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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Guia de carreiras: engenharia de petróleo

Guia de carreiras: engenharia de petróleo


Organização prevê criação de 2 milhões de empregos no setor até 2020.
Uma das funções do profissional é maximizar a produção de petróleo.
Responsável por descobrir e explorar poços e jazidas de petróleo e gás natural, o engenheiro de petróleo é um profissional cada vez mais requisitado no Brasil. Entre as descobertas na Bacia de Campos no Rio de Janeiro, nos anos 70, até o recente fenômeno do pré-sal, o mercado se expandiu, se consolidou e criou muitos postos de trabalhos, nem sempre ocupados com facilidade, por conta da escassez de profissionais com a formação ideal.
A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) prevê a geração de 2 milhões de empregos no setor petrolífero até 2020. Ainda, de acordo com o estudo da Onip realizado há dois anos, a área já movimenta cerca de 420 mil empregos.
O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) que oferece cursos de especialização para a atuação no segmento projeta a necessidade de qualificar mais 201 mil profissionais até 2015, sendo cerca de 11 mil profissionais de nível superior. De 2006 até o momento, cerca de 90 mil profissionais concluíram cursos de várias modalidades.
“Em geral os engenheiros de petróleo não têm dificuldade de conseguir emprego. A contratação é grande, o mercado está em ascensão e há uma carência de profissionais”, diz engenheiro de petróleo da Petrobras, Marcelo Salomão, de 54 anos.
Salomão tem mestrado e doutorado em engenharia de petróleo, mas quando se formou em engenharia civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1980, pouco conhecia a área de petróleo. “Diferente do cenário atual, nesta época havia pouca opção de emprego para os engenheiros. Fiz o concurso da Petrobras por causa de alguns colegas e passei. O mercado cresceu muito e tive sorte de fazer esta opção. Hoje a indústria do petróleo é reconhecida e respeitada.”
Ele lembra que naquela época como não havia graduação específica, as empresas contratavam engenheiros com formações diversas e ofereciam treinamento. Hoje a situação é outra. Além da graduação, instituições de ensino possuem também cursos de qualificação profissional de nível médio, voltado para a prática do mercado.
A engenharia de petróleo ganha destaque até mesmo entre as demais engenharias, que voltaram a ter o mercado muito aquecido. Ainda, segundo Marcelo Salomão, a tendência é de crescimento para os próximos anos porque os processos de descobertas das bacias sedimentares, de onde é possível extrair o petróleo, e construção de poços e plataformas são caros e demorados. E a presença dos engenheiros é fundamental em todas as etapas do trabalho.
Também é função deste profissional cuidar do transporte do petróleo e seus derivados desde o local da exploração até as refinarias e petroquímicas, bem como dar o destino correto aos resíduos. O engenheiro de petróleo pode tanto atuar no setor administrativo dentro de escritórios ou na parte operacional, nas plataformas marítimas. Dificilmente um profissional terá de conciliar as duas funções.
Salomão diz que o trabalho interno é fundamental para que o engenheiro tenha a percepção da magnitude das plataformas marítimas. “A atividade de planejamento é forte. É no escritório que se especifica o projeto de perfuração de poços, os produtos químicos que serão utilizados. Já tive de trabalhar embarcado, mas meu perfil é mais administrativo.”
Virtudes necessárias
Para se dar bem na carreira, Salomão destaca duas características fundamentais: gosto pelo estudo, já que o profissional não pode parar de aprender, e perfil para trabalhar em equipe.
O trabalho do engenheiro de petróleo está sempre ligado à tecnologia. As indústrias de petróleo utilizam softwares e aplicativos para desvendar cálculos e previsões matemáticas necessárias para interpretações geológicas, entre outras ações.
Outro aliado da profissão é a multidisciplinaridade, já que os engenheiros de petróleo nunca estão sozinhos nas missões. “Para planejar a retirada do óleo e transformá-lo em riqueza as equipes precisam estar entrosadas. O trabalho de planejar o número de poços que se vai perfurar, avaliar sua capacidade e as linhas que vão trazer o óleo até a plataforma, é multidisciplinar.” Segundo ele, as áreas ambiental, de segurança, geologia e até economia se relacionam o tempo todo.
“O petróleo é a fonte propulsora de várias outras indústrias, e a engenharia de petróleo é uma profissão atrativa onde é possível aplicar grande parte do conhecimento adquirido na graduação”, diz Salomão.
Fonte: Do G1, em São Paulo (Vanessa Fajardo)
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Petrobras e GE fecham contrato no valor de R$ 2,8 bi

Petrobras e GE fecham contrato no valor de R$ 2,8 bi


Serão entregues pela General Electric aproximadamente 380 sistemas de cabeça de poço e ferramentas de instalação necessárias à exploração de petróleo.
Rio de Janeiro – A GE Oil & Gas deve anunciar nesta terça-feira, durante a Rio Oil & Gas, a assinatura com a Petrobras do “maior contrato do mundo para a fabricação de cabeças de poço”. O contrato está orçado em R$ 2,8 bilhões, pelo qual serão entregues pela GE aproximadamente 380 sistemas de cabeça de poço e ferramentas de instalação necessárias à exploração de petróleo.
Segundo a empresa, aproximadamente 75% das peças serão fabricadas no Brasil. O presidente da GE Oil & Gas para América Latina, João Geraldo Ferreira, disse que os investimentos da empresa buscam prepará-la para apoiar o crescimento do mercado brasileiro. “Queremos crescer com o País”, comentou.
A Petrobras planeja instalar os sistemas produzidos pela GE em campos espalhados pela costa, inclusive no pré-sal. Os equipamentos serão fabricados na unidade da GE no município de Jandira (SP), onde foram investidos recentemente US$ 30 milhões para o aumento de capacidade.
Fonte: Sergio Torres, da 
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Setor de petróleo e gás pode gerar 200 mil novos postos de trabalho

Setor de petróleo e gás pode gerar 200 mil novos postos de trabalho


Grande parte das vagas será na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro, que concentra 80% da produção de petróleo no país.
No Rio de Janeiro, uma grande feira de petróleo e gás mostra os desafios que o Brasil tem no setor. Um deles é preencher os 200 mil postos de trabalho vão ser criados nos próximos cinco anos.
O pai de Larissa trabalhava em uma plataforma de petróleo. As histórias que ele contava despertaram o sonho dela. “Ele sempre trabalhou embarcado e eu ouvia as histórias que ele chegava em casa contando”, diz a menina.
Ciro fez a opção pensando no mercado de trabalho. Os dois circulavam na exposição mais importante do setor de petróleo e gás da América Latina. A exposição reflete o intenso crescimento do mercado de petróleo e gás. Nos próximos cinco anos, esse crescimento vai se intensificar, e vai levar a uma demanda de mão de obra.
Serão criados cerca de 200 mil novos empregos diretos e indiretos, em nível técnico, médio e universitário. As descobertas recentes na área do pré-sal são uma das razões. “Vai triplicar a reserva brasileira e vai triplicar a produção nos próximos dez anos, e isso vai exigir muito profissional”, explica Álvaro Alves Teixeira, geólogo do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás.
“Na medida em que essas descobertas foram muitas, relevantes e concentradas no tempo, isso torna o nosso desafio maior ainda. Porém torna a nossa oportunidade maior ainda”, fala Alfredo Renault, superintendente da ONIP.
Grande parte das vagas será na Bacia de Campos, no estado do Rio, que concentra 80% da produção de petróleo no país. Lá, estão em operação 400 poços e 30 plataformas de produção. E muitas ofertas de trabalho também podem ser encontradas em Santos, área de buscas do pré-sal. Ainda na Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Rio Grande do Norte, de onde veio Ciro.
Olha o salário inicial de um engenheiro: “A partir de uns oito mil reais. Isso varia muito com carga horária e empresa, aí pode subir bem mais”, conta Ciro Rodolfo.
Profissionais capacitados também serão necessários para a construção de cinco refinarias e 28 plataformas, até 2017. “Minha ambição agora é viajar nos mares, nas plataformas, perfurando poços de petróleo”, afirma Larissa.
Fonte: G1
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Falta de profissionais esfria otimismo de empresários de Petróleo e Gás



Carga tributária e incerteza com relação à economia global também podem impedir que expansão de negócios no segmento de óleo e gás se concretize
SÃO PAULO – A escassez de talentos, a carga tributária e a incerteza com relação à economia global devem continuar a assombrar os empresários do segmento de óleo e gás pelos próximos meses.
Segundo uma recente pesquisa da Robert Half, apesar do otimismo de boa parte do setor - 77,8% das empresas -, muito ainda precisa ser feito por quem deseja contornar os atuais entraves do mercado.
“A falta de profissionais experientes já é atualmente o principal desafio com relação às pessoas da equipe para um em cada três entrevistados. Já os salários inflacionados e a alta rotatividade profissional aparecem como segundo motivo”, informa a pesquisa.
Estratégia de mercado
Hoje, a principal estratégia usada para compensar a oferta insuficiente de profissionais é a busca de candidatos na concorrência, conforme a avaliação de 37,5% dos participantes. Outras alternativas como o investimento em programas de formação de talentos e a contratação de estrangeiros também se destacam, representando 20,8% e 12,5% das menções dos entrevistados.
“Ainda existe pouca oxigenação no setor. Por isso, investir na formação de talentos e na busca de profissionais de outros setores pode ser uma boa alternativa no longo prazo”, avalia o gerente da divisão de Engenharia Petróleo e Gás da Robert Half, Fabio Porto d’Ave.
Para ele, as companhias que excluírem esse tipo de investimento terão dificuldade de compor seu quadro de funcionários no futuro.
Os mais difíceis
O levantamento revelou ainda o perfil profissional mais difícil de se encontrar. De acordo a pesquisa, 36% dos consultados afirmaram que possuem dificuldades na busca de profissionais já experientes. Já 24% deles, relataram problemas para encontrar colaboradores com inglês fluente ou que saibam trabalhar em equipe (16%).
Considerando as áreas mais demandadas, a de operações aparece em primeiro lugar, com 36% das menções e é seguida pela de projetos e vendas, com 16%.
Fonte: Info Money
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Petrobras inicia produção em plataforma no pré-sal de Campos

Petrobras inicia produção em plataforma no pré-sal de Campos


SÃO PAULO,  Set – A Petrobras iniciou  a produção de petróleo na plataforma tipo FPSO Cidade de Anchieta, no pré-sal da bacia de Campos, de acordo com comunicado divulgado ao mercado nesta terça-feira.
A produção inicial do primeiro poço já interligado ao FPSO (plataforma flutuante que produz, armazena e exporta óleo e gás) é de 20 mil barris diários de petróleo.
Outros nove poços (seis produtores e três injetores de água) serão interligados à plataforma nos próximos meses, e a previsão é de que o pico de produção, de 100 mil barris por dia, seja atingido em fevereiro de 2013.
Segundo a estatal, a unidade foi instalada no campo de Baleia Azul, no complexo denominado Parque das Baleias, na porção capixaba da bacia de Campos.
O óleo a ser produzido, de 28 graus API, é considerado leve e de alto valor comercial.
O FPSO Cidade de Anchieta foi convertido (de navio para plataforma) no estaleiro Keppel, em Cingapura. Ele destina-se exclusivamente à produção da camada pré-sal dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, todos localizados no Parque das Baleias, onde a Petrobras detém 100 por cento de participação.
Fonte: Thomson Reuters (Por Leila Coimbra)
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Rio Oil & Gas: Petrobras apresenta simulador


o diretor Almir Barbassa inaugurou o estande da Petrobras, onde está sendo apresentado um simulador de Manobras Marítimo-fluvial desenvolvido pela Petrobras e pela Transpetro em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).
17/09/2012
Rio de Janeiro (RJ) - Representando a presidente Maria das Graças Silva Foster, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia, Almir Barbassa, participou da cerimônia da abertura, inaugurou o estande da Petrobras e atuou como mediador da sessão plenária
"O papel da indústria do Petróleo na Promoção do Desenvolvimento Econômico Sustentável".
Logo após a cerimônia, o diretor Almir Barbassa inaugurou o estande da Petrobras, onde está sendo apresentado um simulador de Manobras Marítimo-fluvial desenvolvido pela Petrobras e pela Transpetro em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Uma das funções do simulador é auxiliar no treinamento dos responsáveis por conduzir os navios aliviadores da Companhia, que trazem para o continente o petróleo produzido pelas plataformas marítimas. Até agora foram construídos três protótipos com tela 3D e reprodução de instrumentos de navegação usados pelos condutores das embarcações.
Com o simulador é possível treinar situações enfrentadas durante operações reais em diversas condições climáticas e oceânicas na costa brasileira. O equipamento permite a realização de estudos virtuais nos navios plataforma P-35 e P-51, ambos instalados na Bacia de Campos, e ainda em uma monoboia, unidade flutuante presa ao fundo do mar, usada para carga e descarga de petróleo e derivados. Também são reproduzidos pelo simulador diversos navios da frota da Transpetro. O simulador está disponível para os visitantes durante todos os dias da exposição.
Além do simulador, os visitantes podem encontrar no estande da Petrobras um espaço destinado aos fornecedores, totens informativos e um vídeo sobre as estratégias da Companhia, em especial a política de Conteúdo Local e as oportunidades abertas para a cadeia de fornecedores pelos projetos desenvolvidos pela Petrobras.
Estiveram presentes à abertura autoridades e representantes de instituições públicas e privadas ligadas ao setor de petróleo e gás. Entre outros, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp; a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Magda Chambriard e o governador do estado do Espírito Santo, Renato Casagrande.

Fonte: Macaé Offshore
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Rio Oil & Gas: Formação profissional em debate



A formação de recursos humanos e da certificação de mão de obra foi um dos destaques do bloco de debates sobre os principais desafios e cenários da indústria de óleo e gás na tarde de hoje (17), na Rio Oil & Gas. Esse é um dos pontos críticos da indústria de óleo e gás e um dos maiores desafios, principalmente para o desenvolvimento da cadeia e para a exploração do pré-sal.
O debate buscou discutir o problema da mão de obra enfrentado  pelo setor e levantar que soluções estão sendo encontradas. O painel foi moderador por Elias Ramos, superintendente deplanejamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Damian Popolo, gerente sênior de Relações Internacionais da BG Brasil, falou sobre a importância da internacionalização da educação no setor. Ele apresentou a iniciativa de enviar para o Reino Unidos parte dos bolsitas, onde obtém importantes informações sobre os principais avanços nas áreas de petróleo e gásem todo o mundo.
Foco no público interno
Maria Alves, gerente de Recursos Humanos da Universidade Petrobras, destacou que o objetivo das iniciativas da estatal é o público interno. “Nosso foco é o incentivo à especialização dos alunos desde os cursos de graduação,avançando com foco bem definido na área escolhido até o mestrado, o que contribui para o aumento do nível de qualificação profissional”, afirmou.
No ano de 2011, a Universidade Petrobras registrou 224 mil participaçõesde seu corpo funcional. Por meio do Programa de Formação de Recursos Humanos (PFRH), criado pela Petrobras, em parceria com a ANP, foram disponibilizadas cerca de 10 mil bolsas. O objetivo do PFRH é preparar estudantes a atuar nosetor de óleo e gás. São oferecidos cursos de ensino médio, graduação, mestradoe doutorado.
Segen Estefen, professor e diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe/UFRJ, destacou que a formação de recursos humanos na pós-graduação (mestrado edoutorado) está apoiada na pesquisa e desenvolvimento. Estefen destacou que a Cidade Universitária, campus da Coppe/UFRJ, está se tornando um verdadeiro cluster da energia, já que a maior parte dos projetos está voltada para este segmento.
Joaquim Passos, diretor da Abemi, destacou a importância das mudanças culturais na gestão de equipes e reforçou que é preciso investir no Brasil maisem certificações internacionais na capacitação de equipes.
Outros painéis
Além da formação de mão de obra serão debatidos durante a Rio Oil &Gas prevenção de acidentes ambientais, desenvolvimento tecnológico do setor, cadeia de fornecedores, financiamento da indústria de óleo e gás, aspecto jurídico dos acidentes ambientais e o futuro dos transportes.

Por: Flávia Domingues
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