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terça-feira, 17 de julho de 2012

Petrobras é a maior empresa da América Latina


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A Petrobras é a líder, pelo terceiro ano consecutivo, do ranking das 500 maiores empresas da América Latina, divulgado na segunda-feira (16) pela revista "AmericaEconomia". A lista considerou o valor de vendas líquidas, em dólares, das empresas da região, no exercício terminado em dezembro de 2011.

A estatal brasileira alcançou o primeiro lugar com um faturamento, em 2011, de mais de US$ 130 bilhões. Em segundo lugar está a petroleira venezuelana PDVSA, seguida da mexicana Pemex. O setor de petróleo e gás está representado por 39 empresas do ranking e ocupa cinco dos 10 primeiros lugares. A subsidiária da Petrobras, Petrobras Distribuidora, é a sexta colocada da lista, com faturamento superior a US$ 39 bilhões.

O ranking das 500 maiores é formulado pela unidade de análise e estudos da publicação, 'AméricaEconomia Intelligence'. Para a lista deste ano, a unidade teve como fontes a consultoria Economatica, bolsas de valores, órgãos oficiais e as próprias empresas.

Fonte: Agência Petrobras

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Novas licitações da ANP incluirão bacias sedimentares fora do pré-sal



BRASÍLIA - Os recentes estudos sísmicos feitos no território nacional, acompanhados de perto pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apontam para novas oportunidades de exploração de petróleo e gás natural com blocos exploratórios em terra e mar. Esses projetos vão compor a lista de novas rodadas de licitação.
A avaliação foi feita pela diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, que discutiu o tema na quarta-feira, (11/07), em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em Brasília. Para ela, os novos estudos geológicos chamam a atenção para o potencial de produção nas bacias sedimentares que não estão integradas às regiões das grandes reservas do pré-sal.
Chambriard informou que a área do pré-sal, que dominou as discussões do setor nos últimos anos, responde por apenas 2% do total de 7,5 milhões de quilômetros quadrados de bacias sedimentares brasileiras. Somente 4,5% dessa área foi concedida à exploração por empresas do setor.
A diretoria disse que há otimismo do setor, por exemplo, com a chamada “margem equatorial brasileira”, que vai do Estado do Rio Grande do Norte até o Amapá. Isso porque uma área correspondente, localizada na África, já rendeu importantes descobertas que, inclusive, viabilizaram a instalação de uma plataforma que produz 120 mil barris de petróleo por dia.
“Tudo indica que também vamos ter bons resultados exploratórios. Essa foi a razão para termos identificado essa área como candidata à 11ª Rodada de Licitação”, afirmou Chambriard ao se referir à áreas da margem equatorial brasileira, em regiões que abrangem o litoral do Maranhão e do Pará.
Outra descoberta relevante que chamou a atenção do setor foi feita pela espanhola Repsol, na Guiana. Essa exploração levou técnicos brasileiros a considerarem a existência de novas reservas semelhantes no território brasileiro, na região Norte.
Ainda para a 11ª Rodada da ANP, interrompida pela indefinição do Congresso Nacional sobre nova alíquota de royalty, a diretora da agência afirmou que há oportunidades na extração de gás na Bacia do Parnaíba, nos Estados do Maranhão e do Piauí.
Mesmo sem ter ocorrido ainda a 11ª Rodada, a ANP já começa a sinalizar quais serão os planos para os próximos processos de licitação, que devem incluir áreas dos Estados do Acre, Maranhão, Piauí e Mato Grosso. “O que a ANP está pensando nesta 12ª rodada, que ainda não foi posto para a discussão e nem apresentado ao CNPE [Conselho Nacional de Política Energética]. Ela será realizada com vistas a exploração em terra, por conta de todos os resultados de estudo que estamos articulando”, afirmou a diretora.
Outro caminho que a ANP tem trilhado está relacionado à exploração de gás não convencional, que tem “revolucionado” o setor nos Estados Unidos. “O potencial também é muito grande, mas, para poder identificá-lo de fato, a gente tem que perfurar muito”, afirmou a diretora. Segundo ela, o interesse em explorar este insumo está, principalmente, no Recôncavo Baiano, que está com a produção em baixa – caiu do patamar inicial de 150 mil barris por dia para 40 mil.
“Isso significa que a gente tem instalações que vão ficar mais ociosas, municípios que vão ficar mais pobres. A gente pode tentar reverter este cenário via essa revolução da produção não convencional. No Recôncavo, a gente enxerga como um excelente local para poder fazer esse início, além da Bacia do São Francisco que a gente enxerga como muito mais difícil”, disse a diretora-geral da ANP.
Chambriard acredita que esta nova leva de projetos localizados fora da área de exploração do pré-sal tende a equilibrar os ganhos do setor com um maior número de Estados e empresas de menor porte. “Somente com as reservas já descobertas do pré-sal, vamos dobrar a produção do país em 10 anos. Serão grandes empresas, grandes financiadores e grandes prestadores de serviço. Isto se mostra como um fator altamente concentrador de riqueza em São Paulo e no Rio de Janeiro”, afirmou.
Fonte: Valor
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Sondas do pré-sal feitas no exterior



As sondas para exploração de petróleo no pré-sal, cuja condição contratual é a de serem construídas no Brasil, começaram a ser feitas, mas no exterior, para cumprir os prazos de entrega à Petrobras. A primeira de um total de 21 sondas já começou a ser cortada no estaleiro Jurong, em Cingapura. A Petrobras vai alugar os equipamentos junto à empresa Sete Brasil, que, por sua vez, encomendou as sondas ao estaleiro asiático.
A medida foi tomada porque o estaleiro que o grupo asiático está construindo no Espírito Santo - o Jurong Aracruz - começará a operar em junho de 2013 e só estará totalmente concluído em 2014. O problema é que a primeira sonda encomendada pela Sete Brasil terá que ficar pronta em junho de 2015, para atender ao cronograma de afretamento da Petrobras.
A diretora institucional do Jurong Aracruz, Luciana Sandri, destacou que as peças (seções) do casco começaram a ser feitas em Cingapura, para o cumprimento dos prazos. Ela garantiu, porém, que isso não vai desrespeitar a cláusula de conteúdo nacional prevista no contrato, que é de 55%. O custo total dessa sonda é de US$ 800 milhões.
- Assinamos o contrato para a construção da primeira sonda em dezembro do ano passado. E vamos cumprir o prazo - disse Luciana.
A Sete Brasil espera assinar até agosto o contrato de aluguel das 21 sondas com a Petrobras. Para garantir o cumprimento dos prazos, a companhia assinou em dezembro passado contrato de encomenda para construção das duas primeiras peças: uma com o Jurong Aracruz e outra com o Keppel Fels, que, segundo fontes, vai iniciar nos próximos dias a construção da sonda no estaleiro Brasfel, em Angra dos Reis. O mercado aguarda também para breve a assinatura pela Petrobras da encomenda de outras cinco sondas junto à Ocean Rig, cuja construção deverá ser realizada no estaleiro Mauá, em Niterói.
A Jurong está investindo R$ 1 bilhão na construção do estaleiro no Espírito Santo e já realiza cursos de qualificação para 675 pessoas. Das 21 sondas que serão encomendadas pela Sete Brasil, os estaleiros Jurong Aracruz, Keppel Fels e Paraguaçu, na Bahia, construirão seis cada um. As três últimas sondas serão encomendadas ao estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
ANP: licitação de blocos de petróleo só após eleições
O anúncio da tão esperada 11 rodada de licitação de blocos de exploração petróleo e gás deverá ficar para depois das eleições de outubro. Em audiência pública ontem na Câmara dos Deputados, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou que a votação do projeto de lei que altera a alíquota dos royalties do petróleo, que só deve ocorrer após o pleito, ainda é uma barreira para a análise econômica por parte dos concessionários.
Dessa definição depende também a 12 rodada, que, segundo a diretora-geral, incluirá campos de exploração dos estados de Acre, Maranhão, Piauí e Paraná:
- A tramitação no Congresso é que vai dizer - afirmou a diretora da ANP.
Fonte: Yahoo Notícias
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OSX avança para construir plataformas



Estaleiro de Eike, que até agora forneceu equipamentos apenas para a OGX, pode ganhar espaço com crise do EAS
A OSX Brasil, estaleiro controlado pelo bilionário Eike Batista, deve se beneficiar da incapacidade de concorrente de entregar embarcações usadas na produção de petróleo dentro do prazo. E com isso, suas ações também podem ganhar valor.
A Petrobras, que pretende mais que dobrar sua produção até 2020, suspendeu em abril um contrato para o fornecimento de 16 petroleiros com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que entregou o primeiro navio com 21 meses de atraso e perdeu em março seu parceiro tecnológico - a Samsung Heavy Industries. O movimento abre espaço para a OSX, avalia Luiz Broad, analista da Ágora Corretora. Para ele, um grande contrato com a Petrobras “seria muito positivo” e “teria um efeito imediato nas ações”, complementou.
As conversas para a construção de plataformas continuam e estão avançadas, disse a OSX em e-mail, respondendo a perguntas sobre possíveis negócios com a Petrobras. Segundo a OSX, as conversas também refletem a diversidade de oportunidades que existem no setor brasileiro de petróleo e gás, do qual a companhia participa.
O estaleiro de Eike - que até agora forneceu equipamentos apenas para a petrolífera do próprio grupo do bilionário, a OGX Petróleo e Gás -, está entre as companhias que disputam a venda de oito navios-tanque e outras embarcações para a Petrobras.
Reforço financeiro
Em meados de junho, a OSX anunciou um reforço de caixa para suas operações. A companhia contratou financiamento de R$ 2,7 bilhões que serão destinados à implantação da Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu). A contratação foi feita pela subsidiária OSX Construção Naval junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e à Caixa Econômica Federal (CEF), com repasse de recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM), no valor aproximado de R$ 1,35 bilhão.
O prazo do financiamento é de 21 anos para ambas as instituições financeiras.Oinício parcial das operações do UCN Açu, localizado no norte do Rio de Janeiro e feito em parceria com a Hyundai Heavy Industries, está programado para o primeiro trimestre do ano que vem.
EAS
O EAS corre contra o tempo para ajustar suas operações e não perder o direito de executar os contratos ganhos. O passo mais recente foi o anúncio do novo parceiro tecnológico, o grupo japonês Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI), controlada pelo grupo Mitsui. Diferentemente do que ocorria com a Samsung, o IHI não terá participação acionária. A parceria é necessária porque o estaleiro precisa de um sócio que detenha a tecnologia de fabricação de sondas de perfuração encomendadas pela Petrobras.
Fonte: Brasil Econômico

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Petrobras vai investir em plataformas submarinas



Algo que hoje parece mais um trecho de um livro ou filme de ficção científica poderá tornar-se uma tendência para o setor de petróleo em alguns anos: plataformas totalmente submersas. Esse será um dos focos dos trabalhos feitos pelo Centro de Pesquisas & Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro.
O gerente-executivo do Cenpes, Marcos Assayag, acredita que os projetos de sistemas submarinos de produção de petróleo poderão virar uma realidade entre 2020 e 2030. Ele adianta que as plataformas submarinas deverão ser automatizadas e controladas da costa. O dirigente acrescenta que já se avalia a alternativa de trazer a inteligência envolvida com a exploração de petróleo para a terra e fazer o controle à distância.
Assayag salienta que projetar plataformas submersas é uma questão econômica. “Todo o esforço que fazemos é para reduzir o custo de produção e melhorar a rentabilidade”, afirma. De acordo com ele, é necessário pensar no futuro para desenvolver tecnologias que serão aproveitadas em longo prazo. Para isso, são feitas análises de cenários e de tendências tecnológicas.
“Precisamos conhecer com detalhes e desdobrar o plano de negócios da Petrobras para gerar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) adequados e alinhados com o planejamento”, destaca Assayag. Além das plataformas submersas, o Cenpes promoverá estudos envolvendo veículos autônomos submarinos, perfuração a laser, nanomateriais, entre outros.
A perspectiva do salto de produção de petróleo com o pré-sal justifica os investimentos da Petrobras em P&D, que nos últimos anos encontram-se em patamares bem elevados. De 2009 a 2011, a estatal investiu cerca de US$ 3,1 bilhões em P&D, sendo que 47% desses recursos foram aplicados em projetos ligados à área de exploração. Somente no ano passado, a companhia desembolsou US$ 1,454 bilhão, sendo superada, entre as empresas de energia, apenas pela PetroChina, que aportou US$ 2,056 bilhões. Para 2012, a Petrobras prevê investimentos semelhantes ao período anterior.
Assayag ressalta que as oportunidades da cadeia do petróleo e gás apresentam-se para todas as regiões do Brasil, mesmo aquelas que não possuem produção, como é o caso do Rio Grande do Sul. “O Estado está tendo atitudes e comportamento de uma indústria que quer entrar nesse segmento”, aponta o dirigente. Ele acrescenta ainda que está impressionado com o crescimento do município de Rio Grande devido ao polo naval. Assayag deverá vir a Porto Alegre no dia 24 deste mês para palestrar na Fiergs sobre as potencialidades do segmento de petróleo e gás.
Fonte: JC / RS
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Petrobras descobre petróleo na Bacia do Espírito Santo

Petrobras descobre petróleo na Bacia do Espírito Santo

Descoberta ocorreu durante perfuração do poço informalmente denominado Grana Padano.
A Petrobras comunicou nesta quinta-feira à noite a descoberta de uma nova acumulação de petróleo (15ºAPI) no pós-sal da Bacia do Espírito Santo, na concessão BM-ES-24 (Bloco ES-M-661), localizada a 58 quilômetros da cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo.
A descoberta ocorreu durante perfuração do poço informalmente denominado Grana Padano, a 64 km do Campo de Golfinho, em profundidade de água de 1.208 metros. A descoberta foi confirmada a partir da resposta do detector de gás e da perfilagem realizada em reservatórios localizados em profundidade de 2.008 metros.
A Petrobras é a operadora do consórcio para a exploração da concessão (40%) em parceria com as empresas IBV Brasil (30%) e Anadarko (30%).
A Petrobras informou que o consórcio dará continuidade às atividades no bloco e pretende submeter à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma proposta de plano de avaliação com a finalidade de delimitar a acumulação descoberta, bem como estimar volumes e produtividade do reservatório.
Fonte Agência Estado
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Euforia do pré-sal ‘sucumbe à realidade’, diz ‘Wall Street Journal’

Euforia do pré-sal ‘sucumbe à realidade’, diz ‘Wall Street Journal’

Investidores brasileiros têm descoberto que os recursos naturais do pré-sal não significam exatamente dinheiro na mão” e que a “euforia (do petróleo) sucumbiu à realidade”, diz uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal norte-americano Wall Street Journal.
Com o título “Por que o petróleo brasileiro demora a pegar fogo”, o artigo faz uma análise do preço das ações do setor petroleiro no Brasil, dizendo que os papéis da Petrobras estão hoje no mesmo patamar do que em outubro de 2006 e que as ações da empresa OGX perderam dois terços do seu valor de mercado desde 2008.
De acordo com a reportagem, as duas empresas brasileiras diminuíram suas estimativas de produção e estão tendo que investir mais do que o previsto.
O consultor de energia especialista em América Latina Roger Tissot diz no artigo acreditar que o Brasil foi superestimado quanto ao seu potencial petrolífero. Tissot culpa o governo brasileiro: “a política do governo limita a implantação de capital estrangeiro e a especialização, retardando o desenvolvimento e aumentando os custos”.
O Wall Street Journal culpa exigências feitas pelo governo, de que investimentos tenham aproveitamento local, por ineficiências nos gastos.
Com isso, segundo o diário, o custo de produção por barril da estatal brasileira aumentou.
De acordo com Matt Portillo, analista do banco de investimentos Tudor, Pickering, Holt & Co., ouvido pelo jornal, empresas estrangeiras envolvidas na descoberta das reservas do pré-sal têm sido um melhor investimento e conseguiram se beneficiar do entusiasmo criado, inclusive com a venda de participações no negócio para outras empresas.
O jornal diz que ações de empresas colombianas do setor tiveram um desempenho “bem melhor que os rivais brasileiros”.
A indústria do petróleo do país vizinho cresceu 6,5% por ano desde 2003. Esse aumento coincidiria com novas políticas para encorajar o investimento estrangeiro em petróleo e gás.
Fonte: BBC Brasil
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