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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Curso técnico: acesso mais rápido ao mercado


Os cursos profissionalizantes tornaram-se a porta de entrada para o emprego
Letícia Bechara - 
Há poucos dias iniciou-se o processo de inscrições para o vestibular das ETECs no Estado de São Paulo. Mais de 60 mil vagas em todo o estado, distribuídas em mais de 100 cursos.
A proposta do curso técnico é dar uma oportunidade para que o aluno ingresse no mercado de trabalho de forma mais rápida, já que o curso tem duração de 18 meses, e uma formação mais técnica e específica.
O mercado brasileiro está aquecido e demanda profissionais de diferentes áreas. De acordo com os dados do governo, os alunos das ETECs após concluírem o curso, quase 70% deles já estão empregados. A curto prazo realmente garante um acesso rápido ao mercado de trabalho.
Vamos pensar um pouco no longo prazo. Para alunos que escolhem cursos de bacharelados hoje, com duração entre 4 e 5 anos, a entrada  no mercado de trabalho será  prorrogada. Provavelmente entre 20 e 21 anos, será o momento de começar as experiências profissionais com os estágios, e entre 22 e 23, ao final do curso, as experiências nos programas de trainee das empresas.
Em termos de remuneração, os trainees tem uma faixa salarial bem superior aos estágios e cursos técnicos, apresentam uma proposta de ampliação de conhecimento e visão geral da organização das empresas.  Os alunos que irão concorrer para essas vagas, também precisarão de um preparo melhor: para começar inglês fluente, domínio da língua portuguesa e conhecimentos gerais – capital cultural mesmo. Essa diferença coloca o aluno que entrou mais tarde no mercado de trabalho, a frente de todos aqueles que terminaram o curso técnico e estão exercendo as funções mais operacionais.
Para a maioria dos jovens brasileiros, terminar o Ensino Médio já é um enorme desafio, e muitos deles não poderão se dar ao luxo de fazer essa escolha, deverão entrar no mercado para batalhar por uma vaga e com a concorrência, deverão ser esforçar para conseguir o trabalho e se manter nele. Para eles, o Ensino Técnico é essa possibilidade de especialização e crescimento, porque a partir dessa experiência, poderão dar prosseguimento aos estudos, investir no curso superior e aumentar o conhecimento e possibilidades.
Diante dessa situação atual, qualificação profissional é o caminho de curto prazo que trará mais benefícios para as empresas e futuros empregados. Mas é preciso manter o olhar no futuro e incentivar o pensamento que ao longo da vida, o mais importante é desenvolver o senso da aprendizagem. Aprender não é apenas adquirir conhecimento técnico, significa aprender a se conhecer melhor, a se relacionar com pessoas e interagir em uma estrutura profissional que demanda postura e ética e não apenas conhecimento específico.
* Leticia Bechara é mestre em Educação e coordenadora do Vestibular e Relacionamento da Trevisan Escola de Negócios
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Rio fica sozinho contra a Lei do Petróleo



Antes contrários às mudanças, deputados do Espírito Santo, segundo no ranking dos que mais recebem royalties - o Rio é o primeiro -, já decidiram votar a favor do projeto
04/10/2012
Rio de Janeiro (RJ) - O Rio de Janeiro acabou ficando sozinho na luta pela manutenção da atual distribuição do dinheiro pago pelas empresas à União, aos estados e aos municípios, como compensação pela exploração do petróleo - os royalties.
 
Antes contrários às mudanças, deputados do Espírito Santo, segundo no ranking dos que mais recebem royalties - o Rio é o primeiro -, já decidiram votar a favor do projeto.
 
Com isso, o relator do projeto que modifica a Lei do Petróleo, Carlos Zarattini (PT-SP), espera que o projeto seja aprovado ainda neste ano.
 
A questão, no entanto, não deve se encerrar no Congresso. Zarattini prevê que o Rio vá ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão.
 
A maior reclamação do estado é que a redistribuição dos royalties leva em conta campos que já estão em produção, ou seja, contratos em plena vigência, argumento considerado forte por advogados do setor.
 
"É uma briga muito boa porque o que se defende é a manutenção de contratos que já existem", diz o advogado Carlos Maurício Maia Ribeiro, da Vieira Rezende.
 
A definição do sistema de distribuição é fundamental para que se realizem novas licitações, que não acontecem há quatro anos. A falta de leilões estrangula o crescimento da extração do produto.
 
Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu a realização da 11ª rodada de licitação de áreas de petróleo e gás natural em maio de 2013, e o primeiro leilão das áreas do pré-sal em novembro do mesmo ano, desde que a lei esteja votada.
 

O que muda
 
O governo decidiu alterar as regras do setor após a Petrobras descobrir petróleo abaixo da camada de sal da costa brasileira, em 2007, em quantidade que pode ser suficiente para multiplicar por quatro as reservas atuais.
 
Estados não produtores pressionaram para receber mais royalties, incluindo no projeto áreas já licitadas, além das que ainda serão exploradas, o que teve a oposição daqueles onde há campos de petróleo.
 
Além dos royalties, também se discutem mudanças no valor pago a mais por campos com alta produtividade.
 
"Nós fomos ouvindo as reivindicações de ambos os lados, procurando atender particularmente o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, que criticavam o ano base usado para o cálculo e queriam garantia se a produção caísse", disse Zarattini.
 
Para resolver a polêmica, o relator trocou o ano-base do projeto original de 2010 para 2011, ano de maior arrecadação de royalties (R$ 12,9 bilhões).
 
Além disso, garantiu aos estados produtores, que costumam atrelar a arrecadação ao Orçamento, que a receita não cairia mesmo se a produção diminuísse.
 
De acordo com o deputado Paulo Foletto (PSB-ES), depois de muitas conversas com o relator, os dez representantes do Espírito Santo na Câmara aceitaram o texto.
 
A taxa cobrada para contratos de concessão continuará em 10%. Para os contratos de partilha, referentes às áreas do pré-sal, em 15%. Os índices da redistribuição ainda estão sendo fechados.
 
Líder da bancada fluminense na Câmara, Hugo Leal (PSC-RJ) já admite que a briga terá que ser na Justiça, "se o governo do estado do Rio de Janeiro entender assim".
 
A assessoria do governador Sérgio Cabral informou que ele não comentaria o assunto.
 
 

Fonte: Folha de São Paulo
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Petrobras é escolhida empresa mais admirada da América Latina

Petrobras é escolhida empresa mais admirada da América Latina



A Petrobras foi destaque da 15ª edição do ranking “As Empresas mais Admiradas no Brasil”, elaborado pelo instituto Officina Sophia e promovido pela revista Carta Capital. Em 1º lugar entre “As empresas brasileiras mais admiradas na América Latina”, a Companhia foi reconhecida também em outras duas categorias, “10 empresas mais admiradas do Brasil” e “10 líderes mais admirados”, e sua subsidiária Petrobras Distribuidora foi eleita a melhor empresa no segmento “Distribuidores de Combustíveis ou Derivados de Petróleo”. Os prêmios foram entregues na noite de segunda-feira, em cerimônia em São Paulo com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff.
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, recebeu os troféus conquistados pela Petrobras nas categorias “10 empresas mais admiradas no Brasil”, em que a Companhia ocupa o 4º lugar, “As empresas brasileiras mais admiradas na América Latina”, na qual a Petrobras lidera, e “10 líderes mais admirados”, em que a executiva aparece na 9ª colocação, empatada com o empresário Jorge Paulo Lemann. O troféu da categoria “Distribuidores de Combustíveis ou Derivados de Petróleo” foi recebido pelo presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto.
- As empresas que estão aqui são importantes para nós brasileiros porque produzem, investem e acreditam no Brasil – discursou a presidenta da República, para mais de 600 pessoas presentes à cerimônia. Também compareceram os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e da Bahia, Jaques Wagner; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Aurélio Maia, e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Ao receber o prêmio principal da noite – de empresa brasileira mais admirada na América Latina – a presidente da Petrobras, Maria das Graças da Silva Foster, ressaltou que “nós somos a maior empresa de capital aberto do Brasil e temos consciência do papel preponderante que exercemos na economia brasileira e, de certa forma, na economia da América Latina, continente no qual atuamos em quase todos os países”. E completou: “estamos e onde estivermos nós temos como premissa, como valor, como essência de nossa existência as responsabilidades social e ambiental, que integram a missão e visão da nossa Companhia”.
“As Empresas mais Admiradas no Brasil” é uma das principais premiações corporativas do país e tem como objetivo homenagear as empresas e empresários que mais se destacam e contribuem para o desenvolvimento do Brasil. A premiação é dividida em quatro modalidades: as 10 empresas mais admiradas, os 10 líderes mais admirados, as empresas mais admiradas por segmento e as empresas brasileiras mais admiradas na América Latina.
A pesquisa é realizada junto a empresários de todos os setores da economia e avalia as empresas segundo 13 critérios: qualidade de produtos e serviços; compromisso com recursos humanos; presença/atividade em redes socais; responsabilidade social; notoriedade; capacidade de competir globalmente; comprometimento com o desenvolvimento sustentável; inovação; qualidade de gestão; compromisso com o país; ética; respeito pelo consumidor e solidez financeira.
No evento de premiação, foi lançado um anuário que apresenta o resultado completo da pesquisa, uma análise do momento empresarial e os fatores que contribuem para que as empresas premiadas sejam admiradas pelos principais executivos do país.
Fonte: Correio do Brasil, com ARN – do Rio de Janeiro
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Petrobras adicionará 750 mil barris/dia de óleo com sondas



CNCO, da Transpetro, já controla 91% dos oleodutos e 100% dos gasodutos
04/10/2012
Rio de Janeiro (RJ) - Subsidiária integral da Petrobras, a Transpetro planeja concentrar, até 2016, em um único local, a operação e o monitoramento de toda sua malha de gasodutos e oleodutos em atividade no país. São mais de 14 mil quilômetros de dutos, o equivalente a um terço da circunferência da Terra. Atualmente, o Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO) da Transpetro, que fica na sede da companhia, no Centro do Rio de Janeiro, já controla 91% dos oleodutos e 100% dos gasodutos.
 
A estrutura, que faz dez anos em 2012, foi construída para abrigar o trabalho que já era feito nas regiões por onde passa a malha de dutos da empresa. Em uma época em que as petroleiras concentram esforços para atuar com segurança e evitar escândalos relacionados a acidentes ambientais, Márcio Manhães, gerente do Centro de Controle de Oleodutos do CNCO, acredita que a estrutura é um diferencial frente a outras companhias do setor.
 
"Os nossos funcionários que trabalham nas mesas de operação passam por uma seleção e por um treinamento muito rígidos para que possam trabalhar juntos em prol da segurança da nossa operação, em todas as regiões por onde passa nossa malha de dutos", disse Manhães. Entre os oleodutos que passarão a ser monitorados pelo CNCO estão ORSOL I e II, que transportarão petróleo e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de Urucu para o Terminal de Coari, ambos no estado do Amazonas, e o duto de transferência de querosene de aviação (QAV) de Guarulhos para o Aeroporto de Cumbica, ambos no estado de São Paulo.
 
O trabalho de monitoramento é feito 24 horas por dia por 127 operadores que se revezam em três turnos de 8 horas cada. Sensores e instrumentos instalados ao longo dos dutos enviam por satélite e redes de fibra óptica informações como vazão, temperatura e pressão dos produtos transportados. Segundo Manhães, os operadores do sistema, de sua mesa de trabalho, podem identificar, prevenir ou corrigir falhas, ligar e desligar bombas, abrir e fechar válvulas, partir e parar estações de compressão.
 
O centro de controle também realiza a distribuição de petróleo, gás natural e derivados para térmicas, indústrias e refinarias do Sistema Petrobras e para outros clientes. O trabalho é feito em um espaço de 1.200 m², que conta com telas de projeção de 37 m². Segundo Manhães, a empresa tem ainda uma estação "back up", com configuração operacional idêntica a da sede, no Terminal de Campos Elíseos (Tecam), na cidade de Duque de Caxias, para uso de contingência.
 
O gerente do CNCO contou que no início do ano, quando houve o desabamento de dois prédios e um sobrado na Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio, as equipes do centro de controle foram enviadas para a estrutura "back up" no Tecam. O desastre aconteceu a mais de um quilômetro a pé da empresa, mas mesmo assim a Transpetro considerou apropriada a medida. "A decisão foi preventiva caso houvesse problemas no acesso ao prédio da Transpetro ou até mesmo outros problemas como falta de luz", disse Manhães.
 
A equipe que trabalha no CNCO é formada por técnicos de operação, engenheiros, analistas de sistemas e consultores. Após serem aprovados em concursos, os profissionais passam por análises de perfil comportamental e diversas etapas de treinamento.
 
 
 
Fonte: Valor Econômico
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Crescimento do setor de petróleo e gás atraem profissionais



De acordo com o Guia Salarial 2012, o aumento médio nos salários desse mercado foi de 27,6% em 2011, um percentual bem acima da inflação do período, que ficou em 6,5%
04/10/2012
Rio de Janeiro (RJ) - A falta de mão de obra especializada para atender o setor de petróleo e gás é o principal gargalo ao aquecimento que teve início em 2006 e se intensificou em 2011, graças ao grande aumento de start-ups que vieram para o Brasil. Esse movimento resultou na supervalorização e inflação dos salários, colocando as atividades relacionadas ao segmento na mira dos estudantes, lotando cursos técnicos, de graduação e pós-graduação. De acordo com o Guia Salarial 2012 elaborado pela HAYS em parceria com o Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, o aumento médio nos salários desse mercado foi de 27,6% em 2011, um percentual bem acima da inflação do período, que ficou em 6,5%. Os principais beneficiados foram os profissionais de perfuração (drilling) e da área comercial, o que reflete a alta demanda do período por profissionais voltados a vendas técnicas.
 
Com uma tendência de estabilização, os altos salários, portanto, tendem a deixar de ser um diferencial para quem deseja atuar nesse setor. Na luta para atrair e reter talentos, as empresas de petróleo e gás precisam ser inovadoras e criativas: itens como valorização da família e a qualidade do ambiente de trabalho, por exemplo, despontam como diferenciais. Investimentos e políticas robustas de segurança do trabalhador também passam a ser fatores de atração e retenção. E, gradualmente, as empresas optam pela valorização das pessoas e dos benefícios individuais em vez de se restringir a políticas-padrão.
 
“Engenheiros de equipamentos / contratos foram os profissionais mais demandados em 2011. Aliás, formação em Engenharia com capacidade de comunicação elevada, completa a lista dos profissionais mais demandados no ultimo ano.”, afirma Raphael Falcão, gerente da HAYS no Rio de Janeiro.
 
Em paralelo, o mercado está requerendo profissionais altamente especializados, com domínio de idiomas e que tenham conhecimento da cadeia de petróleo e gás. A abertura de centros de pesquisa e áreas de projetos está demandando mão de obra com alto grau de especialização, já incluindo doutorado. Em 2012, o foco permanece em profissionais de perfuração, junto com demandas nas empresas que são operadoras, ou seja, que exploram o petróleo, bem como nos fornecedores de serviços e equipamentos. Inglês fluente, por sua vez, tende a ser um diferencial importantíssimo em prol do candidato, em função tanto da característica da atividade, que é intrinsecamente internacional, quanto pela gritante falta de profissionais que dominam um segundo idioma.
Fonte: Macaé Offshore
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Promom fará engenharia de novos FPSOs da Petrobras



A Promon Engenharia assume parceira com a Keppel FELS Brasil para atuar no projeto de construção dos novos FPSO (Floating Production Storage and Offloading), da Petrobras. A empresa já detém algumas realizações nesse segmento, como projetos básicos de plataformas, gerenciamento de treinamentos e, mais recentemente, o EPC do MOP-1, plataforma fixa para a operação de pigs que acaba de ser instalada na bacia Espírito Santo offshore.

“É um importante marco em nossa trajetória no mercado de óleo e gás. A Promon foi subcontratada pela Keppel para fazer a engenharia, o 'E' do contrato de EPC”, comenta Sérgio Nascimento, diretor da Promon responsável pelo projeto.

A Keppel FELS Brasil foi uma das três empresas vencedoras da licitação da Petrobras para fazer a integração de seus oito novos FPSOs e foi contratada no sistema de EPC (Engineering, Procurement & Construction). Como integradora, receberá o casco e os módulos dos diferentes fornecedores, produzirá alguns módulos para as interligações e cuidará da montagem, do comissionamento e da partida.

A Promon fará a análise de consistência dos documentos relativos à engenharia de pré-detalhamento (Feed - Front-End Engineering Design) e, a partir disso, o projeto executivo. “São inúmeras informações e detalhes, vindos de diferentes fontes e fornecedores, com a Petrobras como ponto central. Gerenciar esse fluxo de informações e as várias interfaces é um grande desafio. Uma falha em qualquer elo tem sérios desdobramentos e pode causar impactos no desenvolvimento do projeto”, finaliza Nascimento.
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Petrobras terá de abrir vagas



TCU ordena susbstituição de terceirizados em áreas-fim por aprovados em concursos.
Rio – Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que 57 mil trabalhadores indevidamente terceirizados da Petrobras deveriam ser substituídos atualmente por meio de concurso público. O levantamento indicou que a empresa tem 127 mil trabalhadores que atuam em terceirizações regulares e irregulares.
De acordo com determinação do TCU, 130 empresas públicas da administração indireta, sociedades de economia mista e subsidiárias têm um prazo limite até 30 de novembro para enviar ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), do Ministério do Planejamento, plano detalhado de substituição de terceirizados irregulares por meio de concurso público.
Caberá ao ministério repassar ao tribunal o plano consolidado até 28 de fevereiro de 2013. Caso os planos não sejam apresentados até a data, as estatais estarão sujeitas a multas. Equipe de auditoria do TCU identificou no BNDES funções gratificadas sendo desempenhadas por pessoas estranhas aos quadros da empresa e não vinculadas a órgão ou entidade da administração pública.
O Tribunal de Contas quer identificar quantos trabalhadores exercem atividades integrantes, em princípio, do escopo finalístico das entidades públicas. Para isso, as estatais também deverão identificar claramente as atividades de meio e de fim.
A substituição deverá ocorrer no prazo de quatro anos, para todos os terceirizados que estejam exercendo atividade-fim por empregados aprovados em concurso público, em taxa de 25% ao ano, para não prejudicar os trabalhos das empresas.
Além de enviar plano de substituição, as empresas deverão reavaliar os seus planos de cargos e salários em três meses. As estatais também vão revisar os contratos de terceirização em execução, que deverão apresentar informações de acordo com a natureza (conservação, limpeza, segurança, informática, assessoramento, consultoria, e outras). Os que forem considerados irregulares, também deverão propor cronograma para o preenchimento das vagas por concursados e os impactos financeiros.
Fonte: O DIA
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