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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Justiça suspende liminar que impedia Chevron de operar no Brasil


Petrolífera trabalha em parceria com as agencias reguladoras para reiniciar suas atividades
Redação NNpetro 
A Chevron Brasil anunciou que está satisfeita com a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região em suspender a liminar que impedia a petrolífera de realizar suas atividades no Brasil. Em comunicado, a empresa afirma que "está satisfeita com a decisão da justiça de 27 de novembro, que rejeita a medida cautelar" de suspensão de suas operações no Brasil".
A Chevron havia suspendido voluntariamente suas atividades de produção em março de 2012, em função da identificação de um novo e pequeno ponto de afloramento de óleo no campo Frade, localizado na Bacia de Campos,na costa norte do estado do Rio de Janeiro. Em agosto, a empresa apresentou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) seu plano de retorno à produção no campo.
Em nota, a Chevron informa que trabalha junto às agências reguladoras para uma retomada segura de suas operações. A empresa ainda continua com as atividades suspensas e aguarda uma decisão da ANP.
Entenda o caso
Em novembro de 2011, um vazamento ocorrido no Campo de Frade, explorado pela Chevron, fez com que cerca de 3.600 barris de petróleo fossem derramados em águas oceânicas. Em março deste ano, houve outro acidente menor com a empresa, na mesma área de exploração, que levou a Chevron à paralisar voluntariamente suas operações.
Em agosto, a Justiça suspendeu as atividades exploratórias da Chevron e Transocean, a maior operadora de sonda de perfuração de petróleo do mundo. Ambas as empresas apelaram da decisão judicial. Na ocasião, a Petrobras apoiou a Transocean e ainda ofereceu ajuda jurídica. A Chevron ainda pagou uma multa de R$ 35,1 milhões por 24 infrações ligadas ao vazamento de Frade.
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Se fosse um país, Rio de Janeiro seria o 18º maior produtor de petróleo

Se fosse um país, Rio de Janeiro seria o 18º maior produtor de petróleo


Potência energética. Rio terá R$ 122 bilhões em investimentos no setor. Especialistas alertam para necessidade de viabilizar sistemas de produção no pré-sal e recuperar produtividade da Bacia de Campos
O Estado do Rio receberá R$ 122,4 bilhões em investimentos em energia entre 2012 e 2014, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O valor representa 58% do total a ser investido no estado no período e está concentrado no setor de óleo e gás (R$ 114,2 bilhões), carro-chefe da economia fluminense. O Rio é uma potência petrolífera. Responsável por cerca de 80% da produção brasileira, ele produziu em média 1,5 milhão de barris de óleo equivalente (inclui óleo e gás) por dia em setembro, bem à frente do segundo colocado, o Espírito Santo (317,8 mil barris por dia). Se fosse um país, ocuparia o 18º lugar no ranking mundial, deixando para trás nações como Indonésia e Índia.
A descoberta do pré-sal pode mudar esse panorama, ao ampliar a produção de petróleo de São Paulo e Espírito Santo. Isso impõe desafios à indústria petrolífera do Rio, especialmente num momento em que se discute a perda dos royalties do petróleo por estados produtores, após a aprovação no Congresso do projeto de lei do Senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que redistribui esses recursos. Para especialistas, entre os desafios estão viabilizar a produção no pré-sal em litoral fluminense, a até sete mil metros de profundidade, e recuperar a produtividade da Bacia de Campos, principal província petrolífera do país, onde a Petrobras iniciou a exploração em alto-mar nos anos 70.
Criar “parque de fornecedores local” é desafio
Dos R$ 114,2 bilhões que serão investidos em projetos de petróleo e gás no Rio, R$ 107,7 bilhões virão de Petrobras e parceiros. O montante será destinado ao desenvolvimento de campos do pré-sal e pós-sal e a projetos de apoio, como construção de dutos para escoamento, sondas e plataformas. O plano de negócios da estatal prevê que, entre 2012 e 2014, entrarão em operação dez novos grandes sistemas de produção nas bacias de Campos e Santos, a nova fronteira petrolífera nacional. Seis deles estão em águas sob jurisdição do Rio: Cidade de Paraty, Papa Terra (P-61 e P-63), Roncador Módulo III (P-55), Roncador Módulo IV (P-62) e Cidade de Mangaratiba. Será um mar de encomendas para a cadeia produtiva.
- Temos o desafio de trazer mais fornecedores para o Estado do Rio. Fizemos um bom trabalho com os centros de pesquisa e, agora, temos de aproveitar essa onda de investimentos para consolidar um parque de fornecedores local – explica Cristiano Prado, gerente de Competitividade da Firjan.
Os novos sistemas de produção vão se unir a campos no pré-sal que passaram a operar recentemente – o primeiro óleo foi extraído em setembro de 2009. E o Rio aparece com destaque de novo. Hoje, dos seis campos em operação no pré-sal, metade está no litoral fluminense: Marlim (área de Brava), Barracuda e Caratinga (áreas de Carimbé e Nautilus), e Marlim Leste (Tracajá). Juntos, eles produzem em média 43,8 mil barris de petróleo por dia, ou 22% da produção brasileira no pré-sal.
Potencial também em águas rasas
Também há promessas em águas rasas. A OGX, empresa do grupo de Eike Batista, pretende iniciar a atividade de dois FPSOs (navios que processam e armazenam petróleo) na Bacia de Campos, para desenvolver os campos de Waimea e Tubarão Martelo em 2013. Em outubro, a produção média mensal da OGX foi de 10,3 mil barris de óleo equivalente. O número é bem mais modesto que o da Petrobras, mas nem por isso menos importante. A empresa planeja investir, só no ano que vem, US$ 1,2 bilhão, ou quase R$ 2,5 bilhões. Mais negócios para os fornecedores.
Paralelamente aos investimentos em novos projetos, a Bacia de Campos vai receber uma enxurrada de recursos para elevar sua produtividade. Em atividade há mais de 30 anos, boa parte de seus campos está madura, com produção em declínio. A Petrobras tem duas unidades operacionais (UO) que respondem pelas plataformas daquela bacia: a UO-Bacia de Campos e a UO-Rio. A empresa vai investir US$ 6,3 bilhões até 2016 para recuperar os índices de eficiência operacional dessas unidades. A meta é voltar ao patamar de 90%, contra os 70% deste ano.
Para o secretário estadual de Desenvolvimento do Rio, Júlio Bueno, os pesados investimentos em petróleo e gás seguem a vocação natural do estado. Ele frisa, porém, que o governo estadual está empenhado na diversificação:
- Temos aportes em infraestrutura, com destaque para os portos, e o polo automotivo no Sul Fluminense, que ganhou força com a vinda da Hyundai. O petróleo é nossa alavanca, mas temos projetos em várias áreas – afirma. No levantamento da Firjan, a geração de eletricidade responderá por R$ 8,2 bilhões até 2014, dentro daqueles R$ 122,4 bilhões. A cifra representa basicamente o investimento na usina nuclear de Angra 3 (1.405 megawatts). Ao lado de Angra 1 e 2, ela atenderá, a partir de 2016, a cerca de 60% da demanda por eletricidade do estado.
Fonte: Globo
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Comerciantes e políticos se unem em prol dos royalties



Comércio do Rio fechou as portas mais cedo em protesto dos royalties do petróleo
NNpetro - Adriano Nascimento 
Comerciantes, artistas e políticos marcaram presença na passeata dos royalties do petróleo. Os manifestantes pretendem com o ato, pressionar a presidenta Dilma Rousseff a vetar o projeto que modifica a distribuição dos royalties do petróleo, que poderá causar uma perda de R$ 2,079 bilhões ao Rio de Janeiro só em 2013.
Para o presidente do Saara (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega), Enio Bittencourt, 79 anos, que está à frente do comércio local há 20 anos, a decisão da presidenta em favor do projeto de lei aprovado na Câmara irá trazer perdas impactantes para o Estado.
“Os royalties vão mexer com a economia do Rio de Janeiro. O Governo vai poder contribuir com a melhoria do Saara caso a porcentagem destinada ao Rio de Janeiro não seja alterada”, disse Bittencourt.
Bittencourt acredita que a presidenta Dilma terá bom senso e equilíbrio para esta decisão. “Ela é uma mulher que tem bom senso e equilíbrio. Creio que vai fazer justiça para evitar prejuízos para o estado do Rio”.
O presidente do Saara, ainda lembra que caso Dilma não vete, os principais fatores que poderão prejudicar o comércio carioca, serão principalmente as obras de expansão local. “As obras de repaginação do Saara com as reformas para melhorar a localidade serão afetadas”, afirmou.
Bittencourt concorda com o governador do Estado, Sérgio Cabral, que diz que faltará dinheiro para aplicar em setores como saúde, educação e infraestrutura. “Concordo com ele (Sérgio Cabral). Ele tem o apoio dos comerciantes do Saara”.
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Caravanas dos municípios do Rio chegam ao protesto dos royalties


Manifestação conta com três mil pessoas de Campos dos Goytacazes
NNpetro - Adriano Nascimento 
Começou às 14h, desta segunda-feira (26), na região central do Rio, a manifestação contra a nova distribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados brasileiros. O objetivo do protesto é sensibilizar a presidenta Dilma Rousseff para que o projeto seja vetado.
A manifestação uniu a população do Estado do Rio e seus Municípios produtores em prol do veto da presidenta Dilma ao projeto de lei aprovado pela Câmara no mês passado. A passeata foi iniciada por um trio elétrico, que frisou por diversas vezes o slogan “Veta, Dilma: contra a injustiça, em defesa do Rio".
Em entrevista ao NNpetro, o diretor-administrativo da Prefeitura da Cidade de Campos dos Goytacazes, Alcimar da Silva Carvalho, 52 anos, disse que a expectativa é grande sobre o protesto. “A esperança é que o veto da presidenta Dilma não cometa uma injustiça com Campos. Já que a cidade representa 85% da produção de petróleo”, afirmou.
Carvalho afirmou que espera uma caravana de aproximadamente 60 ônibus (vindos de Campos), com aproximadamente três mil pessoas para participarem do ato. O diretor também ressaltou que a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, já avisou que ela vai “entregar as chaves da cidade para a presidenta Dilma” se o projeto não for vetado.
“Caso a Dilma não vete o projeto dos royalties, haverá em Campos menos dinheiro para saúde, educação, saneamento básico e entre outros”, conclui Carvalho.
Até o momento, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não compareceu à manifestação.
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Campos já passou seu ápice de produção, diz Petrobras

Campos já passou seu ápice de produção, diz Petrobras


O gerente-geral da Unidade Operacional Rio de Janeiro, Eberaldo de Almeida Neto, comentou que as bacias maduras têm potencial declinante.
Rio de Janeiro – A gerente-executiva de Engenharia de Produção de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Solange Guedes, afirmou nesta quarta-feira que “a Bacia de Campos (unidades mais maduras) já passou de seu ápice de produção, isso é fato”.
Já o gerente-geral da Unidade Operacional Rio de Janeiro, Eberaldo de Almeida Neto, comentou que as bacias maduras têm potencial declinante. Segundo ele, a eficiência representa o quanto se consegue extrair deste potencial. “Queremos melhorar a eficiência”, disse.
Segundo Solange, os US$ 710 milhões que serão investidos no Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) da Unidade Rio de Janeiro da Bacia de Campos gerarão retorno de até US$ 2,2 bilhões. De acordo com ela, é um investimento preventivo e de sustentação da produção que gera resultados.
A Unidade Rio de Janeiro responde por 47% da produção em áreas mais novas. A mais antiga tem 12 anos. A unidade tem 91% de eficiência e tem como meta chegar a 94% em 2016.
A Unidade Bacia de Campos, por sua vez, responde por 24% da produção em plataformas mais antigas. A partir de 2009, houve queda da eficiência, chegando a 70%. Com o programa, hoje a eficiência já subiu a 72%. O Proef, neste caso, visa recuperar a produção.
Manutenção
Segundo Eberaldo Neto, as paradas para manutenção da Petrobras vão acontecer a partir de agora a cada três anos. Antes, era avaliado caso a caso, e não havia cronograma estabelecido. Segundo ele, o objetivo é tornar as paradas mais previsíveis para a empresa e para o mercado, o que pode reduzir seu tempo. As paradas devem ser em média de 15 dias.
Fonte: Sabrina Valle, do ESTADÃO
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OGX compra 40% de ativos da Petrobras no Bloco BS-4



A compra e venda em questão está sujeita à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

 Rio de Janeiro (RJ)- A OGX Petróleo e Gás, braço petrolífero do grupo EBX, anunciou nesta segunda-feira que celebrou contrato com a  Petrobras no qual estabeleceu a aquisição de participação de 40% na concessão do Bloco BS-4, localizado na Bacia de Santos. O preço de aquisição da participação de 40% no Bloco BS-4 foi de US$270 milhões. A compra e venda em questão está sujeita à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
 
“Estamos muito satisfeitos com essa aquisição, que demonstra que a OGX está atenta às oportunidades de negócio, no Brasil, que possam contribuir para o crescimento do seu portfólio", comentou Luiz Carneiro, diretor presidente da OGX.
 
De acordo com a petroleira, os direitos de concessão do Bloco BS-4 pertencem ao consórcio formado ainda pela Queiroz Galvão Exploração e Produção SA, com 30% de participação e operadora, e a Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda., com os 30% restantes, participações essas que permanecem inalteradas.
 
O Bloco BS-4 contém dois campos de óleo do pós-sal denominados Atlanta e Oliva. Os campos estão localizados a 185 km da costa brasileira em lâmina d’água de aproximadamente 1.500 metros, com óleo de 14º a 16º API. Os Planos de Desenvolvimento dos campos, recentemente revisados, estão em fase de análise pela ANP.
 
 
Fonte: Macaé Offshore
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Radix abre vagas para 100 universitários


Programa “Geração Desafio” será lançado em dezembro
Redação NNpetro 
A Radix – de engenharia e software – lança o programa  “Geração Desafio”. O projeto tem como objetivo cooperar com a formação dos universitários ligados à área de desenvolvimento de software oferecendo conhecimentos extracurriculares. A 1ª turma – projeto piloto – será voltada aos estudantes dos cursos da Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Engenharia Eletrônica e da Computação e Sistemas de Informação do Estado do Rio de Janeiro. O programa ocorrerá na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no dia 08 de dezembro, às 8h15 horas, no Barra Prime. No total, são 100 vagas em aberto para universitários.
O Geração Desafio é uma oportunidade para os estudantes alinharem o ensino acadêmico com a prática do dia a dia das empresas. Nessa edição inaugural a Radix uniu profissionais renomados que irão palestrar sobre meio-ambiente e tecnologia, desafios de TI, desenvolvimento de software ágil, entre outros assuntos. Nomes como Cecília Gandra, Diretora de TI da Rede Globo, Sérgio Besserman, economista e comentarista do Bom Dia Rio, e Maurício Aniche, especialista, mestre e doutor em Ciência da Computação pela USP, já estão confirmados.
Além das palestras, os universitários participarão de uma dinâmica promovida pela Radix, empresa com o título de bicampeã de “Melhor Empresa Para Trabalhar no Rio de Janeiro”, 2011 e 2012. Os estudantes serão observados e, aqueles que se destacarem e estiverem dentro do perfil da empresa poderão ser contratados. Competências como empreendedorismo, paixão por desafios e dinamismo serão consideradas.
A instituição acredita que as empresas brasileiras precisam estar dispostas a contratar mão-de-obra recém-formada e treiná-la para o mercado. “Queremos que esses estudantes conheçam um pouco melhor o que o mercado está fazendo na área de software para missões críticas, e também contribuir para a formação deste profissional, tanto na parte técnica quanto comportamental”. – declarou Luiz Rubião, CEO da Radix.
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