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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Exxon e parceiros perdem US$ 450 milhões na bacia de Santos



DO RIO - A ExxonMobil abandonou os últimos poços que explorava no Brasil, na bacia de Santos, depois de ter encontrado um poço seco e dois sem viabilidade comercial.
O prejuízo da empresa, que era operadora no bloco compartilhado com a Petrobras e a Hess, gira em torno dos US$ 450 milhões, levando em conta uma média de US$ 150 milhões por poço perfurado.
A falta de sorte da Exxon contrasta com o desempenho da Petrobras na área, que desde 2007 explora o pré-sal da bacia de Santos com taxa de sucesso de 94%.
A Esso Exploração Santos Brasileira, razão social da Exxon no Brasil, operava o bloco com 40% de participação. A Hess tinha 40% e a Petrobras, 20%. As sócias concordaram em devolver o bloco, informou a Exxon.
Há cem anos no Brasil, a empresa afirmou que está em busca de novas oportunidades de negócios. Para isso poderá comprar ativos de outras empresas ou aguardar a 11ª rodada de licitações de áreas de petróleo, prevista para depois da votação da lei dos royalties pelo Congresso.
Fonte: Folha de São Paulo
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OSX tem lucro líquido de R$ 10,213 milhões no 1º trimestre



A OSX, empresa de construção naval do Grupo EBX, anunciou nesta sexta-feira (3) que fechou o primeiro trimestre do ano com R$ 1,4 bilhão em caixa. O lucro líquido da companhia foi de R$ 10,213 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo líquido de R$ 21,8 milhões obtido no primeiro trimestre de 2011.

Entre as realizações em destaque da empresa estão: início de produção do FPSO OSX-1 do primeiro óleo do cliente âncora OGX; assinatura de um contrato no valor de US$ 732 milhões com o cliente Kingfish para construção de 11 Navios-Tanque (MR- Medium Range); contrato no valor de US$ 263 milhões com o cliente Sapura para construção de um navio PLSV (Pipe-Laying Support Vessel); emissão de títulos de dívida no exterior no valor de US$ 500 milhões (Bonds) para financiamento do projeto e construção do FPSO OSX-3; abertura de inscrições para o programa de capacitação profissional em construção naval realizado pelo Senai e o Instituto Tecnológico Naval (ITN) com 20 mil candidatos; e a encomenda de mais duas novas WHPs pela cliente âncora OGX: WHP-3 e WHP-4.

“O primeiro trimestre de 2012 foi marcado por novas e importantes realizações para companhia. Com tudo isso, seguimos rumando firme na realização dos compromissos com o desenvolvimento da produção de petróleo no Brasil” comentou Luiz Eduardo Carneiro, diretor presidente da OSX.


Construção naval

As obras da Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu) no Complexo Industrial do Superporto do Açu em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro, seguem no ritmo previsto desde seu início em julho de 2011, com estimativa para conclusão no segundo trimestre de 2014.

A construção da UCN Açu prevê entregas parciais de importantes seções do estaleiro, o que permitirá à companhia iniciar parcialmente suas operações já no 1º trimestre de 2013.

Fonte: TN Petróleo
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Empresa norueguesa batiza o maior rebocador construído no Brasil



Grupo DOF ASA entregará Skandi Iguaçu à Petrobras cinco meses antes do prazo

O Grupo norueguês DOF ASA, controlador das empresas Norskan Offshore e DOF Subsea, batizou no último dia 19 de Abril o maior rebocador já construído no Brasil, o Skandi Iguaçu. A embarcação possui mais de 32.000 BHP instalados e bollard pull de mais de 300 toneladas. Ela ficará pronta para ser entregue à Petrobras cinco meses antes do prazo contratual e foi encomendada ao estaleiro STX OSV, em Niterói, com financiamento do Fundo da Marinha Mercante por meio do BNDES.
Estiveram presentes à cerimônia realizada no estaleiro STX OSV o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno; o country manager do Grupo DOF no Brasil, Eirik Torressen; e o presidente do Estaleiro STX OSV, Waldemiro Filho, entre outras autoridades e empresários do setor de óleo e gás.
O Skandi Iguaçu, batizado pela madrinha Rita Torressen, integra uma nova geração superpotente de rebocadores, desenhada para operar em uma ampla gama de águas profundas e variadas condições ambientais. Ele possui os últimos equipamentos em segurança para operações de AHTS, tais como os maiores guinchos, guindastes móveis com manipuladores e um novo sistema de manuseio de âncoras.
Ao desenhar o Skandi Iguaçu, o Grupo DOF teve a preocupação com a preservação do meio ambiente. O novo barco consome até 30% menos combustível (óleo diesel), pois utiliza um sistema de propulsão híbrido que combina o motor a diesel convencional com um sistema elétrico ligado diretamente às suas engrenagens.
“O  crescente volume de encomendas da Petrobras e o desenvolvimento de áreas exploratórias por outras petroleiras deverão acelerar o ritmo da indústria naval nacional nos próximos anos. É natural que o estado do Rio se beneficie diretamente desses novos investimentos, feitos por empresas como o grupo DOF ASA, que acreditam no potencial da indústria local para realizar essas obras”, disse o secretário Julio Bueno.
Para Eirik Torressen, o batismo do Skandi Iguaçu representa a consolidação da atuação do grupo no país: “Tenho muito orgulho em dizer que, dos 64 navios da companhia em operação no mundo inteiro, 24 estão na costa brasileira e mais da metade da frota carrega a bandeira brasileira”.
Desde 2001 no Brasil, o grupo norueguês DOF ASA já investiu mais de US$ 1 bilhão na construção e operação de navios voltados para a indústria de óleo e gás, além de prestar serviços especializados em águas profundas. Entre seus principais clientes estão as petroleiras Petrobras, Statoil, Shell, Chevron e OGX. Atualmente, emprega mais de 1.300 pessoas no Brasil e possui uma frota de 28 barcos de várias modalidades. Deste total, 24 estão em operação (10 AHTSs, 5 PSVs, 7 CSVs e 2 PLSVs) e quatro em construção. Das embarcações em operação, 11 foram construídas no Brasil.
No Brasil, o Grupo DOF ASA está representado por duas companhias complementares: a NorSkan Offshore e a DOF Subsea. A primeira é responsável pelo suporte técnico e pela operação marítima da frota, enquanto a outra dá suporte às atividades em águas profundas. Parte da estratégia do grupo é desenvolver as duas companhias no Brasil.

Fonte: Folha de Niterói
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Petrobras fecha março com produção de 2,6 milhões de boed



A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (4) que a produção média de petróleo e gás natural em março, no Brasil e no exterior, foi de 2.599.969 barris de óleo equivalente por dia (boed). Os campos localizados no Brasil produziram, em média, 2.346.477 de boed. No exterior, a produção foi de 253.492 boed.

De acordo com a estatal, a redução na produção nacional, de 105 mil bopd (5%), se deu pelas paradas para manutenção das plataformas P-51, no campo de Marlim Sul, P-57 e FPSO Brasil, no campo de Jubarte, assim como a interrupção da produção do campo de Frade, operado pela Chevron, todos na Bacia de Campos. No mês anteior a produção chegou a 2.455.636 boed.

Do total produzido no Brasil, 1.993.222 barris/dia foram exclusivamente de petróleo. A produção de gás natural alcançou 56 milhões 163 mil metros cúbicos/dia. No exterior, a produção média de petróleo chegou a 151.077 barris por dia. E a de gás natural a 17 milhões e 400 mil metros cúbicos/dia.


Fonte: TN Petróleo
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Nova concessão de exploração do petróleo só será realizada após votação das leis do pré-sal


LULA MADEIRA
Rio de Janeiro – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem (3) que a presidenta Dilma Rousseff decidiu que a 11ª rodada de concessão de exploração do petróleo só será realizada depois que o Congresso Nacional tiver concluído a votação das leis do pré-sal. O ministro disse ainda que a presidenta está examinando com cuidado um possível aumento no preço da gasolina, “pois não quer que haja nenhuma influência na inflação”. Segundo Lobão, a elevação poderá ocorrer se o preço do barril de petróleo atingir US$ 130.

Segundo Lobão, a decisão de só promover a 11ª rodada de licitação de blocos do pré-sal somente após a votação das leis do pré-sal “foi uma medida tomada para evitar qualquer possibilidade de questionamento jurídico”.

Lobão adiantou que caso a lei seja votada neste semestre, a rodada pode acontecer ainda este ano. Ele participou nesta manhã de um seminário promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, sobre oportunidades e cooperação econômica com a África.

Sobre a possibilidade de aumento da gasolina, Lobão afirmou que “se o barril do petróleo continuar aumentando o preço no mercado internacional, chegaremos a isso”. O preço limite do barril, segundo o ministro, é US$ 130.

Lobão reafirmou que não há aumento de gasolina há nove anos e o último que houve não foi repassado ao investidor. “Além disso, a Petrobras precisa de investimentos monumentais para aquisição de plataformas e sondas que estão chegando, além de novas refinarias que serão construidas”, disse Lobão.

Fonte: Agência Brasil/Flávia Villela e Thais Leitão

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Confirmada cooperação japonesa nas áreas de petróleo e naval


Petrobras vai encomendar cerca de 600 navios nos próximos dez anos



Brasília (DF) - O Brasil deseja ampliar a parceria estratégica com o Japão, principalmente em setores que carecem de alta tecnologia, como petróleo e gás e indústria naval, disse na segunda (30/04) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, durante visita do ministro japonês para a Estratégia Nacional, Motohisa Furukawa.

Pimentel destacou que, além da importante relação com a comunidade japonesa no Brasil, “temos com o Japão uma experiência de integração tecnológica e transferência de conhecimento” que deve ajudar na tarefa governamental de estimular o avanço tecnológico nas empresas nacionais.

Ele revelou ao visitante que a Petrobras vai encomendar cerca de 600 navios nos próximos dez anos. O assunto consta da pauta de negociações que levará a Tóquio, no fim de maio, em missão oficial do governo brasileiro. Oportunidade em que terá encontros com empresários japoneses na tentativa de vencer a resistência de investidores que deixaram o país depois das sucessivas crises econômicas.

O ministro japonês elogiou os incentivos brasileiros para a atração de investimentos e adiantou que o governo do Japão está disposto a ajudar. “Vim ao Brasil para isso”, disse ele. Furukawa ressaltou que a parceria com o Brasil é muito importante e enfatizou que o país está disposto a colaborar com o intercâmbio de estudantes do Programa Ciência sem Fronteiras nos dois sentidos. Ele também foi o portador do convite do governo do Japão para que a presidenta Dilma Rousseff faça uma visita oficial ao país asiático.

Fonte: Agência Brasil

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Importação de mão de obra cria risco para o desenvolvimento do país




Especialistas apontam que a entrada de estrangeiros deve ser pautada pela multiplicação de conhecimento, caso contrário, a indústria brasileira corre o risco de ficar estagnada
A tentativa de equacionar o déficit de mão de obra, patente em alguns setores da economia brasileira, com a entrada de profissionais estrangeiros pode colocar em risco o desenvolvimento da indústria local. Isso acontecerá se, na esteira dos projetos que estão para acontecer, o país deixar o conhecimento a cargo dos estrangeiros, ao invés de transferi-lo para os profissionais brasileiros. Esta é a avaliação do presidente da Associação Internacional de Automação, no Brasil (ISA Distrito 4), Jorge Ramos.
“Isto acontecerá se a chamada "importação de mão de obra" for temporária. O profissional de fora vem, fica por um tempo e retorna à sua base sem haver qualquer transferência do conhecimento e treinamento local. Ele (o profissional estrangeiro) vem só para executar determinado projeto. Desta maneira, ao retornar, o país (Brasil) ficará da mesma forma e continuará precisando de mão de obra qualificada”, disse Ramos.
O setor naval é um dos que sofrem com o déficit de mão de obra: os estaleiros disputam com outras indústrias de base e a navegação está prejudicada com a falta de profissionais para assumir o comando dos navios. Na cadeia de óleo e gás, o cenário não é diferente. Só a Petrobras, maior empresa do país e quarta maior petroleira de capital aberto do mundo, de acordo com a Forbes, precisa ampliar seu quadro de funcionários de 58 mil para 64 mil, cerca de 10%, já para o ano que vem.
Brasil precisa de profissionais experientes para manter os projetos
Em entrevista ao NN, Giovanna Dantas, gerente de operações da NES Brasil, consultoria multinacional que atua no setor de óleo e gás, a importação de profissionais em países nos quais a indústria registra déficit de engenheiros e trabalhadores qualificados é inevitável. Contudo, para impedir o temido “apagão” de mão de obra é preciso que este processo seja pensando para multiplicar, não substituir, conhecimento.
 “A solução para esse problema (escassez de mão de obra) tem que passar pela flexibilização de normas e pela criação de projetos específicos para multiplicação de conhecimento com criação de indicadores, algo fiscalizado de perto pelo governo”, afirmou Giovanna.
Jorge Ramos vai além e alerta que uma abertura indiscriminada do mercado brasileiro para os profissionais estrangeiros vai, no máximo, adiar o “apagão”, ao invés de impedi-lo. “É muito mais fácil abrir as portas e resolver o problema no curto prazo. Isto, na minha opinião, é um "crime". Vamos adiar o “apagão”. Lembro que temos que fazer o projeto, mas depois temos que mantê-lo. A mão de obra importada deve servir não só para agilizar o projeto mas também para treinar nossos novos profissionais”. Para tal, o executivo alertou que é “importante trazer somente mão de obra sênior, experiente.” Foto: Jorge Ramos, Presidente da ISA no Brasil (divulgação)
Fonte: NN

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