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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Exportações de petróleo impulsionam investimentos em Angra dos Reis


SALDO  As exportações fluminenses cresceram 47% e as importações 14%, o que resultou no saldo comercial três vezes superior ao registrado em 2010. Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), entre todas as cidades do país, Angra dos Reis alcançou o maior volume de exportações no ano, com US$ 987 milhões. No ano passado, a cidade havia liderado o ranking de exportações e o produto mais destacado na exportação de Angra dos Reis é o petróleo. Além disso, a cidade registrou o maior superávit em janeiro de 2012 entre todas as cidades do Brasil, com US$ 749,2 milhões.
CENÁRIO  Procurado pelo NN, o secretário Municipal de Fazenda, Jorge Irineu Costa, respondeu sem surpresas os últimos resultados do município. “Angra vem batendo recordes de exportação ao longo dos últimos anos, o que favorece nosso município no Índice de participação e distribuição do ICMS”, disse. Sobre o cenário atual da indústria petrolífera na cidade, Jorge Irineu, ressaltou a proximidade com a Bacia de Santos. “Temos um cenário favorável à atividade Offshore que vem sendo alvo de interesse das empresas que prestam esse tipo de serviço”.
INVESTIMENTOS  Para o secretário, Angra tem espaço para abrigar mais empresas com a ascensão da economia e do setor de petróleo e gás. “Nesse ramo existe muita atividade direta e indireta. Em nosso município ainda poderão se instalar várias dessas atividades, pois ainda estamos em desenvolvimento”, disse. Em razão dessa localização favorável, a francesa Tecnip, instalou-se no Porto que está executando o Projeto de ampliação da área para atendimento offshore. De acordo com Jorge Irineu, atualmente em Angra, destacam-se na indústria petrolífera, a empresa Nava, de energia nuclear, a construção civil e o turismo.
EMPREGOS  Para concluir, o secretário fez questão de ressaltar que os moradores são os que mais ganham com esses investimentos na cidade e com a economia em alta . “A importância maior é a geração de empregos diretos e indiretos”, conluiu. As vendas da indústria fluminense praticamente dobraram frente a 2010, desenvolvimento de quase 95%, desempenho superior às negociações de petróleo, que apresentaram alta de 34%. Essas duas áreas foram recordes em 2011, cada uma arrecadando US$ 9 bilhões e US$ 20 bilhões, respectivamente.
Fonte: NN
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Os royalties do pré-sal


O Brasil é o País dos contrastes. Necessitando de tantas reformas necessárias, urgentes e inadiáveis, os políticos estão voltados mais especificamente na divisão do imaginável bolo que surgirá com a exploração do petróleo em águas profundas. A euforia e o interesse são tão grandes nos Estados que, inclusive, já levou à aprovação de leis para dividir os royalties do petróleo, que somente poderão ser produzidos em escala plena daqui a cinco ou dez anos.
Trata-se de um tipo de exploração a uma média de três quilômetros de profundidade e mais de 200 quilômetros da costa. É trabalho desafiante e perigoso. Por que não redirecionamos todos esses esforços às marchas a Brasília, concentrações e protestos, para exigirmos as reformas tributária e fiscal?        

Esquecem que o Brasil cobra taxas altíssimas de impostos e juros, comparado com outros países. Deixando o povo e a economia enfraquecidos. Pune os produtores e consumidores, bens e serviços ao mesmo tempo de forma excessiva e sem exceção.

O governo arrecada cada vez mais e entrega menos de volta ao povo, em educação, saúde, segurança e infra-estrutura. O dia-a-dia comprova isso cruelmente.

Por que não esquecer o pré-sal e concentrar no congresso e exigir as reformas?

Até quando vamos pagar juros criminosos de 250% até 1.000% a.a, incluindo os cartões de crédito? Os bancos aqui chegam a ter 15 bilhões de lucros anuais. Pode?

Será que é certo enfatizar essa discussão pelo rateio dos lucros do pré-sal, ainda quase inexistente quando, por falta de decisão do congresso, pagamos impostos exuberantes na bebida, na comida e no remédio. Onde não se tem escapatória tudo é taxado. Enquanto isso, temos um Estado perdulário, incompetente, arrogante no trato com os cidadãos e na aplicação dos seus impostos.

O pré-sal pode continuar a ser discutido, mas a prioridade deve ser as reformas fiscal e tributária, não temos dúvidas. Vamos aprová-las porque em 2012 o mundo, segundo a profecia, poderá se acabar, e já começou conforme as grandes tragédias que acontecem diariamente.

Vamos aproveitar o tempo que nos resta.

Fonte: Correio da Paraíba - Francisco Evangelista
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Perfuração prospectiva



Mesmo que você envie ondas sonoras de choque pelo piso do oceano o dia inteiro, chegará o momento em que será necessário escavar um pouco, se deseja determinar a presença de petróleo explorável. Para cuidar da tarefa, as empresas petroleiras enviam uma plataforma móvel de prospecção para reali­zar perfurações prospectivas no local. Algumas delas são instaladas em navios, outras precisam ser rebocadas ao local por embarcações.
Uma plataforma de perfuração prospectiva normalmente escava quatropoços de prospecção no local de um suposto depósito, cada qual requerendo de 60 a 90 dias de trabalho. Os geólogos escavam inicialmente para obter uma amostra de núcleo. O princípio é semelhante ao de enfiar um tubo oco em um bolo de aniversário e removê-lo. Seria possível examinar o cilindro e descobrir de que são feitas as diferentes camadas do bolo. Essa é uma maneira de descobrir sem cortar uma fatia. 
Os geólogos petroleiros procuram sinais de petróleo, o que eles denominam de show. Assim que descobrem um show, a perfuração pára e os geólogos conduzem testes adicionais para garantir que a qualidade e a quantidade de petróleo disponíveis justificam trabalho adicional. Em caso positivo, eles escavam poços adicionais para substanciar as descobertas. 
Assim que os geólogos estabelecem o valor de um depósito de petróleo, é hora de escavar um poço de produção e começar a extrair a riqueza. Um poço médio dura de 10 a 20 anos antes que deixe de ser lucrativo, de modo que as plataformas offshore são construídas para longas estadias. Elas geralmente são fixadas diretamente ao piso oceânico por fundações de metal ou concreto e cabos de amarração. Elas precisam ficar o mais estacionárias possível durante as perfurações, não importa a instabilidade do clima.
Petróleo
©iStockphoto.com
Navios de escavação como esse são usados para escavar poços de prospecção em locais de potenciais depósitos petroleiros 
 
Uma plataforma pode servir para explorar até 80 poços, ainda que nem todos fiquem em posição vertical. A perfuração direcional permite que plataformas de petróleo criem poços em diagonal no piso do oceano, a fim de explorar depósitos a quilômetros de distância. Se você assistiu ao filme  "Sangue Negro", de 2007, sabe que o método é conhecido como "eu bebo o seu milk-shake". No filme, um empresário petroleiro maníaco se vangloria de que, com perfuração direcional, é capaz de explorar o petróleo localizado sob terras vizinhas. A questão também surge na exploração offshore. Por exemplo, na Califórnia, o Estado tem autorização de escavar novos poços se conseguir provar que poços em águas federais adjacentes estão explorando petróleo de posse do Estado.
Mesmo depois que os poços se esgotam, as plataformas de produção offshore freqüentemente encontram vida nova como centro logístico para plataformas próximas, que enviam petróleo para a lá a fim de ser armazenado ou processado. 
Fonte: Howstuffworks
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

PROGRAMA BOLSA ESTÁGIO DE MACAÉ





A Prefeitura de Macaé abre no próximo dia 23 as inscrições para o programa Bolsa Estágio. O cadastro será realizado no site do município – www.macae.rj.gov.br – até o dia nove de março. A documentação referente ao candidato à bolsa e sua instituição de ensino devem ser entregues até o dia 16 de março. O programa oferece vagas para as profissões dos níveis técnico e superior, que fazem parte do quadro funcional dos órgãos municipais. 

O processo seletivo será imediato, de acordo com informações do coordenador da Bolsa Estágio, Mauro Maia.

- Os candidatos que realizarem os procedimentos de inscrição e atenderem aos critérios de seleção do programa, caso surjam as vagas, já estarão aptos a assumirem os postos de trabalho, mesmo antes do término do período regulamentar de entrega de documentação, disse.

O programa vem beneficiando diversos estudantes desde sua criação, há sete anos. Aline Ferreira estuda Logística e foi estagiária na Secretaria de Administração, no setor de Recadastramento. Segundo ela, o período de estágio na Prefeitura contribuiu para despertar o seu interesse pela área pública, abrindo uma possibilidade que nunca fora considerada. “Estou muito satisfeita pela contribuição que esse estágio teve na minha carreira”, declarou.

Além da oportunidade de aprender na prática suas profissões, aperfeiçoar as habilidades estudadas nos cursos e conhecer o serviço público, os beneficiados contam com uma ajuda de custo mensal. Os valores das bolsas são de um salário mínimo para o Nível Técnico, um salário mínimo e meio para os cargos de Nível Superior e de dois salários mínimos para os estagiários de Medicina e Odontologia.

Os candidatos que precisam cumprir uma carga horária mínima de estágio para concluírem o curso e que, por ventura, deixem de ser selecionados para a Bolsa não precisam se preocupar. A Prefeitura de Macaé oferece uma alternativa, concedendo a oportunidade de o estudante realizar um estágio voluntário em qualquer das áreas de atuação dos órgãos municipais. As inscrições permanecem abertas durante todo o decorrer do ano e podem ser feitas no Protocolo Geral da Prefeitura.

Vale lembrar que a inscrição na Bolsa Estágio apenas será efetivada se os candidatos entregarem toda a documentação, sem pendências, no protocolo geral da Prefeitura no prazo estabelecido. A lista dos documentos exigidos pode ser conferida abaixo.

Documentos Pessoais:

- Ficha de inscrição no site da Prefeitura – ano 2012;
- Cópia da Identidade (RG ou CNH), do CPF e do título de eleitor;
- Cópia do comprovante de residência em nome próprio ou dos pais;
- Cópia do comprovante de vínculo com o município dos últimos dois anos em nome próprio ou dos pais (IPTU, histórico escolar, contrato de trabalho na CTPS ou contrato e aluguel registrado em cartório. Neste caso, vale a data do registro no cartório como contagem de tempo).

Documentos da Instituição de ensino:

- Declaração original de matrícula na instituição de ensino, assinada, carimbada e com CNPJ. Neste caso, não pode ser assinatura eletrônica;
- Histórico original do curso com as matérias cursadas e as que serão cursadas no presente semestre, com assinatura e carimbo (para estudantes de ensino superior);
- Grade curricular/boletim original com matérias cursadas e as que serão cursadas no semestre, com assinatura e carimbo (para estudantes de nível técnico).

Fonte:Jornalista: Marcos Neves Junior
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NOTA SOBRE VAZAMENTO NO CAMPO DE BARRACUDA

 
No dia 14/02/2012, na parte da manhã, a ANP tomou conhecimento do vazamento de petróleo ocorrido na noite do dia 13/02/2012, na Plataforma P-43, que opera no Campo de Barracuda.
Uma falha em uma tubulação ocasionou o vazamento de 5m³ de petróleo para o mar, a cerca de 100 km da costa do Rio de Janeiro. O Plano de Emergência da Petrobras foi acionado, envolvendo o deslocamento de embarcações para contenção e dispersão da mancha, além do monitoramento por sobrevoo.
Na presente data (16/02/2012), já não se observa mancha de óleo no mar, motivo pelo qual as operações com as embarcações foram encerradas. As causas do evento, bem como as medidas para evitar sua recorrência, serão objeto de avaliação pela ANP.
Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP
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A Geração do Petróleo




Recém-saídos das universidades, jovens especialistas na exploração do chamado ouro negro são disputados pelas principais multinacionais do setor e remunerados com salário de gente grande


Marina Salomão, 22 anos - Contratada há menos de um mês por uma multinacional francesa, a praticante de muay thai se prepara para realizar um estágio no exterior


Dona de uma rotina pouco usual para uma moça de sua idade, a jovem Flávia Amaral, 24 anos, está acostumada a lidar com desafios. Sua jornada de trabalho começa com uma viagem de 150 quilômetros do Rio a Cabo Frio e, a partir dali, um voo de helicóptero por cerca de meia hora mar adentro, até as plataformas instaladas a cerca de 100 quilômetros da costa fluminense. Uma vez embarcada, passa catorze dias seguidos na estrutura, onde realiza tarefas complexas e perigosas, como conferir as medidas de dutos de bombeamento. Um pequeno erro nos cálculos pode ser fatal e provocar prejuízos na casa de sete dígitos.

 A pressão, a distância de casa, o confinamento em cubículos e a obrigação de passar metade do mês no meio do oceano fazem parte da carreira que escolheu. Mesmo assim, Flávia adora o que faz. Com apenas um ano de formada no curso de engenharia de petróleo, ela ocupa o posto de especialista em perfuração da companhia dinamarquesa Maersk Oil, uma das potências do setor. Antes disso, quando ainda estava na faculdade, no câmpus da PUC, foi contratada pela anglo-holandesa Royal Dutch Shell, outro gigante da área. Reservada, ela não gosta de falar em dinheiro, mas, tomando como base seu cargo e  o competitivo mercado em que atua, a moça ganha hoje aproximadamente 10 000 reais por mês. “Não é um emprego fácil, mas tem grandes compensações”, diz.

Bem-sucedida, com ótimo salário e disputada pelas empresas, Flávia é o retrato de uma geração abençoada: os garotos do petróleo. Trata-se de uma turma que escolheu a profissão certa no momento perfeito. Mal recebem o diploma, eles já têm emprego garantido em posições que pagam até 7 500 reais mensais — na mesma fase, um advogado recebe a metade disso e um jornalista, cerca de um terço. Os primeiros representantes dessa leva começaram a despontar nos últimos cinco anos, quando surgiu o primeiro curso de graduação específico para a área, ministrado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense. Atualmente, dezesseis instituições de ensino superior oferecem a carreira por aqui. A razão da multiplicação, em um período relativamente curto, é óbvia. Com um quinto das reservas nacionais e 85% da produção do país, o Rio de Janeiro transformou-se em uma espécie de Houston brasileira. Hoje, a atividade responde por 20% do PIB fluminense, um porcentual que deve chegar a 30% nos próximos dez anos. Tudo isso sem contar o potencial do pré-sal. Diz o economista Fernando Blumenschein, da FGV, autor de um recente estudo sobre o tema: “Nesse caso, poderíamos chegar ao dobro do volume atual”.



Histórias de jovens que experimentam um repentino sucesso profissional e financeiro não são novidade por aqui. De tempos em tempos, surgem carreiras que possibilitam essa ascensão. Nos anos 90, por exemplo, ganhou notoriedade no Rio uma geração de profissionais que recebia fortunas trabalhando em bancos de investimentos. Famosos por seus gastos espetaculares, especialmente em vinhos raros e casas no exterior, eles agiam (e ainda agem) como uma tribo. Vestidos com calça cáqui, camisa social azul, dirigindo carro da marca sueca Volvo e praticando esportes religiosamente, os garotos imitavam os códigos e os rituais ditados pelos caciques do mercado. A turma do petróleo é uma versão menos empolada disso. Eles não ganham tanto nem cultivam hábitos tão caros e de ostentação. Mas gostam de viver bem. Aluno da primeira turma formada pela UFRJ, Bernardo Pestana, 25 anos, é um típico representante. Em 2008, ele entrou na OGX, de Eike Batista, como estagiário. Hoje é um dos responsáveis pela coordenação de perfurações da empresa. Discreto, não fala quanto recebe, mas para funcionários do seu nível a companhia paga pelo menos 10 000 reais por mês (fora bônus e gratificações). É o suficiente para alimentar um sonho pouco comum para alguém tão novo. Nas próximas semanas, Bernardo vai começar a investir em cavalos de corrida. Ele está prestes a comprar seus dois primeiros, por 20 000 reais cada um. Sua meta é ambiciosa. “Quero ter um haras com pelo menos 100 animais, não importa o tempo que isso demore.”

João Magalhães 24 anos - Formado em julho, foi logo contratado e enviado para um curso nos Estados Unidos. Agora, acaba de comprar seu primeiro carro
Um dado crucial sobre os jovens da nova geração é que eles construíram a carreira ao largo da Petrobras. A maioria atua em empresas privadas, multinacionais, que oferecem oportunidades de crescimento mais rápido e possibilidade de transferências para o exterior. Hoje existem 54 companhias petrolíferas instaladas no Rio, 39 delas estrangeiras. Contratada pela francesa Schlumberger há cerca de um mês, Marina Salomão, 22 anos, formou-se em dezembro, com uma festa regada a tequila na boate 00, na Gávea, para a família e os amigos. Sua turma era composta de apenas seis pessoas — todas já estão empregadas. Marina, por exemplo, está prestes a embarcar para uma temporada de treinamento lá fora. A empresa não definiu o destino, mas as opções são Estados Unidos, Emirados Árabes ou Rússia. Nem tudo é glamour, claro. Para conquistar a vaga, ela mudou-se para Macaé, no litoral fluminense, e vive provisoriamente em um hotel. Mas a vida numa estatal, de fato, não combinaria com os anseios da moça. Como outros de sua estirpe, ela não esconde características como ambição, pragmatismo e espírito competitivo. “Eu nunca me imaginei trabalhando a vida inteira no mesmo lugar. Acho que temos de buscar sempre as melhores oportunidades”, diz.
Flávia Amaral 24 anos - A engenheira passa metade do mês embarcada nas plataformas marítimas. Nos outros dias, administra sua escola de dança de salão, no Catete
O regime diferenciado de trabalho nas plataformas, marcado por temporadas de catorze dias no mar alternados com catorze dias de folga, é duríssimo, mas permite aos jovens se lançar a voos pouco comuns a quem trabalha dez horas diárias em um escritório. A engenheira Flávia, citada no início da reportagem, por exemplo, possui uma escola de dança no bairro do Catete. Quando está embarcada, o negócio é tocado por seu marido, Jimmy de Oliveira, de 37 anos. No total, 200 alunos frequentam as amplas instalações do estabelecimento. Com dinheiro no bolso, os garotos conseguem antecipar sonhos que provavelmente levariam mais tempo para realizar — e curtem sua independência financeira fazendo o que gostam. É o caso de João Magalhães, 24 anos, que se formou há apenas sete meses. Funcionário da americana Baker Hughes, uma das maiores prestadoras de serviços do setor, ele acaba de comprar seu primeiro carro, um Volkswagen Bora, no valor de 35 000 reais. Criado no Cosme Velho, o rapaz chega a ganhar, nos meses em que embarca, 6 000 reais, cerca de 40% a mais que seus colegas de outros ramos da engenharia. O processo de seleção na empresa foi rigoroso. Para conseguir uma das sete vagas disponíveis, ele foi escolhido entre 5 000 postulantes. Atualmente, mora em Macaé e vem ao Rio passar os fins de semana na casa dos pais. Nessas ocasiões, pratica surfe e futevôlei, esportes pelos quais é apaixonado. “Viver longe daqui é um sacrifício, mas vale a pena. As empresas têm apostado muito em nós”, afirma ele.

Eduardo Antonello 35 anos - Em menos de dez anos, tornou-se presidente para a América Latina de um gigante norueguês do petróleo. Nas folgas, veleja e passeia com sua moto BMW

Ao iniciar a carreira em um patamar tão alto, a geração petróleo tem grandes chances de chegar ao topo mais rápido. Não são pequenas as possibilidades de, em dez anos, rapazes e moças como Flávia, João, Marina e Bernardo ocuparem posições no primeiro escalão nas companhias em que trabalham. Foi exatamente esse o caminho percorrido por Eduardo Antonello, 35 anos, atual presidente para a América Latina da norueguesa Seadrill, uma das maiores empresas do ramo de perfuração. No fim dos anos 90, quando os cursos atuais ainda não existiam, ele se matriculou em engenharia mecânica no Mackenzie, em São Paulo. Entusiasmado com a expansão do setor, ingressou na francesa Schlumberger. Sem uma formação acadêmica específica, Antonello construiu sua trajetória no exterior, vivendo em seis países ao longo de oito anos. Aos 24, por exemplo, morava no Catar. Aos 30, tornou-se chefe de perfuração no Brasil. Dois anos depois, foi contratado para o cargo atual. Morador do Leblon, casado com uma colega de profissão egípcia e pai de Ísis, ele é o decano dessa turma. Nos momentos de folga, gosta de velejar. Quando o tempo é maior, pega sua moto de trilha, uma BMW Adventure de 1 200 cilindradas, e troca o mar pelas estradas de terra. “É uma profissão complexa, que exige muito do profissional, mas compensa”, conta. “Especialmente para quem está disposto a entender todo o processo, do poço ao posto de gasolina.”

Bernardo Pestana 25 anos - Membro da primeira turma da UFRJ e contratado da OGX, sonha em ter um haras. Os primeiros cavalos serão comprados em reve por 20 000 reais cada um


Embora a indústria do petróleo tenha mais de quarenta anos, pode-se dizer que ela nunca esteve em melhor forma, tão rejuvenescida. Embaladas pelo pré-sal, as universidades públicas e privadas mudaram seus conceitos, apostando na formação de mão de obra específica e aumentando o volume de pesquisas na área. Os estudos sobre o tema são, inclusive, responsáveis por um substancial crescimento da produção acadêmica nacional.

Recentemente, o país subiu da 19ª para a 13ª posição na publicação de trabalhos científicos — à frente de Holanda, Suíça e Israel. Em paralelo, o parque tecnológico da Ilha do Fundão, que fica próximo da Coppe e também do Cenpes, o Centro de Pesquisas da Petrobras, está recebendo uma enxurrada de investimentos. Entre as empresas que já anunciaram a instalação de polos por lá estão a americana General Electric e a francesa Schlumberger. Todo esse movimento deve trazer cerca de 3 bilhões de reais em investimentos e mais 4 500 empregos de altíssimo nível nos próximos dois anos. Resume o secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Goes: “Se minha filha estivesse prestando vestibular, não hesitaria em aconselhá-la a seguir essa carreira”. Para quem está disposto a sujar as mãos e trabalhar duro, é sem dúvida um excelente caminho.

Fonte: Veja Rio (por QG do PETRÓLEO)
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Maus hábitos de vida de embarcados são fatores de risco





A HA (Hipertensão Arterial) e o DM (Dia­­betes Mellitus) são apontados como os principais fatores de risco para as doen­ças cardiovasculares que, por sua vez, cons­tituem a principal causa de morbi­mor­­ta­lidade na população brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Tal situação configura preocupantes problemas de saú­de coletiva no Brasil por suas ­eleva­das prevalências, pelas complicações agudas e crônicas elevando também custos sociais e econômicos decorrentes do uso de ser­viços de saúde, absenteísmo, aposentadoria precoce e incapacidade para o trabalho. Sendo assim, tais doenças me­re­cem a­tenção no que se refere à saúde do trabalhador.

Quais são os hábitos de vida adotados pelos trabalhadores portadores de Hipertensão Arterial e/ou Diabetes Mellitus de uma empresa do ramo de navegação? A distância do convívio da família, a sensação de enclausuramento e de falta de liberdade, a preocupação com segurança, o des­gaste mental e o nervosismo que envolve o pré-embarque e o embarque em si, podem levar a possíveis alterações de hu­mor, tornando esse indivíduo mais suscetível ao estresse. Com todas essas mudanças, esse traba­lhador pode negligenciar o autocui­da­do, adotando hábitos maléficos à saúde, tais como sedentarismo, etilismo e adoção de alimentação inadequada, com con­se­quen­te aumento de peso. Esses fatores podem agravar seu es­tado de saúde já com­pro­metido.

No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 65% do total de óbitos na faixa etária de 30 a 69 anos. Entre as doenças cardiovasculares, o AVE (Acidente Vascular Encefálico) e o IAM (In­far­to Agudo do Miocárdio) são as mais pre­valentes. Dessa forma, a Hipertensão Arterial constitui o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, cuja primeira causa de morte, o AVE, tem co­mo origem a hipertensão não controlada.

Dados do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) demonstram que 40% das aposentadorias precoces decorrem das complicações causadas pela Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus. Essas aposentadorias e outros afastamentos oca­sionados por conta das complicações causadas pela HA e DM, aumentam a taxa de absenteísmo na empresa em que indivíduos portadores dessas doenças estão inseridos, gerando enormes problemas, tais como retardamento, descontentamento de pessoas que dependem da produção do colaborador afastado e, nos casos de aposentadoria precoce, mobiliza­ção por parte da empresa para encontrar um substituto.
Fonte: Revista Proteção 

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