tornará condição obrigatória para que a inscrição seja aceita como válida.  
 
 
Postos de inscrição
 
Serão oferecidas 11.671 vagas, em 14 estados, para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico, médio, técnico e superior. Para concorrer a uma das vagas oferecidas, o candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. 
 
 
As inscrições para os cursos gratuitos do Prominp deverão ser feitas pela internet. Quem não tiver acesso a computador poderá se inscrever nos postos mencionados no edital.
 
 
Para esclarecimento de dúvidas sobre o edital, o candidato deverá entrar em contato com a Fundação Cesgranrio, das 9 às 17 horas, no telefone 0800 701 2028 ou por e-mail (prominp@cesgranrio.org.br). Nos demais casos, a consulta deve ser encaminhada através da seção ‘Fale Conosco’ do portal do Prominp (www.prominp.com.br).


Fonte : TN Petróleo
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