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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Maersk aporta US$ 6,5 bilhões no Brasil



Companhia dinamarquesa cresce nas áreas de petróleo e gás e tenta recuperar rentabilidade no mercado de armadores.
O dinamarquês Robbert Van Trooijen morou no Brasil na década de 1990, atuando na área de transporte marítimo.
De volta em 2011, no comando dos negócios da Maersk Line, armadora do grupo dinamarquês A.P Moller-Maersk, ele afirma que nunca imaginaria ver carros coreanos e chineses circulando pelo país.
Por isso, hoje não duvida que mesmo os sérios gargalos de infraestrutura serão resolvidos em pouco tempo. Esse otimismo está alinhado com os investimentos do grupo no país. "O Brasil é um dos poucos países que tem todas as unidades de negócios da empresa", diz.
O grupo dinamarquês está investindo US$ 8,3 bilhões na América Latina nas áreas de portos logística e petróleo. Mas a maior parte dos recursos, US$6,5 bilhões, têm como destino o mercado brasileiro.
Só Trooijen é responsável por US$ 2,2 bilhões que estão sendo aplicados na construção de 16 navios de carga, adaptados às especificidades dos portos brasileiros, que não têm profundidade suficiente para receber os navios convencionais da companhia.
No ano passado, oito embarcações Sammax (South American Max), com capacidade de transporte de 7.500 TEUs (o que equivale a 7,5 mil contêineres de vinte pés, ou 6 metros de comprimento). Os outros navios chegam até o fim de 2013.
Trooijen afirma que apesar dos investimentos, a área de transporte marítimo vem passando por uma queda de rentabilidade em todo o mundo. "Acredito que chegou o momento dos armadores participarem mais do crescimento no Brasil", afirma o executivo.
Por isso, paralelamente aos aportes, a empresa está aumentando em 30% o valor dos fretes e estuda cancelar duas rotas deficitárias no país. A Maersk Line vem sendo afetada pelo aumento do preço do barril do petróleo, que teve alta de 14,7% no primeiro trimestre para US$ 122,9.
Segundo cálculos da empresa, no entanto, os preços dos combustíveis subiram 250% em cinco anos, enquanto as tarifas praticadas tiveram queda de 10% no período, por conta da disputa no mercado.
O grupo fechou o primeiro trimestre com prejuízo mundial de US$ 599 milhões na unidade de transporte marítimo.
Por isso, vai repetir a estratégia de aumentar tarifas e rever rotas em outros mercados. A companhia espera que os negócios fechem 2012 com resultado negativo ou, no máximo, no zero a zero, segundo balanço do período. No Brasil, Trooijen garante que vai reverter o cenário.

Fonte: Brasil Econômico
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Chemtech projetará instrumentação de nove FPSOs





A Chemtech fechou acordo para fornecer projetos de instrumentação para nove FPSOs junto à Ecovix, subsidiária de EPC do grupo Engevix, e para a construtora Modec, cujas plataformas irão atuar na exploração do pré-sal.
Para os próximos dez anos, o mercado offshore brasileiro prevê investimentos totais de US$ 300 bilhões, e a Chemtech quer disputar fatias importantes com os projetos. Atualmente a empresa se posiciona como líder nacional no fornecimento de sistemas de posicionamento para embarcações de óleo & gás.
O projeto destinado para a subsidiária da Engevix terá uma duração total de três anos e meio, e consiste no desenvolvimento de dois sistemas de monitoramento do posicionamento da embarcação. O POS absoluto irá mostrar a posição real da FPSO em comparação com o seu posicionamento definido em projeto, enquanto o POS relativo irá auxiliar na aproximação do navio aliviador que irá escoar o petróleo obtido na perfuração do poço do campo de exploração.
Já para a Modec, além do POS absoluto, a Chemtech também desenvolverá o sistema de monitoramento dos risers do Cidade de Mangaratiba. Este é o quarto projeto já realizado para risers desacoplados. Os anteriores, a P-53 e Cascade-Chinook, com a BMT, e Lula-Guará, com a Cybernetix, também foram implementados pela companhia.
“Nosso próximo desafio é ganhar o módulo submarino, que é o de maior valor, e temos a chance de fazer isso ainda nessa plataforma da Modec”, destacou o diretor de Pesquisa & Desenvolvimento, Roberto Leite. A Chemtech também desenvolverá o Riser Monitoring System (Rims) da mesma embarcação.

Fonte: TN Petróleo
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Queiroz Galvão tem maior lucro entre as petroleiras privadas



DO RIO - Entre as principais empresas brasileiras privadas do setor de petróleo com ações negociadas em Bolsa -QGEP, da Queiroz Galvão; OGX, do empresário Eike Batista; e HRT, do empresário Márcio Mello-, o melhor resultado ficou com a QGEP, mais antiga e única que já produz.
A QGEP, que é a sétima maior operadora do país e tem participação de 45% no campo de Manati, no qual é sócia da Petrobras, teve lucro de R$ 69,2 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 72% em relação ao mesmo período do ano passado.
A empresa está também em blocos na bacia de Santos (BM-S-8 e BM-S-12) em parceria com a estatal e é operadora dos blocos BM-J-2 (bacia do Jequitinhonha) e BS-4 (bacia de Santos).
A QGEP produziu em março 2,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, ou 15 mil boe (barris de óleo equivalente), ficando atrás só da Petrobras na produção de gás natural no país.
PRÉ-OPERACIONAL
Já a OGX, que iniciou este ano produção no campo de Waimea, agora denominado Tubarão Azul, registrou prejuízo de R$ 144,8 milhões.
A perda foi quase três vezes maior que há um ano, de R$ 33,8 milhões, refletindo a condição pré-operacional da companhia, parte do grupo de Eike Batista.
No primeiro trimestre de 2012, a OGX produziu em média 11 mil barris diários de petróleo, ficando em sexto lugar no ranking da produção de petróleo no Brasil divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural).
A HRT, apesar de também pré-operacional, obteve no primeiro trimestre do ano lucro de R$ 53,3 milhões, depois de ter registrado prejuízo de R$ 13,8 milhões no mesmo trimestre de 2011.
O resultado é explicado por uma operação financeira de compra e venda de ativos na qual obteve lucro de R$ 186 milhões.
Apesar da melhor performance financeira, as ações da QGEP acumulavam queda de 19,7% no ano até março.
Já os papéis da OGX acumulavam alta de 10,9% e os da HRT, de 11,3%.
As ações da Petrobras acumulavam altas de 10,2% (PN) e 7,1% (ON) neste ano até o mês de março.
Fonte: Folha de São Paulo

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FPSO Cidade de Paraty chega ao Brasil em junho


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O FPSO Cidade de Paraty, que será instalada no prospecto de Lula Nordeste, no bloco BM-S-11, localizado no cluster do pré-sal da Bacia de Santos, está a caminho do Brasil. A unidade de produção, que pertence ao consórcio formado por SBM, Queiroz Galvão e NYK foi convertida no estaleiro Keppel, em Cingapura, terá seu processo de montagem e integração dos módulos feito no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ).

A previsão é de que o FPSO chegue ao estaleiro em junho. A unidade terá capacidade para produzir 150 mil barris/dia de óleo e 5 milhões de m³/dia de gás.

Previsto para entrar em operação em 2013, o FPSO Cidade de Paraty será a primeira unidade definitiva a ser instalada no prospecto de Lula Nordeste e ficará afretada por 20 anos. A taxa diária de afretamento acordada entre a Petrobras e o consórcio é de US$ 499 mil.

A licitação que deu origem ao contrato foi realizada em 2009, mas o contrato de intenção entre a petroleira e o consórcio só foi assinado em junho de 2010.

Fonte: TN Petróleo

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Bureau Veritas realiza primeiro treinamento global para vistoriadores offshore



O novo Regional Training Center (RTC) do Bureau Veritas foi inaugurado na terça-feira, (14/05), no Brasil, reunindo técnicos do BV do Brasil, EUA, Africa (Angola e Costa do Marfim), além de técnicos do Head Office. A segunda edição deste treinamento está prevista para acontecer no RTC do BV na China.
A experiência em relação às práticas de exploração Offshore brasileiras e o crescimento do setor no país motivaram diretores do Bureau Veritas a sediar, no Rio de Janeiro, o primeiro treinamento regional para vistoriadores de plataformas de petróleo, com intuito de unificar e disseminar o conhecimento em torno das normas da empresa e regulamentos internacionais. Durante três dias (de 14 a 16 de maio), representantes de diferentes países estarão reunidos para trocar conhecimentos e permitir a adoção de padrões ainda mais específicos e eficientes de verificação dos diferentes tipos de plataformas.
O resultado do RTC beneficiará o trabalho do corpo técnico dos diferentes escritórios nacionais do Bureau Veritas e impactará positivamente as empresas do setor de Petróleo e Gás que passam por vistorias de suas frotas de embarcações.
“O ponto fundamental desse encontro,  é que poderemos trocar experiência com pessoas de diferentes regiões, que conhecem diferentes unidades offshore e métodos de vistoria, agregando em muito ao trabalho de verificação da conformidade e estabelecimento de normas. Iremos enriquecer o conhecimento em relação a requisitos importantes e disseminar as experiências de cada país. O próximo encontro, este com enfoque voltado para novas construções, está agendado para o fim do ano, na China, país com forte relevância no setor de construção naval”, destaca Ricardo Pinho, Gerente Offshore para Unidades em Operação do Bureau Veritas Brasil.
Entre os tópicos que nortearão o treinamento dos participantes estão:
- O meio-ambiente offshore: empresas atuantes neste mercado, regiões com forte atuação na exploração de petróleo offshore, as operações de perfuração e produção, atuação do BV no mercado offshore do Brasil e resto do mundo;;
- Requisitos para a vistoria: normas aplicáveis, pontos de atenção, áreas críticas nos diferentes tipos de plataformas;
- Vistorias de Classe e Estatutárias (MODU Code): escopo aplicável, formas de execução das vistorias, cobrindo: vistorias de áreas classificadas, vistorias de equipamentos de salvatagem e combate a incêndio a bordo, vistorias de sistemas de posicionamento dinâmico, vistorias de sistemas de ancoragem, vistorias de guindastes e elevadores offshore, vistorias submarinas, vistorias de tanques com medição de espessura, vistorias de conexões soldadas, verificação de resultados de ensaios não-destrutivos em soldas de reparos estruturais, certificação de materiais e componentes, etc.
- Estudo de casos de acidentes e avarias ocorridas no Brasil, Golfo do México, Mar do Norte e Ásia.
- Reparo de estruturas: quais as novas soluções utilizadas em unidades permanentes (que operam sem docar), como o uso de materiais compósitos;
Fonte: TN Petróleo
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Cresce participação de private equity no setor de óleo e gás


Na quarta-feira, (16/05), a ABVCAP – Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital, realizou o evento “Capitalização de Empresas da Cadeia Produtiva de Óleo & Gás via Fundos de Private Equity & Venture Capital”. O encontro foi realizado no Centro de Convenções Bolsa do Rio.  Após as oportunidades que surgiram com a descoberta do pré-sal, várias empresas têm interesse em investir nesta área, mas muitas delas não têm fôlego para investir. É aí que entram os fundos de private equity.

No evento, foram abordadas perspectivas do setor de óleo e gás, atração de investimentos de fundos de venture capital para este segmento, os principais fatores que levam um gestor a investir numa empresa, como o capital empreendedor pode alavancar negócios e tornar mais competitivas as empresas nacionais, além de depoimentos de instituições que cresceram com aportes de venture capital.

Diante do novo ciclo de desenvolvimento do setor de óleo e gás a preocupação é saber como preparar as empresas brasileiras para conseguir torná-las competitivas frente às companhias estrangeiras que estão se instalando no Brasil. “Os fundos de private equity podem colaborar para um melhor desenvolvimento das empresas que atuam na área de óleo e gás, pois além do capital eles agregam valor à companhia, demonstrado através da valorização de suas ações via bolsa”, afirma Clovis Meurer, presidente da ABVCAP.

A programação foi voltada para discussões de como os fundos de private equity (FIPs) atuam no setor de óleo e gás e como deve ser a interação entre os FIPs e as empresas investidas, incluindo o que cada parte busca e o que é necessário juridicamente para que o investimento ocorra. Entre os palestrantes confirmados estão Sidney Chameh, Conselheiro Deliberativo da ABVCAP, Marcelo Moraes, Coordenador do Comitê de Infraestrutura da ABVCAP Gustavo Peixoto, executivo da gestora Mantiq Investimentos e Eduardo Vidal, sócio diretor da Pulsar Invest, além de Leonardo Miranda, sócio do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados.

O evento contou com o patrocínio da BM&FBOVESPA, Diamond Mountain Capital Group e Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, além do apoio da ABDI, ApexBrasil, ONIP e Sebrae.
Fonte: TN Petróleo
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Reservas de petróleo e gás do país poderão chegar a 30 bilhões de barris nos próximos anos





A incorporação das reservas ainda não provadas do pré-sal e os 5 bilhões de barris repassados pela União na cessão onerosa elevarão as reservas brasileiras de petróleo e gás para 30 bilhões de barris, nos próximos anos, disse ontem (15) gerente executivo de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Osmond Coelho Júnior, no 24º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro. Em 2011, as reservas totalizaram 15 bilhões de barris.

O gerente declarou ainda que a área total do pré-sal atinge 150 quilômetros quadrados, “três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro”, com largura de 200 quilômetros. Esse depósito do pré-sal foi batizado pelos técnicos da Petrobras de “picanha azul”, revelou.

Para que a empresa possa explorar todo esse potencial, Coelho Júnior ressaltou a importância dada pela empresa à inovação tecnológica. “A Petrobras enxerga pesquisa e desenvolvimento como um passo inicial para capacitar a engenharia e ter os benefícios do conhecimento mais à frente”. Ele acrescentou que o objetivo é suprir a estatal de soluções para as suas demandas.

Em 2010, o investimento da estatal em pesquisa e desenvolvimento somou US$ 1 bilhão, o equivalente a 0,8% da receita bruta daquele ano. Em 2011, o valor subiu 50%, atingindo US$ 1,5 bilhão, o que correspondeu a 0,9% da receita bruta.

Coelho Júnior ressaltou também o aspecto da sustentabilidade. Como se trata de uma indústria poluidora, ela “tem que trabalhar a sustentabilidade como pano de fundo”, admitiu. Destacou que para continuar avançando nas tarefas, o conceito estabelecido pela presidenta da Petrobras, Graça Foster, é “vazamento zero”.

O gerente executivo disse que o pré-sal pode alavancar o desenvolvimento tecnológico da Petrobras. Os desafios nessa área incluem a padronização de projetos, a concepção de sistemas mais simples, aumento da competitividade em relação aos projetos de companhias estrangeiras, conteúdo nacional e sustentabilidade.
Fonte: Agência Brasil
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