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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sondas põem meta do pré-sal em xeque



Pressionada a elevar sua produção de petróleo, a Petrobras corre contra o tempo para garantir a estrutura necessária ao seu plano de multiplicar por dez a produção do pré-sal até 2020. Mas atrasos na contratação de equipamentos, como sondas de perfuração e embarcações de modelos diversos, ameaçam comprometer as metas da companhia, já reduzidas em 2012, após oito anos sendo descumpridas.
O risco concreto de entrega de equipamentos com atraso em relação ao prazo contratual irrita a presidente da Petrobrás, Graça Foster, que externou publicamente sua preocupação e fez um alerta aos responsáveis pelo cumprimento dos prazos.
"O pessoal que trabalha comigo sabe que odeio atraso, nem penso em atraso", disse ela no último dia 29 em palestra a estudantes e professores de unidades de ensino tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Nove meses após comunicar o acordo com a gestora Ocean Rig para a construção de cinco sondas, os contratos ainda não foram anunciados pela Petrobrás. Ao todo, a companhia encomendou 33 sondas no Brasil, das quais 28 à gestora Sete Brasil. Os entendimentos que levaram à assinatura do contrato com a Sete Brasil, que tem a petroleira na composição societária, demoraram tanto que a construção dos equipamentos também atrasou.
A Petrobras contrata gestoras como a Ocean Rig e a Sete Brasil, que escolhem estaleiros para a construção das sondas. Preocupada com a série de atrasos a partir da gestão de seu antecessor, José Sergio Gabrielli, Graça, no cargo desde fevereiro, decidiu só autorizar os contratos entre gestores e estaleiros caso seja convencida da capacidade do fabricante de entregar o produto dentro do prazo.
A demora nos contratos para as 33 sondas representa um tempo precioso perdido, já que cada uma leva 48 meses para ficar pronta. A primeira sonda tem de ser entregue em 32 meses, prazo que expira em junho de 2015, e a última, em 2020.
Meta de produção
Graça quantificou o que a Petrobras precisa receber em equipamentos (50 sondas e 49 navios) até 2020 para conseguir alcançar a meta de mais que dobrar a atual produção de petróleo (dos atuais 2 milhões de barris diários para 4,2 milhões em 2020). Hoje, o pré-sal produz 205 mil barris/dia. Em 2020, conforme os planos da empresa, serão 2,1 milhões, o que equivalerá a 50% da produção total brasileira.
"O fato é que isso é uma loucura total. Ninguém pode dormir quando se tem de construir tanta coisa. E é fato consumado, porque sem isso você não produz petróleo. (...) Se não entrar (petróleo), eu não consigo atender à curva de produção", disse a executiva.
Os atrasos não são apenas da indústria naval, de acordo com ela. Na fala aos universitários e mestres, ela evidenciou que já conta com os atrasos, apesar de repudiá-los.
"Para a produção dos 4,2 milhões de barris de óleo em 2020 precisamos ter no Brasil 50 novas sondas de perfuração entre 2012 e 2020. (...) As contratadas no exterior, todas atrasaram. (...)Foram feitas na China, na Coreia porque não havia condição de preparar os estaleiros para que fossem feitas aqui. O fato é o seguinte: para atrasar lá fora, que atrase aqui. Porque lá fora somos mais um e aqui nós somos a Petrobrás. Então, aqui está gerando emprego, gerando renda, gerando aprendizado", disse.
Cada sonda, uma espécie de navio com tecnologia de ponta para extrair óleo das profundezas do pré-sal, custa cerca de US$ 800 milhões. Serão as primeiras fabricadas no Brasil. Graça quer saber exatamente onde serão feitas, por quem e como, para evitar a repetição dos atrasos que levaram a companhia a descumprir as metas de produção no passado.
"Nós acompanhamos sistematicamente, religiosamente. Eu acompanho todos os meses mais de 400 projetos. Vira uma guerra atrasar projeto para a Petrobrás. Não pode atrasar."
Até agora, só uma sonda começou a ser construída no Brasil, com o corte de chapa (primeira tarefa da fabricação) iniciado em junho no estaleiro Keppel Fels (RJ). Um sinal do atraso é o fato de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apesar de estar com o trâmite interno adiantado, só prever o início da liberação dos recursos no fim do primeiro semestre de 2013.
Em tese, ainda há tempo útil para recuperar o cronograma. Pelo menos um estaleiro envolvido na disputa da Ocean Rig garante encurtar a construção da sonda para 36 meses. Mas os prazos ficam cada vez mais apertados.
Fonte: MSN
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Fogo em plataforma de petróleo no Golfo deixa desaparecidos

Fogo em plataforma de petróleo no Golfo deixa desaparecidos

Risco ao meio ambiente é baixo e fogo já foi extinto
Houston/Nova York – Uma plataforma de petróleo no Golfo do México operada pela Black Elk Energy, sediada em Houston, ficou em chamas nesta sexta-feira, deixando pelo menos duas pessoas desaparecidas e ferindo gravemente várias outras, disseram autoridades dos EUA e da Louisiana.
Segundo a porta-voz da Black Elk, Leslie Hoffman, o fogo foi extinto. Ela disse que uma resposta emergencial está em andamento, mas declinou dar mais comentários, dizendo que a empresa deve emitir um comunicado no final desta sexta-feira.
A Guarda-costeira norte-americana afirmou que 11 pessoas foram levadas por helicópteros para hospitais enquanto outros nove para outras unidades de energia nas proximidades. Buscas e helicópteros de resgate estavam vasculhando a área, ao sul de Grand Isle, na Louisiana.
Nenhuma fatalidade foi confirmada, mas dois trabalhadores estão desaparecidos. Os 11 feridos incluem quatro que sofreram queimaduras e ficaram em estado crítico no oeste da Louisiana, disse o porta-voz do hospital, Jefferson Medical Center.
Quando pegou fogo, 22 trabalhadores estavam a bordo da plataforma de águas rasas, que não estava em operação de perfuração ou de produção de petróleo e gás, disse a Guarda Costeira.
Um brilho de óleo está sendo monitorado em águas próximas. A Guarda Costeira disse que parecia haver pouco risco de um grande derramamento de petróleo porque a produção foi encerrada antes do fogo, e Black Elk disse às autoridades que qualquer vazamento pode ser abaixo de 28 litros.
Fonte: Petróleo ETC


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Brasil é uma potência tecnológica na exploração de pré-sal, diz Viana


Geólogo aponta os desafios tecnológicos no setor de O&G
NNpetro Júlia Moura
Mais de um terço das descobertas mundiais em águas profundas e ultra-profundas nos últimos cinco anos é atribuída à Petrobras. Quanto ao pré-sal, a estatal esteve presente em 100% das descobertas. Desde 2010, o volume de reservas da Petrobras cresceu 8%. Mas, para conquistar maior autonomia energética, o país precisa continuar apostando em avanço tecnológico na área de exploração de petróleo e gás, segundo o geólogo da Petrobras, Adriano Viana, responsável pela descoberta de pré-sal no poço de Tupi, na Bacia de Santos.
“O Brasil é uma potência tecnológica na exploração de pré-sal e já  tem autonomia  energética . Sem dúvida, em uma década o país estará produzindo plenamente no pré-sal”, avalia Viana, em entrevista ao NNpetro durante o Congresso Nacional de Oceanografia, no Rio de janeiro.
O desafio - encarado pelo Brasil como uma grande oportunidade para  aumentar a produção de óleo e gás e iniciar uma revolução tecnológica - é a exploração das reservas de hidrocarbonetos localizadas em águas profundas e ultra-profundas, podendo ultrapassar 7 mil metros de profundidade. É o caso do poço de Lula, também na Bacia de Santos, em que a extração do petróleo nessa formação de pré-sal brasileiro tem que vencer 7,6 mil metros de profundidade, recorde de perfuração brasileira. Além da complexidade geológica, Viana aponta outro desafio: a complexidade ambiental. 
“Trabalhar em águas profundas e ultra-profundas é um desafio. A Petrobras já tem esta tradição na Bacia de Campos, que atua nesta área há mais de 20 anos, e é reconhecida mundialmente pela liderança em tecnologia. O desafio hoje é muito mais uma questão de relação dos fornecedores de equipamento e tecnologia para atender a demanda”, diz Viana.
Indústria X meio acadêmico
A projeção de exploração das reservas brasileiras é de um total 15 bilhões de barris recuperáveis, com grande chance de superar esta marca, segundo  Viana. Para alcançar este número, se faz necessário uma aproximação da indústria com o meio acadêmico. A companhia busca produzir 4,2 milhões de barris diários em 2020, tendo que duplicar a produção em menos de uma década.
“Indo para áreas de fronteira temos condições de explorar camadas de muito valor, além de melhorar o fator de recuperação de campos já descobertos. Para isso, precisamos de tecnologia de ponta, além de investir em capital humano. A demanda é tão grande que os fornecedores estão sobrecarregados. Nós exigimos muito deles. O desafio hoje é a indústria acompanhar o ritmo de demanda da Petrobras”, aponta o geólogo.
A companhia investiu fortemente em investigação e desenvolvimento (I&D) e em parceria com empresas de serviços e equipamentos, como a Schlumberger e a Baker&Hughes. A Petrobras é a quarta maior do seu setor que investe em I&D. Entre 2001 e 2010, a estatal cresceu 59% na área de recursos humanos em exploração e produção (E&P). “A exploração tem que estar pautada em custo, tempo e investimentos. Os desafios são na área de conteúdo nacional, competitividade aliada à sustentabilidade, além da simplificação e padronização”, finaliza Viana, lembrando que “este é o momento da Petrobras resgatar o seu investimento”.
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Forças Armadas farão exercícios militares na região do pré-sal

Forças Armadas farão exercícios militares na região do pré-sal

A ação acontece nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e fazem parte da Operação Atlântico 3, que realiza exercícios na chamada “Amazônia Azul”
As Forças Armadas brasileiras realizarão, a partir da próxima segunda-feira (19), exercícios militares em áreas estratégicas, como portos, refinarias de petróleo, usinas hidrelétricas e nucleares.
A ação acontece nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e fazem parte da Operação Atlântico 3, que realiza exercícios na chamada “Amazônia Azul” -espaço marítimo de 3,5 milhões de quilômetros quadrados e que abriga reservas de petróleo e gás da área do pré-sal.
Participarão dos exercícios 10 mil militares das três forças -Exército, Marinha e Aeronáutica-, em exercícios como controle da área de tráfego marítimo, missões de intercetação, defesa de costa, patrulha marítima, transporte aéreo logístico, defesa antiaérea e controle do espaço aéreo.
Serão utilizados na operação dois navios escolta, dois navios de apoio, dois submarinos, três navios-patrulha e seis helicópteros da Marinha.
O Exército participará com 96 viaturas leves, 101 viaturas de transporte, nove viaturas blindadas e nove ambulâncias.
A Força Aérea colocará à disposição quatro aeronaves de ataque, cinco de patrulha, cinco de transporte e um helicóptero.
Fonte: Gazeta do Povo
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Oceanógrafo defende controle ambiental na área de exploração do pré-sal



A sustentabilidade dos oceanos é um dos principais temas de debate do 5º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO'2012), aberto nesta terça-feira (13/11), no Rio de Janeiro. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do congresso, Carlos Leandro da Silva Júnior, vice-presidente da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano), defendeu controle ambiental na área de exploração do pré-sal.
“A gente tem visto aumento da produção de petróleo e a discussão no Congresso em torno da divisão dosroyalties do petróleo, mas ninguém bota a questão ambiental no âmbito do pré-sal. Ou seja: o que está se fazendo na realidade para um bom monitoramento ambiental da região que ninguém conhece?”.
Leandro enfatizou a necessidade de se evitar o que ocorreu na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Ali, disse, os trabalhos de exploração e perfuração começaram a ser efetuados antes da realização de estudos ambientais. Com isso, perderam-se as referências de como era o ambiente naquele local, indicou o presidente do CBO'2012.
Ele ressaltou a importância da linha base do processo de conhecimento, para evitar consequências negativas no futuro. “Como você vai preservar uma coisa que não conhece?”, indagou, para acrescentar: “A gente acha que antes de começar a produção e os investimentos, a preocupação deveria ser a realização de estudos em oceanografia para desenvolver o conhecimento na região, ter o mapeamento de tudo da área de biologia, de pesca, química, sísmica, para depois poder furar”. Prejuízos à flora e à fauna marinha serão abordados. “Não se pode mitigar alguma coisa sem conhecer antes”, reiterou.
Outra preocupação diz respeito à questão das energias renováveis nos oceanos. Isso envolve, segundo o presidente do congresso, a geração de energia a partir das ondas e a energia eólica no mar. “São temas que têm de ser discutidos”. Os corais encontrados em águas profundas e os impactos das mudanças climáticas nos corais são outros temas que serão debatidos durante o encontro, que se estenderá até o próximo dia 16.
Carlos Leandro salientou, ainda, a questão da gestão e da segurança dos portos. “Em um país como o nosso, que precisa crescer, porto é fundamental do ponto de vista de exportação e importação. O Brasil precisa ter bons portos, com segurança operacional, com conhecimento das áreas do entorno”. É preciso que os portos estejam preparados para grandes acidentes, com planos de emergência para as áreas, defendeu.
O monitoramento e a mitigação de vazamentos de óleo no mar serão examinados durante o congresso, para evitar que incidentes possam vir a afetar, inclusive, outros países, alertou o vice-presidente da Aoceano. É preciso, reforçou, que as pessoas atentem para o fato que o Brasil possui 8 mil quilômetros de costa e vejam a importância das espécies do oceano profundo e não somente das praias. “Tem que ver a importância do oceano no seu aspecto mais amplo”.
Além de workshops, visando a elaboração de propostas que serão encaminhadas à sociedade, o congresso contará com palestras de especialistas e apresentação de 1.360 trabalhos científicos. O evento conta com apoio da Marinha, da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Está prevista palestra sobre a importância da oceanografia para a estratégia da Marinha. Durante o congresso, serão comemorados os 35 anos do curso de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O CBO'2012 objetiva apresentar novos conhecimentos por meio de pesquisas técnicas e científicas na área dos oceanos. Essa é a primeira vez que o evento é promovido no Rio de Janeiro, estado considerado pela Aoceano uma referência no Brasil no que tange a questões no mar.
Em paralelo, ocorrerá a 7ª Feira Técnico-Científica Brasil Oceano, para apresentação, promoção e comercialização de novos produtos, serviços e tecnologias. Leandro revelou que a feira pretende estimular alunos do segundo grau de escolas públicas e privadas a conhecerem equipamentos usados em oceanografia, entre os quais um radar que mede correntes remotamente. A feira destaca também projetos ambientais desenvolvidos por organizações não governamentais (ONGs). “As ONGs não podem ficar fora do processo, porque além de formadoras de opinião, elas são uma forma de pressionar o setor produtivo a ter políticas ambientais”.
Fonte: Jornal do Brasil
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FPSO Cidade de São Paulo tem construção finalizada



Unidade de produção será instalada no campo de Sapinhoá, no polo Pré-Sal da Bacia de Santos
14/11/2012
Rio de Janeiro (RJ) - A Petrobras, juntamente com seus parceiros BG Group e Repsol Sinopec Brasil e por meio de sua afiliada Guará-BV, comunicou hoje (14),  que no dia 11 de novembro o FPSO Cidade de São Paulo teve sua construção finalizada e saiu do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis. O FPSO encontra-se efetuando testes finais, em águas abrigadas, e deve seguir para a locação definitiva nos próximos dias.
 
As obras de conversão do casco do FPSO Cidade de São Paulo foram realizadas no estaleiro Cosco, na China. As obras de instalação, montagem e integração dos módulos se iniciaram no começo de 2012, sendo esta etapa totalmente executada no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis. 
 
A unidade será instalada no campo de Sapinhoá, no polo Pré-Sal da Bacia de Santos, em profundidade de água de aproximadamente 2.200 metros. A expectativa é que o 1º óleo do FPSO Cidade de São Paulo ocorra em janeiro de 2013, com a interligação do primeiro poço produtor. Na sequência ocorrerão as interligações dos demais poços, perfazendo no total seis poços produtores e cinco poços injetores.
Fonte: Macaé Offshore
 
A FPSO Cidade de São Paulo tem capacidade para produzir até 120 mil barris por dia de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.
 
O consórcio do Bloco BM-S-9 é operado pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda (30%) e a Repsol Sinopec Brasil S.A. (25%)
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Chefe da Opep vê 2013 confortável para o petróleo



LONDRES - O secretário geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) disse não estar preocupado com o cenário do mercado de petróleo para 2013, uma vez que o grupo exportador produz um milhão de barris por dia (bpd) a mais do que a meta oficial de produção, sem o enfraquecimento dos preços.
"Eu realmente não estou preocupado. Estou ansioso por 2013. Será, eu espero, um ano confortável para a Opep e para o preço do petróleo", disse Abdullah al-Badri em entrevista nesta terça-feira.
Os comentários indicam que o grupo de países exportadores, que se reúne em Viena no próximo mês, não deve fazer grandes mudanças em sua política de produção.
A Opep está produzindo 1 milhão de bpd a mais do que o teto de produção de 30 milhões de bpd, disse ele, e de acordo com estimativas do grupo, a demanda pelo petróleo da Opep vai cair em 2013 para uma média de 29,72 milhões de bpd, uma vez que vai aumentar a oferta de países não membros.
A produção aumentou este ano com uma expansão da capacidade de exportação do Iraque e alta produção da Arábia Saudita compensando a reduzida oferta do Irã, cuja produção teve forte queda este ano devido às sanções do Ocidente.
Badri disse que há um excedente no mercado, mas que não está preocupado com isso.
"Há um excesso de oferta, talvez 500 mil a 600 mil barris por dia, mas eu não acho que será um problema. Se você olhar para a situação do mercado, estamos produzindo 31 milhões de barris por dia, 1 milhão acima do nível acordado, mas o mercado ainda está a 110 dólares o barril. Então vamos esperar para ver."
O Iraque aumentou a oferta iraquiana em cerca de 500 mil barris por dia este ano e o mercado absorveu o volume extra, disse Badri, acrescentando que o Iraque pode acrescentar a mesma quantia de petróleo em 2013.
Fonte: Reuters
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