domingo, 14 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
SEM PETRÓLEO, MUNDO TEM FUTURO SOMBRIO
“O petróleo é o problema, claro”, escreveu Gertrude Bell em Bagdá, em 1921. “Coisa detestável!” Depois de causar uma guerra mundial, o petróleo já estava causando confusão política no Oriente Médio.
Apesar de todos os conflitos causados pela necessidade de garantir os suprimentos de petróleo, e do dano ambiental que seu uso causa, o problema, para Bell e para todos nós, é que o petróleo tem grande utilidade.
Energia concentrada, facilmente transportável e de grande versatilidade.
Todos nós nos tornamos dependentes dessa conveniência. O suprimento de energia atual oferece o equivalente ao trabalho de 22 bilhões de escravos, de acordo com Colin Campbell, antigo executivo petroleiro.
Mas agora a onda do petróleo parece destinada a nos deixar ilhados. A mais de US$ 100 por barril, os preços estão voltando aos níveis de 2008. Mas, de lá para cá, o tom dos comentários mudou.
Cresce a conscientização de que um problema fundamental nos aguarda: a separação entre uma demanda cada vez maior e um suprimento estagnado, que resultará em escassez do componente essencial ao mundo.
Até o momento, o falso reconforto, de que poderíamos continuar a agir como sempre, vinha de dois fatores.
Primeiro, ainda existe petróleo; segundo, novos campos continuam a ser descobertos.
Primeiro, ainda existe petróleo; segundo, novos campos continuam a ser descobertos.
Mas o problema é saber que teremos dez bocas para alimentar amanhã, mas lojas de comida suficientes para apenas oito. Pior: a cada dia a quantidade de comida consumida é superior à de comida produzida, e o número de bocas para alimentar cresce.
As novas descobertas de petróleo atingiram seu pico na metade dos anos 60, e, com base em várias estimativas, estamos vivendo, ou bem perto de viver, o pico da extração petroleira mundial.
Depois que o pico for atingido, a relação entre oferta e demanda inevitavelmente crescerá. A dificuldade de determinar exatamente quando isso acontecerá é agravada porque as dimensões das reservas nacionais de petróleo constituem questão econômica e política delicada.
Compreensivelmente, algumas pessoas acreditam que isso seja positivo do ponto de vista ambiental. Afinal, se o petróleo está se esgotado, isso não ajudaria a resolver o problema da mudança do clima? Infelizmente não.
A realidade atual é a de que se você tirar a sonda petroleira da veia da economia, a escolha passa a ser entre transição e convulsão.
A realidade atual é a de que se você tirar a sonda petroleira da veia da economia, a escolha passa a ser entre transição e convulsão.
Todos nos acostumamos aos benefícios do petróleo. E os planos para nos adaptarmos a sua ausência praticamente inexistem.
Cabe a nós determinar se aproveitaremos a chance que o fim do petróleo barato nos confere para produzir uma era melhor, ou se continuaremos hipnotizados por sua miragem em dissolução.
Por: Andrew Simms, Diretor da New Economics Foundation.
Gigante anglo-russa investe em petróleo na Região Amazônica
Uma das maiores empresas petroleiras da Rússia, a TNK-BP, dona de um faturamento anual equivalente a 60 bilhões de dólares, está operando desde março deste ano na bacia do rio Solimões, na Amazônia. A empresa russa tem como parceiro neste empreendimento o grupo brasileiro HRT.
Em entrevista ao jornal “Brasil Econômico”, o diretor-executivo da TNK-BP, Aleksander Dodds, declarou que o objetivo do consórcio anglo-russo é se tornar uma empresa global com atuação em outros países, o que, segundo o empresário, serve para aprimorar a capacidade tecnológica da TNK-BP, tornando-a ainda mais competitiva na própria Rússia.
Campo de exploração na Amazônia
Aleksander Dodds também revelou que o Brasil foi a terceira opção da TNK-BP fora da Rússia. A primeira foi a Venezuela, e a segunda, o Vietnã. Para o executivo, a opção pelo Brasil foi mais do que acertada. Dodds, um escocês de 55 anos, diz isso com a experiência de quem atua há mais de 30 anos no setor de óleo e gás, tendo exercido a presidência da todo-poderosa Exxon Mobil no Canadá e no Qatar.
Na mesma entrevista ao “Brasil Econômico”, Aleksander Dodds revelou que, do total de 1 bilhão de dólares relativo à participação de 45% nos 21 blocos da HRT no Rio Solimões, já foram investidos 280 milhões de dólares. Além desse valor, cerca de 100 milhões de dólares serão aplicados em equipamentos, o que representa, segundo o executivo, o maior investimento de uma empresa russa no Brasil. Dodds garante que a operação tem correspondido aos objetivos da TNK-BP.
Pelo conhecimento em exploração em terra, a empresa russa, embora satisfeita com os resultado do gás, tem grande esperança na produção de óleo na bacia do Solimões. O petróleo da região é considerado de excelente qualidade, o mais leve do Brasil. O potencial de reservas projetadas alcança 280 milhões de barris. Em 2013, o grupo HRT-TNK-BP vai perfurar quatro poços, mas prefere não antecipar previsões sobre a produção.
Fonte: Diário da Rússia
Na era do pré-sal, fontes renováveis ganham força no Brasil
Quando o tema é energia renovável, o Brasil se mostra imbatível em relação aos demais países de economia forte: 44,1% de toda a sua geração de energia é baseada em fontes limpas, taxa mais de três vezes superior à média mundial, de 13,3%, informa a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia.
No médio e longo prazos, segundo avaliação do economista e consultor em energia Eduardo José Bernini, é esperada uma participação ainda mais significativa das fontes renováveis na matriz energética brasileira, mesmo com o inexorável avanço das explorações de petróleo na camada pré-sal, que promete elevar a oferta nacional do energético fóssil dos atuais 2,2 milhões de barris/dia para 5,3 milhões de barris/dia em 2020.
"A despeito do pré-sal, o aumento de participação das energias renováveis é irreversível no Brasil", diz Bernini, ex-presidente Eletropaulo, hoje à frente da consultoria Tempo Giusto, de São Paulo.
Na sua visão, o Brasil tem como maior vantagem a grande disponibilidade de recursos naturais necessários para o aproveitamento de um leque variado de fontes limpas. "A começar pela enorme disposição de ventos, sobretudo no Nordeste e nas áreas de Chapadas do Brasil Central, não por acaso as regiões que abrigam os principais projetos eólicos do País", afirma ele, que ressalta o maior amadurecimento desse mercado nos últimos tempos. "Hoje, a energia eólica é uma fonte comercial e competitiva, que não depende mais de subsídios governamentais", afirma.
Segundo estudos da EPE, em 2011, a geração de energia eólica expandiu-se em 24% na comparação com 2010, totalizando 2,7 mil gigawatts-hora (Gwh). Nos últimos três anos, foram viabilizados, por meio de leilões de energia, 6.800 MW de eólicas, o que significa projetar para 2015 um crescimento do parque eólico brasileiro até 7,5 vezes superior à capacidade atual. Em 2012, a produção brasileira de energia eólica deve mais que dobrar em relação ao ano passado, alcançando 3.135 MW.
O alto nível de insolação é outra característica marcante do Brasil destacada pelo consultor. "Sem dúvida, depois da eólica, a próxima fronteira a ser explorada por aqui será a da energia solar, seja pela modalidade fotovoltaica, obtida pela conversão direta de luz do sol em eletricidade, seja pelo aproveitamento do sol por meio de processos termosolares, que consiste na transferência de calor para aquecimento de água e do ar", prevê.
Embora ainda incipiente no Brasil, com apenas 7 MW de capacidade instalada, estudos da EPE prevêem um salto significativo da energia solar, sobretudo a partir de 2013, quando começará a sair do papel projetos envolvendo as instalações de painéis solares em estádios de futebol selecionados para abrigar os jogos da Copa do Mundo de 2014.
Fonte: Invertia Terra
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