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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Como funciona o refino de petróleo(Tratando e misturando as frações obtidas no refino de petróleo)


Tratando e misturando as frações obtidas no refino de petróleo

Frações destiladas e processadas quimicamente são tratadas para que as impurezas como compostos orgânicos contendo enxofre, nitrogênio, oxigênio, água, metais dissolvidos e sais inorgânicos sejam removidas. O tratamento costuma ser feito ao passar as frações pelas seguintes etapas:
  • uma coluna de ácido sulfúrico remove hidrocarbonetos insaturados (os que possuem ligações duplas carbono-carbono), compostos de nitrogênio, compostos de oxigênio e sólidos residuais (alcatrão, asfalto)
  • uma coluna de absorção preenchida com agentes secantes para remover a água
  • tratamento para remover o enxofre e compostos de enxofre

Foto cedida Phillips Petroleum
Plásticos produzidos a partir de frações de petróleo refinado
Após o tratamento das frações, elas são resfriadas e misturadas para formar vários produtos, tais como:
  • gasolina de vários tipos, com ou sem aditivos
  • óleos lubrificantes de diferentes pesos moleculares e tipos (por exemplo, 10W-40, 5W-30)
  • querosene de vários tipos
  • combustível de aviação
  • óleo diesel
  • óleo combustível
  • diferentes tipos de produtos químicos para a produção de plásticos e outros polímeros.
Fonte:Craig C. Freudenrich, Ph.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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Nova técnica reduz tempo e custo de prospecção


Uma empresa ainda em gestação na incubadora da Coordenação dos Programas de Pós Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), tocada por um geólogo e um oceanógrafo cariocas, desenvolveu uma nova tecnologia de prospecção de petróleo no mar que pode revolucionar o setor, barateando muito os custos da busca por novos reservatórios. Chamada modelagem inversa, a técnica permite descobrir, com elevado grau de certeza, o local de origem de manchas de óleo na superfície decorrentes de vazamentos expontâneos dos reservatórios por fendas geológicas, reduzindo em até 75 vezes o tamanho da área a ser investigada.
O oceanólogo Manlio Mano, de 36 anos, graduado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e doutorado em modelagem computacional na Coppe, explica que o modelo desenvolvido por ele e pelo geólogo Carlos Beisl, de 41 anos, seu sócio na empresa OilFinder, permite percorrer exatamente o caminho inverso ao da mancha, detectada por satélite, até a fenda pela qual o óleo escapou do reservatório, geralmente em decorrência de um dos muitos pequenos abalos sísmicos que ocorrem o tempo todo no solo marinho.
O cientista explica que a técnica teve origem na sua tese de doutorado e levou três anos em processo de validação (testes). Em parceria com a Coppe, a Petrobras testou com sucesso a tecnologia, inclusive no campo de Lula (ex-Tupi), quando este já estava descoberto.
De acordo com o técnico carioca, de 80% a 90% das áreas identificadas nos testes feitos pela Petrobras e pela Coppe estavam sobre estruturas compatíveis com o óleo encontrado na superfície. O índice de acerto esperado, segundo ele, era de 30% a 40%.
Como os resultados dos testes feitos pela Petrobras são segredos comerciais dela, a OilFinder decidiu fazer ela mesma um teste em uma área ainda não licitada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A área em questão, de 43 quilômetros quadrados, fica a sudeste de Cabo Frio (RJ), na vizinhança dos blocos exploratórios BM-C-44 e BM-C-46 e dos campos de produção de Maromba e Papa Terra. A localização exata do seu centro é longitude 41°12’15″ Oeste e latitude 26°37’07″ Sul.
A modelagem inversa mostrou que três manchas, uma delas localizada a mais de 60 quilômetros do ponto de origem, convergiam para o mesmo ponto. Os resultados ainda são inéditos e serão divulgados hoje por Mano em um evento do qual participará em Curitiba.
Segundo o cientista, a convergência mínima de três manchas para a mesma origem é o critério de confiabilidade que permite a divulgação do resultado, embora haja outras variáveis envolvidas na análise. Foi estabelecida uma escala decrescente de 1 a 6 para definir o nível de confiabilidade de um teste realizado, na qual 1 corresponde à confiabilidade máxima e 6, à mínima. O teste feito pela OilFinder recebeu confiabilidade nível 4.
Como não há limite para a idade das imagens de satélite utilizadas para detectar a origem das manchas, Mano explica que fica fácil saber se determinada mancha veio de uma fenda ou de alguma poluição ambiental provocada pelo homem. Basta usar uma imagem mais antiga do que as instalações de origem humanas existentes na região que possam ter liberado uma mancha de óleo (plataformas, portos e outros).
Mano disse que a tecnologia é com certeza inédita no Brasil e quase com certeza, no mundo. Segundo ele, dois fornecedores de imagens de satélite (todos são estrangeiros) já procuraram a OilFinder para negociar a venda do pacote completo, o que seria uma prova do ineditismo da técnica também fora do Brasil.
Agora, os dois sócios vão preparar pacotes com estudos das áreas que serão licitadas na 11ª Rodada de licitações da ANP, marcada para setembro. Mano disse que o planejamento da OilFinder, fundada com investimentos de R$ 20 mil (ela usa, em regime de aluguel, o supercomputador da Coppe para fazer seus trabalhos), a empresa planejava faturar US$ 2 milhões em 2010/2011, mas está revendo esse plano após a divulgação pela ANP da realização dos leilões.
O técnico esclarece que a tecnologia que ele e Beisl desenvolveram não elimina nenhuma das etapas convencionais de um trabalho de prospecção de óleo. “Ela vem para orientar o planejamento e aumentar a taxa de sucesso”, pondera o cientista.
Segundo o técnico e empresário, a tecnologia da OilFinder permite, por exemplo, que uma empresa que precisa furar dois poços para avaliar uma determinada área, mas que só tem recursos para um, decidir com segurança qual o melhor ponto para fazer essa única perfuração.
Fonte: Valor Econômico
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Acadêmicos defendem criação de centro de prevenção de vazamento de óleo no mar


Rio de Janeiro – O diretor de Tecnologia e Inovação da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Segen Estefen, disse na quarta-feira (01/02) à Agência Brasil que o primeiro vazamento na área do pré-sal, ocorrido na terça (31) em um poço operado pela Petrobras na Bacia de Santos, reforça a necessidade de criação, no país, de um centro de monitoramento e prevenção de acidentes no mar. A sugestão da academia já foi encaminhada ao Ministério de Minas e Energia.
A Petrobras dispõe de nove Centros de Defesa Ambiental (CDA) que atuam no combate a vazamentos de óleo e outras emergências no mar. São os CDAs do Rio de Janeiro, Macaé, São Paulo, Bahia, Sul, Centro-Oeste, Rio Grande do Norte, Maranhão e Amazônia. Segundo informou a assessoria de imprensa da estatal, “os centros estão à disposição também para atender outros acidentes com outras empresas, não só de petróleo”.
A Petrobras informou ainda que, embora não disponha de uma unidade específica de prevenção de acidentes no mar, essa preocupação está presente em todos os órgãos operacionais. “Não tem um centro específico para isso, mas o próprio Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) tem áreas que estudam isso”, esclareceu a estatal.
Segen Estefen avaliou, porém, que é preciso ter procedimentos bem definidos de prevenção que possam usados ao longo dos próximos anos. “A produção de petróleo vai se intensificar, a probabilidade de vazamentos vai aumentar e nós temos que ter um grupo de especialistas focados nesse assunto”, defendeu ele. Embora o volume de óleo vazado na Bacia de Campos tenha sido pequeno, estimado em 25,5 mil litros, e tenha ocorrido longe da costa (a 250 quilômetros de Ilhabela, em São Paulo), “isso não deve servir de consolo para que nós não façamos nada”.
Reforçou que o Brasil tem de desenvolver procedimentos adequados para minimizar os impactos dos vazamentos e, também, para estancá-los. Para isso, precisa ter profissionais trabalhando de forma contínua, que priorizem a proteção ambiental.
O centro deverá ser coordenado pela Coppe, mas estará aberto à participação de pesquisadores e especialistas de outras instituições. E vai se articular com programas de pesquisa e desenvolvimento dedicados às questões ligadas ao meio ambiente marítimo. “Além da vigilância que devemos ter do mar, através de imagens de satélite, que hoje já estão disponíveis na Coppe, nós temos que dar ênfase à maior confiabilidade dos equipamentos e das operações ligadas à exploração e produção de petróleo no mar”.
Fonte: Jornal do Brasil
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

SEAVENTURES - PLATAFORMA DE PETRÓLEO VIRA HOTEL "RECICLADO"



 
 
        O tema já foi tratado por nós anteriormente, como projeto do escritório Morris Architects. Plataformas de petróleo fora de uso são um grande problema. Veja os detalhes na postagem “HOTÉIS DE LUXO EM PLATAFORMAS DE PETRÓLEO DESATIVADAS”. Só que lá era apenas mais uma de nossas Boas Idéias Verdes. Esta outra plataforma foi totalmente “reciclada” e funciona como um hotel. Um extraordinário local para os amantes de esportes subaquáticos.
    
 
        Localizada na costa de Bornéu, próxima à ilha Sipadan, na Ásia, tem como referência de loocalização a Indonésia, Filipinas e Timor. Suas instalações possuem as vantagens de qualquer hotel de sua categoria, com internet, restaurante de qualidade e música ao vivo com a famosa Sea Gypsy Band. 
    
 
        Mas não é como um simples hotel que o SEAVENTURES Sipadan destaca-se. A maior atração é a possibilidade de mergulhar em suas deslumbrantes águas azuis. Amantes de mergulho e simples turistas de todas as partes do mundo o procuram. Ali é possível receber treinamento com instrutores especializados. A galeria de fotos do site mostra maravilhas do fundo do mar, impossíveis de serem vistas em outros locais.
    
 
        O hotel possui ainda um exclusivo elevador que possibilita mergulhos seguros, mesmo para inexperientes. Também é possível deslumbrar-se com tartarugas, corais e barracudas, em uma fantástica prova da diversidade biológica. 
    
 
        Nas redondezas também há muito a ser visto. Ali perto pode-se tirar fotos dos famosos nômades Laut Bajau, ou ciganos do mar. As ilhas próximas são um espetáculo à parte, deslumbrando os visitantes.
    
 
        O Seaventures é uma prova de que é possível aproveitar as instalações petrolíferas desativadas e transformá-las em centros de observação e admiração da natureza. A necessária sustentabilidade em uma de suas mais belas formas.

Álvaro Sad
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Foto - Alpinismo plataforma

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6 dicas para ser aprovado em um programa de trainee



  
Estágio não tem tanta importância no programa de trainee
Muitas pessoas ficam preocupadas durante a faculdade para realizar estágio e se possível em mais de uma empresa, porém na área de petróleo o estágio não significa grande coisa em uma vaga para trainee.
Os estudantes tem a falsa imaginação de que o estágio será aquele mar de desafios e que participará de diversas reuniões com engenheiros para tratar dos equipamentos ou operações da empresa, porém não é assim que acontece. Em grande parte das companhias os estagiário só realiza trabalho burocrático, fica o dia inteiro mandando email ou atualizando planilhas no excel.
Pelo fato da maioria dos estagiários trabalharem dessa forma, estagiar na empresa X ou Y, não faz diferença. O melhor mesmo é estagiar em uma pequena empresa prestadora de serviços, você vai trabalhar bastante, não ganhará tão bem, mas aprenderá bastante. Estagiar em um produtora de petróleo pode fornecer uma visão macro da indústria que também é ótimo em questão de aprendizagem.

Capriche na sua apresentação
Em muitos programas de trainee as empresas pedem que os candidatos façam uma apresentação em power point, assim os recrutadores podem avaliar como o candidato se comporta em uma situação desconfortável para muitos. Através da apresentação oral de cada um eles conseguem perceber se os candidatos possuem o perfil da empresa, sem falar que essa apresentação geralmente é em inglês.
Aqueles dez minutos é o tempo necessário para que cada um venda seu peixe da melhor forma possível, vale colocar foto de quando era criança e contar um pouco de como sua vida se desenvolveu até a chegada no processo de trainee, vale mostrar suas competências, vale de tudo.

Você pegaria na marreta?
Essa é uma brincadeira que eu e alguns amigos da engenharia mecânica sempre fazemos e tem uma história  verídica por trás disso.
Um estudante foi entrevistado e a recrutadora perguntou várias vezes à ele: "Você pegaria na marreta?!, Você pegaria na marreta?!". O estudante respondeu: "Se eu for aprovado, claro que eu pegaria!".
Mas o que há por trás disso?
Os trainees passam por um treinamento intenso, principalmente nas empresas prestadoras do serviços, então o recrutador quer ter certeza que se aprovado, o candidato conseguirá exercer as funções plenamente. Apesar de muitos sonharem com o trabalho embarcado, é importante ter em mente que o trabalho de um engenheiro em uma plataforma não é moleza. Não ficará dentro de uma salinha com ar-condicionado só assinando papel. Muitas vezes estará manuseando ferramentas, realizando trabalho pesado e no final do expediente estará sujo.

Saiba o que a empresa faz como se já trabalhasse lá
Isso parece mentira, mas ainda há muitas pessoas que comparecem a uma entrevista sem saber  informações sobre a empresa. Com o crescimento da internet ficou tão fácil, todas as empresas que realizam processo de trainne possuem sites atualizados com informações da área de atuação, equipamentos, quantidade de funcionários, países em que atuam, perfil corporativo.
Nas dinâmicas de grupo é comum que a empresa coloque uma plataforma ou um equipamento desmontados e peça para que os candidatos quebrem a cabeça tentando montar aquele objeto. Você pode até não saber montar, mas não ficará tão perdido se por acaso deu uma lida nos tipos de equipamento que a empresa trabalha, saberá em que situações aqueles objeto é utilizado, enfim, tem como se preparar.

Mostre vontade de trabalhar
A concorrência nos programas de trainee é enorme e o candidato aprovado faz parte de um seleto grupo de 0,2% de jovens bem preparados. A remuneração é acima da média para os recém-formados, a possibilidade de crescimento rápido, conseguir ser aprovado em uma grande empresa, todas essas são vantagens de se tornar trainee.
Então é necessário mostrar confiança nas suas palavras, o recrutador tem que perceber a vontade e a gana de trabalhar naquela empresa. Você precisa acreditar e o recrutador também que você tem a cara da empresa.
Essa informação é muito importante, principalmente nas últimas etapas porque o processo é longo e cansativo, com o passar dos meses os estudantes acabam ficando desistimulados mesmo com a aprovação em cada etapa.

Cuidado com os idiomas
Para participar de qualquer programa de trainees é importante ter um ótimo nível de inglês, então se pretende participar em breve, dê um upgrade no seu inglês, seja estudando ou viajando. É importante praticar a conversação, porém nunca descuide no português. O português mal falado pode arruinar suas chances ainda na primeira entrevista.

Fonte: QG do PETRÓLEO
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O Mercado e Orientação para ingresso nas Carreiras do Petróleo



Devido ao sucesso do texto sobre os cursos de petróleo e gás e baseado nas centenas de comentários, resolvi escrever mais este texto para ajudar os colegas que tenham a intenção de trabalhar no mercado de petróleo e gas.

Desde criança ouço falar no fim da era do petróleo. Todos os dias ouvimos falar sobre a substituição dos combustíveis fósseis por outras formas de energias renováveis. Ocorre, porém, que o petróleo, gás, carvão e seus derivados ainda vão demorar muito para serem totalmente substituídos. As outras formas de energia ainda não podem competir com os combustíveis minerais, seja por questão de preço, de armazenamento ou mesmo de eficiência.


Quando falamos de petróleo sempre lembramos de automóveis e bombas dos postos de combustíveis. Ocorre, entretanto, que essa é apenas um dos destinos do petróleo. A maioria das pessoas se esquece da indústria petroquímica. É ela quem transforma o petróleo em todos os outros sub-produtos que servem de matéria prima para uma infinidade de produtos presentes no nosso dia a dia. Quase todos os materiais sintéticos são sub-produtos do petróleo. Neles estão incluídios todos os tipos plástidos, PVC, nylon, elásticos, pigmentos de tintas, tecidos sintéticos e até alimentos industrializados.

Sendo assim o petróleo vai ter vida longa e continuará fazendo parte das nossas vidas e de muitas gerações que estão por vir.

Como se preparar para uma carreira promissora e que paga bons salários?
Primeiramente devemos seguir os conselhos válidos para qualquer carreira profissional, vejamos alguns conselhos que se deve ter em mente em relação ao mercado de trabalho de um modo gerla e no petróleo especificamente:

Uma empresa não é uma instituição de caridade:

É importante lembrar que nenhuma empresa dá emprego ao indivíduo por ser boazinha. Eles não querem saber se você está desempregado, está passando necessidades, que tem esposa e vários filhos para criar, muito menos se tem filhos com necessidades especiais ou se é uma mãe responsável pelo sustento da família. Uma empresa visa lucro e ponto final.
As empresas só contratam uma pessoa quando vêem a possibilidade desse candidato responder às expectativas, com muito trabalho e dedicação, fazendo com que se consiga atingir os objetivos propostos.
Portanto devemos nos preparar, desde cedo, para seguir uma carreira direcionada para o que gostamos de fazer. Assim poderemos ter motivação e perseverança nos momentos difíceis da profissão.

Tenha um currículo direicionado:
Quando digo em carreira direcionada, estou me referindo aos cursos voltados para a mesma área profissional. Isso significa que se o indivíduo faz uma faculdade de Economia, trabalha como vendedor e resolve fazer uma segunda faculdade de Engenharia Mecânica , ele estará sinalizando para os departamendos de RH que está perdido e não sabe o que quer na vida. Seu currículo estará totalmente sem direção.

A vida é dura e não perdôa erros cometidos quando se era jovem e escolheu uma faculdade errada. Portanto deve-se pensar muito bem em qual curso devemos entrar ao terminar o ensino médio.

Isso não significa que estaremos condenados a seguirmos uma carreira que odiamos pelo resto da vida, mas saiba que será mais difícil do que se seu currículo apontasse em uma só direção.

A especialização é boa mas experiência é mais importante:
Tenho observado que muitas pessoas vivem fazendo cursos em cima de cursos. Parece que têm medo do mercado de trabalho. Nunca se acham preparadas para o ingresso em alguma empresa.
Nesse caso, pode acontecer que, enquanto você está nos bancos escolares, um colega que se formou junto com você e ingressou em uma empresa, estará a anos luz na sua frente em termos profissionais. Isso se deve ao fato de que as empresas valorizarem mais a experiência que os cursos teóricos. Portanto busque um emprego e depois vá se especilizando de acordo com suas necessidades profissionais.

Não tente mudar de carreira depois de velho:
Isso parace cruel mas é a pura realidade. As empresas só contratam alguém que tenha mais de 45 anos de idade, se esse indivíduo tiver bastante experiência naquilo que faz. As empresas só estão dispostas a investir na formação de um profissional jovem, que pode fornecer bons retornos aos investimentos realizados.
Muitaas vezes a pessoa que mudar de carreira devido a um pequeno problema em determinada empresa. Assim, quando trabalhamos em uma empresa que não nos valoriza ou se tem um chefe de difícil relacionamento, podemos pensar que escolhemos aprofissão errada.
Analise com a cabeça fria, para ver se o problema é apenas pontual e momentâneo ou se é algo mais profundo relacionado à carreira mesmo.

Faça o que goste ou ame aquilo que faz:
Qualquer carreira profissional tem bons momentos mas também passamos por uma série de dificuldades. 

Seja por chefes exigentes demais, colegas problemáticos, metas difíceis de cumprir etc. Se não gostamos daquilo que fazemos, será muito difícil superar todos esse problemas. Portanto escolha um curso que tenha alguma coisa a ver contigo e se dedique ao máximo.

Alguns colegas têm perguntado qual o melhor curso para se entrar no mercado de petróleo e gás. Respondo sempre que tudo depende do que você gosta de fazer.

De nada adianta a pessoa buscar algum curso porque ouviu falar que essa profissão “dá dinheiro”, pois se uma pessoa teve sucesso, não significa que você terá também.

Não espere o sucesso da noite para o dia:

Como a maioria das coisas em nossas vidas, o sucesso profissional não ocorre da noite para o dia. É preciso investir tempo, dinheiro e dedicação na nossa formação e profissionalização. Não espere o reconhecimento dos seus esforços desde o início de sua carreira. As coisas boas que fazemos quase não são notadas, mas quando se faz algo errado, todos notam e procuram te crussificar. Quando alguma coisa dá errado todos apontam o dedo na nossa direção e esquecem tudo de bom que você tenha feito anteriormente.

O problema não está na idade e sim na desatualização:
No setor de petróleo e gás tenho visto senhores de mais de sessenta anos em plena atividade, sendo disputados por diversas empresas. Isso ocorre porque o petróleo requer mão de obra muito especializada, difícil de ser encontrada com facilidade. Sendo assim, percebe-se, claramente que o problema não está na idade e sim na falta de atualização do profissional. Portanto mantenha-se atualizado com os novos processos e as novas tecnologias do seu mercado de trabalho.

Não é necessário cursos de petróleo para trabalhar com o “ouro negro”:
Ao contrário do quitos pensam não ha necessidade de fazer curso de petróleo gas para ser um profissional do petróleo.

Quando faz um curso de Engenharia de Petróleo, por exemplo, o profissional restringe sua área de atuação ao petróleo. Se tivesse feito um curso de Engenharia Mecânica, por exemplo, teria muitos setores da economia a sua disposição, além do petróleo. Isso se deve ao fato de os cursos voltados para o setor petrolífero, serem muito genéricos e não especializarem o aluno em nada. Em outros países os cursos de petróleo são, em sua maioria, de pós graduação e não de graduação, como ocorre no Brasil.

A grande mioria dos equipamentos e ferramentas usadas na pesquisa, exploraçao e produção do petróleo e gas, são componentes mecânicos de atuação hidráulica e/ou eletrônica. Portanto se o Engenheiro for formado nessas áreas poderá, tranquilamente, se especializar em petróleo.

Para confirmar o que digo aqui, é só verificar quantos Engenheiros de Petróleo estão presentes em uma plataforma (um ou dois no máximo) e comparar com a quantidade de Engenheiros e técnicos Mecânicos (dezenas).

Sendo assim vejos com preocupação a enorme proliferação de cursos voltados para o setor de petróleo e gás. Devido à falta de fiscalização, na maioria deles falta qualidade na formação, não há preocupação em se formar convêncios para estágio prático, nem compromisso se fornecer mão de obra para as empresas. O indivíduo que está desesperado por um emprego, acaba gastando o que não tem, na vã esperança de ingressar em um mercado promissor e acaba fustrado.

No petróleo o novato não assume responsabilidade:

Ao terminar um curso de Engenharia de Petróleo, não pense que vai conseguir atuar como Engenheiro em uma plataforma ou navio de perfuração. Isso porque tudo que envolve petróleo custa verdadeiras fortunas. 

Tudo é muito caro quando se fala em petróleo. Os equipamentos, as ferramentas, o preço das operações, o custo do aluguel de um navio ou plataforma tudo envolve valores exorbitantes. Além disso o risco de vidas humanas também é muito alto. Isso sem falar no risco ao meio ambiente que também pode gerar multas muito altas. Sendo assim não se entrega estas operações à mãos inexperientes. É preciso muitos anos de experiência para assumir o controle de uma dessas operações. Portanto esteja preparado para assumir funções menos nobres até ter experiência necessária para assumir aquela posição.

Procure emprego enquanto está empregado:

Já está muito longe o tempo que se devíamos nos sentir seguros no emprego. Hoje em dia não há segurança nem para o presidente e diretores da empresa, que podem ser trocados em caso de a empresa ser comprada por outra.

Antigamente tinhamos medo de enviar currículo quando achávamos um anúncio no jornal, sem a identificação da empresa, pois podia ser um anúncio da nossa própria empresa e seríamos vistos como traidores.

O ideal era passarmos muito anos na mesma empresa, pois isso demostrava lealdade.Atualmente isso é visto como acomodação e falta de compromisso com a prórpia carreira.

Alguns colegas têm nos contactado desesperados por estarem desempregados, pedindo orientação sobre um curso rápido para entrar no mercado de trabalho o mais breve possível. Infelizmente não tenho como ajudar, pois tudo depende de uma série de fatores expostos nesse texto.

Mantenha, portanto, seu currículo sempre atualizado e buscando melhores oportunidades no mercado de trabalho. O livro “Quem mexeu no meu queijo” é uma boa pedida de leitura sobre esse ponto.

Não se descuide do seu network:

A palavra “network”, em termos profissionais signifca “rede de relacionamentos”. São todos os amigos, colegas e parentes que podem ajudá-lo a entrar ou se manter no mercado de trabalho.

Para que sua rede não se desfaça, procure contactá-los de tempos em tempos. Hoje não falta tecnologia para facilitar o network. São sites de relacionamentos, celular, MSN, Facebook, Twiter etc.

O network é uma via de mão dupla, pois hoje você ajuda um colega e amanhã ele estará te ajudando a ingressar em uma empresa.

Se você pesquisar, verá que a maioria das empresas não anunciam nos classificados dos jornais, as vagas existentes. Quando um amigo leva seu currículo ao gerente ou departamento de RH, as chances de conseguir a vaga aumentam exponecialmente.

Essa é, portanto, uma das melhores ferramentas para nos mantermos no mercado de trabalho.

Aprenda inglês ou busque emprego em outro setor:

No setor de petróleo e gás, quase a totalidade das empresas são multinacionais ou estrangeiras. Isso significa suas sedes estão no exterior e que suas filiais estão em muitos outros países. Também significa que você poderá ter como chefe ou colegas de trabalho pessoas vindas de outros países.

Poderá ocorrer, ainda, de você ter que fazer viagens ao exterior para trabalho ou cursos. Para se entender com essas pessoas o inglês é usado como a língua universal no mundo do petróleo.

Se você não fala inglês, portanto, ou aprenda ou procure outro setor para trabalhar, ainda assim terá dificuldades, pois o mercado de trabalho está cada vez mais globalizado.

Qual o melhor curso para se trabalhar embarcado?

Infelizmente essa não é uma pergunta simples de responder. Muitas pessoas tem me feito essa pergunta mas sempre repondo que é o próprio indivíduo que deve decidir o que quer fazer na sua carreira profissional.

Temos a tendência de jogar nos ombros dos outros as decisões difíceis. Isso não ocorre por preguiça ou má fé, mas pelo pensamento de que as outras pessoas são mais inteligentes ou experientes que nós mesmos.

Ocorre que essa é uma decisão que deve ser somente nossa, pois não existe profissão de sucesso e sim profissionais de sucesso.

Se olharmos ao redor, vamos encontrar Advogados, Médicos, Dentistas, Engenheiros etc., muito bem sucedidos profissionalmente, ganhando bons salários. Outros, entretanto, estão desempregados ou com o que ganham mal conseguem pagar suas contas no final do mes.

Isso ocorre porque aqueles que fazem o que gostam, procuram se dedicar ao máximo, se especializando, aprendendo tudo sobre seu trabalho. Eles tratam os clientes, chefes e colegas do trabalho com respeito e carinho, o que faz serem queridos por todos.

Esse tipo de profissional, geralmente recebe várias promoções, ou ganham muitos clientes, o que é recompensado com bons salários ou honorários.

Sendo assim, percebe-se que não existe profissão que “paga bem” e sim profissionais, bem sucedidos, que são bem remunerados por aquilo que fazem bem.

Assim encerro mais este texto que, espero, sirva de ajuda aos colegas que queiram ingressar no mercado de trabalho do Petróleo e gás.

Um abraço e boa sorte,

Marcos Valerio Silva 
Supervisor de Robótica Submarina a mais de vinte anos. Trabalhando no exterior para uma empresa inglesa. Profissional da indústria de Petróleo e Gás e Advogado.



Fonte: Web Artigos (QG do PETRÓLEO)
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